Sociedade, Tomada de Decisão

2022 vem aí

Fico imaginando o mundo após a pandemia – e teremos que lidar com ela possivelmente por mais um ano…2022 será um ano mágico.

O trabalho remoto (para quem pode) não vai voltar atrás. A redução da procura por escritórios – e a redução do tamanho destes – vai se juntar à tendência de remanejar a casa para ter um home-office. E muitos prédios residenciais vão oferecer espaços assim, roubados de garagens e de churrasqueiras…

Os serviços de entrega vão continuar crescendo, já que mais e mais gente está confiando em receber tudo em casa porque é muito mais prático. Falta só o mercado de roupas conseguir fazer isso. Comida e eletrodomésticos já o conseguiram. Imagino possível até um sistema de entregas de roupa por “impressão 3D”, equipado em vans, com peças sendo ajustadas automaticamente a partir da apresentação milimétrica do comprador, via câmera do celular.

O corolário disso tudo? Pressão por internet rápida em todos os lugares e transformação de alguns shopping centers em residências. Busca por casas mais ensolaradas e fuga dos apartamentozinhos sombrios. Evasão do centro da cidade e redução de restaurantes. Casas de festas com sistemas de alta higienização e segurança. Instituição de pagamento digital para praticamente tudo. Cartões migram completamente para celulares. Robôs entregadores.

O preço é alto mas o resultado pode ser uma sociedade melhor.

Criatividade, Produtividade, Tomada de Decisão

Sobre inteligência e a porta do armário

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Ontem eu li  de enfiada um livro de ficção científica do Poul Anderson, intitulado “Onda Cerebral”.
Interessantíssimo. Ele especula se um fenômeno cósmico qualquer alterasse em um picoinfinitésimo as constantes eletromagnéticas. Faria quase nenhuma diferença na física usual mas uma tremenda diferença biológica na célula viva mais aprimorada: os neurônios e suas conexões elétricas.
Em decorrência, animais e humanos ficariam mais inteligentes – animais quase ao nível dos humanos e humanos superinteligentes, com exceção dos retardados mentais, que se tornariam humanos “normais”. Continue lendo

Coaching, Gestão, Tomada de Decisão

Os cinco hábitos financeiros que recomendo

Acabei de ler um artigo do Washington Post de 30/12/14, que menciona que pesquisadores do Banco Federal de St. Louis identificaram cinco hábitos financeiros que podem fazer alguém sair da penúria financeira e, até, com o tempo, torná-lo rico. O artigo está no rodapé deste post, em inglês. Mas, analisando os hábitos mencionados, optei em listar as minhas próprias reflexões do que produz saúde financeira. Não coloquei nada específico, pois pensei em regras gerais, hábitos que se ajustem para qualquer pessoa. São eles:

1 – Invista primeiro
Economize um percentual do que ganha AO RECEBER o dinheiro no início do mês, e não apenas do que sobrar do dinheiro, depois de usado em todos os gastos do mês. A diferença é gigantesca no controle, mas é o hábito mais difícil de implementar, pois no início não sabemos exatamente o quanto se pode economizar.
Assim, se nunca o fez, comece com um valor virtual – isto é, coloque um valor fictício em uma planilha e só aloque no final do mês. Experimente, por exemplo, 5% do seu salário. No entanto, no mês seguinte, cobre de si mesmo juros de mercado do investimento, e coloque o valor mais os juros. Resista a tentação de fazer uma aplicação fictícia por mais do que dois meses – com certeza vai se sabotar e não colocará o dinheiro.

2 – Conheça o seu padrão de gastos
Estude-se mês a mês até conhecer bem o seu próprio perfil financeiro de renda e de despesa. Para ajudar nisso, é melhor não fazer uma planilha de anotações extensa e detalhada demais, que é cansativa de manter o registro e muitas vezes não oferece tantas dicas de mudança de comportamento que valha a pena todo o trabalho de anotar.
Sugiro segmentar o seu caixa mensal em, pelo menos, quatro compartimentos estanques:

Manutenção, Trabalho (*), Lazer (**) e Investimento.
O ideal é que cada compartimento receba o seu crédito a partir da receita mensal, de forma a não permitir que avance no dos outros. Se o fizer, deve retornar o valor “emprestado” no máximo até o próximo mês, acrescido de juros simples de mercado.
Você pode segmentar isto em poupanças ou em cartões de débito diferentes, depende do que conseguir fazer em seu banco. Ou então pagar “mesadas” para si mesmo, é possível.

3 – Pague suas contas sempre na data certa
Evite os juros adicionais por atraso – são as mais altas taxas de juros do mercado!. Como corolário, não, nunca, jamais, usar cartão de crédito como crédito. Isto é, usá-lo apenas como débito, como forma de concentrar os pagamentos em uma data só.  Mas há uma exceção, veja no item seguinte.

4 – Tenha dívidas apenas se elas forem produtoras de valor.
Exemplo: comprar um fogão à prazo só se usá-lo para vender bolos etc. Não faça dívidas para consumo ou lazer, não importa do que seja. Isto é, dívidas para viagens ou carros pessoais não valem a pena. Presentes, obrigações, também, mesmo que sejam de Natal e aniversários. É preferível economizar o valor durante o ano e só comprar o bem no final do montante disponível.
Realmente é mais fácil dizer não a si mesmo do que a outros, principalmente para crianças, mas vale a pena SER o exemplo. Aquilo que foi adquirido com economia será muito mais bem aproveitado do que o parcelado da compra do impulso, que ainda será pago meses após o bem se tornar desinteressante.
Mesmo uma residência para moradia não vale a pena, se não houver uma justificativa financeira que torne o imóvel fonte de renda. Seria preferível morar em um imóvel alugado de menor custo do que investir em um imóvel próprio apenas para conforto.

5 – Invista em alta liquidez pelo menos o equivalente a 6 meses de salário
Muitas pessoas investem apenas pensando no longo prazo, e imobilizam patrimônio em ativos que são altamente rentáveis. No entanto, se houver imprevistos, serão obrigados a resgatar com muito prejuízo. Pense que só vale a pena investir no longo prazo, tal como aposentadoria ou casa própria, se já dispor de um “colchão” equivalente a seis meses de salário atual. Nunca aloque todo o dinheiro em ativos de baixa liquidez, de longo prazo, mesmo que a rentabilidade seja excelente. Esta regra poderia ser aplicada até em seguros-saúde – quem tem suficiente dinheiro líquido pode se dar ao luxo de não depender das regras extorsivas dos seguro-saúde, que facilitam muito na idade inicial e dificultam aos mais velhos.

(*) Profissionais liberais devem incluir em Trabalho qualquer dinheiro que necessite ser aplicado para manter o seu negócio. Não devem ter o seu valor subtraído de investimento e nem em um pró-labore separado. O valor que recebem no presente está em Manutenção e Lazer e o que economizam para o futuro está em Investimento.

(**) Doações podem ser contabilizadas como Lazer ou como Manutenção, dependendo se são consideradas como um prazer pessoal ou obrigação social… 🙂 Não abra um item separado para Doações, pois não são obrigatórias.

http://www.washingtonpost.com/news/get-there/wp/2014/12/30/the-five-money-mistakes-that-are-making-you-poor/?tid=pm_business_pop

Produtividade, Tomada de Decisão

Algumas dicas para ter sucesso nas promessas de fim de ano

ano novoEm contraposição ao post anterior, pode ser que você esteja pensando em começar o ano com novas decisões de vida, tais como perder peso, entrar em uma academia, parar de fumar. Várias promessas demandam muito esforço, tempo e disposição mas a energia que paira no ar sempre ajuda a esperar mudanças, não é?

Não confie apenas nos bons astrais e na disposição positiva do Ano Novo. Aproveite a energia “pra cima” e defina uma estratégia tanto racional quanto emocional que lhe faça chegar aonde quer. Continue lendo

Coaching, Tomada de Decisão

Não faça Resoluções de Ano Novo

Tim Brownson é um coach americano que escreve coisas que eu gosto muito. Além de ser fã de Doctor Who, uma paixão que compartilho, ele tem uma visão irreverente que nos faz ver as coisas de maneiras que se tornam libertadoras.

Este texto abaixo recebi na newsletter dele, em inglês. Achei bem interessante e tem tudo a ver com o momento – Dezembro, final de ano, novo ano, novas decisões… Decidi fazer uma tradução – meio porca, eu sei, mas dá para perceber o conteúdo. Enjoy!
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Coaching, Tomada de Decisão

Fast Coaching – encare a consequência, não o problema

Quer saber a melhor estratégia para solucionar o seu problema? Qualquer problema?

São alguns passos simples de entender, mas um pouco trabalhosos de executar. Aqui vão eles:

1 – deixe de encará-lo como um problema. Pense nele nem mais, nem menos, como uma ocorrência, um acontecimento, sendo parte de sua vida e, como tal, deve fazer o melhor possível para superá-lo. Ajuda fazer a si mesmo ou a si mesma a seguinte pergunta: “se isso tivesse acontecido com uma pessoa muito querida, o que eu diria para ela agora para que tivesse uma atitude positiva? Continue lendo

Aprendizagem, Coaching, Criatividade, Tomada de Decisão

Rapport consigo mesmo

RAPPORTVolta e meia nos perguntamos como facilitar os processos de transformação interna. No início parece fácil tomar decisões de vida e executá-las. Contudo, volta e meia, percebemos resistências internas que costumamos chamar de “autossabotagens”.

Apesar deste nome estar muito em voga, pessoalmente discordo de seu uso. Como as palavras e definições que usamos são as ferramentas mentais que nos capacitam ou nos limitam, elas possuem enorme poder sobre o quanto somos capazes de superar obstáculos. Porisso, prefiro intitulá-las de “quebras de confiança” internas – em nós próprios. Continue lendo