PNL

PNL pode ajudar a dirigir bem?

Uma pessoa que trabalha em um Centro de Formação de Condutores (C.F.C.) me perguntou certa vez se a PNL pode ser útil para as pessoas que tem dificuldade em dirigir bem. E também para àquelas que se sentem ansiosas e tem um baixo desempenho tanto no exame de direção quanto no aprendizado da legislação de trânsito.

Respondi conforme abaixo. Achei que a resposta ficou boa e assim transplantei-a para este artigo, pois pode servir para alguém mais.

Em um dos livros do casal Andreas tem uma técnica muito boa para estabelecer um bom estado na hora de dirigir. Aliás, a técnica é boa também para superar vários tipos de fobias, inclusive de avião.

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PNL, Produtividade

Como usar a PNL para tomar boas decisões

Utilizando a Programação Neurolingüística podemos aprender a discernir os vários fatores que influenciam uma boa tomada de decisão. Observando as estratégias das pessoas que obtém uma boa margem de acerto em sua tomada de decisões, é possível delinearmos uma fórmula útil que possa servir de “tratamento genérico” para a resolução de problemas.

Gosto de abordar este tema com uma metáfora: comparo o uso da nossa capacidade de tomar decisões com o mito da entrada no Labirinto de Creta, onde o Minotauro estava escondido. Quem lembra desta história antiga sabe que os heróis entravam no Labirinto buscando alcançar o tesouro que estava escondido lá. E muitas vezes se perdiam, pois os caminhos de entrada e saída eram tão intrincados que esqueciam por onde tinham vindo e ficavam presos lã dentro, até serem encontrados e devorados pelo Minotauro.

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PNL

As 12 (ou 13) Crenças Irracionais e como superá-las

Albert Ellis é um famoso psicólogo e psicoterapeuta, dissidente de Freud, falecido em 24 de julho de 2007 aos 93 anos, que desenvolveu a Terapia do Comportamento Emotivo Racional (TCER, mais conhecida pela sigla em inglês REBT – Rational Emotive Behavior Therapy).

Autor de 75 livros, durante trinta anos apresentava conferências sobre suas terapias, e contribuiu em muito para o desenvolvimento das terapias cognitivas e comportamentais.

Numa época em que os modelos psicanalíticos estavam muito em voga, Ellis ensinava em Nova York que eles eram uma perda de tempo e era melhor que as pessoas praticassem os comportamentos de sucesso que desejavam desenvolver, ao invés de se questionarem por anos a fio do porquê manifestarem comportamentos inadequados.

Também  sugeria analisar os  comportamentos inadequados e eliciar (descobrir) as crenças irracionais que servem de base para tais comportamentos. E depois de destacar as consequências óbvias destes comportamentos, fazer um processo regressivo – isto é, do fim para o princípio – decidindo quais seriam os comportamentos desejados, estabelecer que crenças são adequadas para manifestar tais comportamentos e, por fim, praticar tais comportamentos até que tais crenças se tornassem naturais.

Ele tratava os distúrbios emocionais segundo o modelo ABC:

(A) Antecedentes
(B) Beliefs (Crenças)
(C) Consequências.

A técnica ABC ensina que, através de modelos cognitivos, as pessoas podem se conscientizar de que é possível superar suas próprias inibições através da detecção do que chamava de “pensamentos contraproducentes” e das crenças irracionais subjacentes, opondo a elas uma análise de sua sustentação empírica (baseada em fatos reais) e também do exercício de pensamentos e crenças mais úteis.

Os textos mais atuais tratam esta técnica como “ABCD”, sendo o (D) Debater, isto é, o confrontamento das crenças irracionais. Assim fica mais claro que apenas conhecer cognitivamente as (C) Consequências dos próprios comportamentos disfuncionais e das crenças irracionais não é suficiente; é necessário praticar comportamentalmente a mudança, isto é, o (D) Debate, seja no plano da linguagem ou da ação.

Os estudiosos de PNL (Programação Neurolinguística) muito se beneficiariam em estudar mais as teorias de Albert Ellis. Suas práticas são de fácil aplicação, sem necessidade de técnicas laboratoriais tão em voga nas terapias comportamentais atuais. A prática do metamodelo linguístico e do trabalho de modelagem, como também o trabalho de linguagem da PNL para a mudança de crenças, são muito enriquecidos com o conhecimento da REBT.

Entre os seus livros disponíveis no Brasil, estão “Como Conquistar sua Própria Felicidade”, “Fique Frio: como Manter a Calma em meio a pressões”, “Sexo sem culpa e sem medo” e “Caminho para a Libertação Feminina”. São meio difíceis de encontrar, mas espero que este post estimule as editoras (Ibrasa, Papelivros e Best Seller) a republicá-los…

Em 1970 Albert Ellis formulou uma lista de onze crenças irracionais, e asseverou que a oposição a elas produziria um ser humano mais satisfeito, motivado e eficiente.

O texto das crenças do autor está muito empolado para os dias atuais, e em alguns textos a lista das crenças difere ligeiramente. Já vi esta lista com doze itens.

Fazendo uma compilação de vários textos acabei encontrando treze itens importantes, ao invés de doze. E por isso aproveito para acrescentar minha contribuição, listando abaixo a minha interpretação, tanto da forma de listar as crenças irracionais quanto as sugestões do que considero a melhor abordagem cognitiva para sua confrontação.

Minhas Ressignificações:
1 – Extrema necessidade para o adulto ser amado ou aprovado por outra pessoa significativa.
Res: Os outros refletem o amor que sentimos por nós mesmos. Decida o que deseja ser, fazer e agir no mundo e se sentirá amado pela pessoa que mais importa: você mesmo.

2 – Certas pessoas são más e deveriam ser punidas.
Res: Ser mau ou bom é um ponto de vista após o acontecido. O importante é agir de forma justa no presente, ao invés de analisar o passado.

3 – É horrível e catastrófico quando as coisas não são do jeito que gostaríamos que fossem.
Res: Seria mais horrível se nunca houvesse nada inesperado. O mundo sem novidade é horroroso.

4 – A felicidade é externamente causada.
Res: felicidade é um hábito interno, isto é, o mundo é um jogo divertido, e não uma luta feroz.

5 – Devemos ficar preocupados com as coisas que podem ser perigosas ou assustadoras.
Res: O sentido do perigo é como a sirene do bombeiro: incômoda, mais muito útil. Mas quando já apagamos o fogo, não adianta deixar a sirene ligada. Prevenir-se de forma calma e atenta é muito mais garantido do que se preocupar.

6 – É mais fácil evitar do que enfrentar certas dificuldades ou responsabilidades.
Res: evitar é correr em círculos, sem sair do lugar. Enfrentar é subir uma escada, cada degrau levando para algo

7 – Precisamos nos apoiar em alguém ou alguma coisa mais forte do que nós próprios.
Res: Pense em uma tenda, onde todos os cordéis contrabalançam todos. Quando todos se sustentam e apoiam uns aos outros; somos em conjunto mais fortes.

8 – Deve-se ser inteiramente competente, adequado e realizador em todos os aspectos para ter valor.
Res: ser perfeito é muito chato e cansativo. Fazer bem algo é muito mais satisfatório do que fazer de tudo de forma medíocre.

9 – O passado de alguém é um determinante do seu comportamento para sempre.
Res: O passado é história, e o que conta é a interpretação dela no presente. Interprete-a da forma mais positiva possível e ela lhe servirá para um futuro melhor.

10 – Há uma solução certa, precisa e perfeita para os problemas humanos e precisamos encontrá-la para controlar a situação.
Res: Só há uma solução única para problemas préviamente montados com soluções convergentes, tais como questões de escola. Na vida, os problemas são questões de soluções divergentes, isto é, “cobrir um santo descobrindo um outro”. As soluções reais são sempre uma questão de equilíbrio entre vários fatores.

11 – Os problemas e as preocupações de outras pessoas devem nos preocupar.
Res: Cada um tem sua cota de desafios no jogo da vida. Resolver os desafios dos outros torna o jogo de todos muito chato.

12  – As pessoas têm pouca ou nenhuma habilidade para controlar seus distúrbios emocionais e como se sente.
Res: A Habilidade vem com a prática.

13 – Não fazer nada ou protelar uma solução pode ajudar na resposta a uma solução de conflito.
Res: há pouquíssimas chances do adiamento ou protelação ser eficaz. É estatísticamente mais útil jogar uma moeda para o ar e fazer a opção que ocorrer. E é ainda mais útil esforçar-se para decidir a melhor solução, a partir do método de solução de problemas mais prático de todos, conforme descrito abaixo.

MÉTODO DE SOLUÇÃO DE PROBLEMAS “OPADIA”
(Orientação / Problema / Alternativas / Decisão / Implementação / Verificação)

Orientação
– distancie-se emocionalmente da questão;
Problema
– reconheça o problema e defina-o de forma sintética;
– especifique o que quer no lugar, isto é, a solução;
– transforme-a em uma pergunta, isto é, “como consigo sair daqui e chegar ali?”;
Alternativas
– colha informações;
– examine como e onde ocorre e como e onde não ocorre o problema e as soluções satisfatórias;
– liste hipóteses alternativas possíveis para a solução;
Decisão
– analise o custo/benefício de cada alternativa;
– tome a decisão de aplicar uma das alternativas, mesmo que de forma provisória;
Implementação
– acompanhe os efeitos da aplicação desta alternativa;
– crie uma estratégia para manter de forma constante a nova solução;
Verificação
– avalie se a implantação da alternativa atingiu os critérios da solução desejada préviamente;
– se não atingiu, faça um novo ciclo de análise do problema, até ficar satisfeito com os resultados;
– faça checagens periódicas, seja para manter ou para aprimorar a solução, readequando às mudanças ambientais.

Se quiser ler um pouco mais sobre as diferentes correntes de psicoterapia, acesse esta página .

Coaching, PNL

O que é PNL e sua relação com o Coaching?

Me perguntaram por email sobre a relação da PNL com o Coaching.Coaching é um nome que está sendo utilizado para um trabalho de aconselhamento e orientação mais aprofundado, tanto na área profissional quanto pessoal. Vale a pena visitar e conhecer os dois principais fóruns em português no Yahoogroups, sobre PNL e Coaching, em :

PNL-Brasil:
http://br.groups.yahoo.com/group/pnlbr/

Coaching-Brasil:
http://br.groups.yahoo.com/group/coachingbr/

A PNL é um estudo sobre a experiência subjetiva, que foi desenvolvida e/ou adaptada por Richard Bandler e John Grinder na década de setenta, a partir de estudos da Linguística, Etologia, Neurociência, Hipnoterapia, Gestalterapia, Terapia Familiar e do trabalho sobre Modelagem de Watzlavick, Edmond Hall e outros autores. É uma abordagem pragmática – isto é, voltada para resultados – e que utiliza técnicas de linguística, psicologia, teoria dos sistemas, cibernética e hipnose para obter mudanças rápidas em indivíduos e, também, em organizações.

E porquê a PNL está sendo tão utilizada em treinamento profissional? A PNL estuda a comunicação eficaz, particulamente a persuasiva, a de mudança de percepção e de atitude, a motivadora. E o que é um treinamento, principalmente o treinamento organizacional, do que uma tentativa de mudar comportamentos e atitudes?

Lógico que um conhecimento de PNL pode beneficiar um profissional de treinamento… Mas isto não significa que ele fará as coisas radicalmente diferente: apenas que buscará entender melhor sobre como o que faz modifica a experiência subjetiva de seus alunos. Por isso é que a PNL está sendo cada vez mais estudada na área de Aprendizagem.

Escrever extensamente sobre PNL não cabe aqui, mas remeto você ao ótimo site Golfinho, em http://www.golfinho.com.br . E encontrará centenas de textos interessantíssimos, livros resenhados, um fórum sobre PNL, indicações de cursos e muito mais.

O Coaching seguiu uma trilha paralela, nos últimos quinze anos. A partir do sucesso do Coaching Esportivo – isto é, da cada vez maior influência dos treinadores/aconselhadores junto a atletas em todos os esportes – vários princípios de trabalho em equipe, motivação, liderança foram absorvidos para a área organizacional e, também, para a área pessoal. A influência do “técnico” (a tradução mais literal para “coach”) no aproveitamento do potencial de uma equipe acabou servindo como metáfora para o trabalho dentro das organizações.

Assim, começou a vingar a figura do “Coaching Profissional”, notadamente em termos de “Coaching de Carreira” e “Coaching Executivo”. E também a aparecer a proposta de “Coaching de Vida”, isto é, um trabalho de orientação individual, pessoal.

Malgrado a polêmica sobre a possível zona de confusão sobre o que é coaching e o que é psicoterapia no trabalho individual – e que para mim está bem clara: coaching trata de acompanhamento e seguimento de metas diárias do indivíduo avassalado por problemas de prioridades no mundo moderno, e psicoterapia é um trabalho de autoconhecimento para melhoria de graves dificuldades emocionais – o Coaching tem tudo para se tornar uma profissão reconhecida, talvez em mais de cinco e menos de dez anos.

Mas a conexão entre PNL e Coaching? A PNL é uma ferramenta – ou um conjunto de ferramentas, melhor dizendo – dos quais os profissionais de Coaching se beneficiam. Diria que a PNL é um dos arcabouços teóricos do Coaching. PNL é uma conceituação, e Coaching é um procedimento de ajuda.

Muitos confundem, dizendo que existem “profissionais de PNL”. Não vejo deste modo. A PNL não é uma profissão, e sim uma linha de estudo, para ser utilizada em benefício a qualquer profissão que lide com a comunicação e a motivação humanas. A PNL é uma ferramenta. O Coaching não, é um estilo de profissional de apoio, tal como existem assistentes sociais, psicoterapeutas, consultores e professores. Ainda não é uma profissão regulamentada aqui no Brasil, mas o futuro dirá. Atualmente, nos Estados Unidos, o Coaching, tanto organizacional quanto profissional, virou práticamente uma profissão, apesar de também não ser regulamentada por lá.

Alguns usam títulos específicos, tais como “pnelista” ou “hipnoterapeuta”, para profissionais que utilizam as ferramentas da PNL ou da Hipnose no seu dia a dia, para ajudar pessoas. Apesar de entender que o uso da língua é uma convenção, e que muitas coisas que são potencialmente erradas podem acabar se tornando um padrão comum na linguagem, aproveito este momento para enfatizar que é melhor distinguirmos o que é uma ferramenta, e lembrar que uma ferramenta não deveria sempre se tornar o nome de uma profissão. Por exemplo, não dizemos que um médico que utilize um bisturi no seu dia a dia seja um “bisturólogo”. No máximo acrescentamos uma especialidade: “médico-cirurgião”, ou “médico-anestesista”.

Por isso, vejo com algumas restrições o uso costumeiro de palavras referentes a ferramentas para denominar especializações profissionais. Um psicoterapeuta que faz hipnose é, ainda um psicoterapeuta, e não um hipnoterapeuta…. E um profissional de Coaching que faz hipnose ou PNL continua sendo um profissional de Coaching, não é um “hipnólogo” ou “pnelista”…

Para mim existem profissionais de Psicoterapia, de Coaching, de Treinamento, de Liderança, de Negociação, de Aprendizagem, etc, que aplicam a PNL. Se estão aconselhando alguém individualmente, de acordo com os seus objetivos, nível de aprofundamento e formação, estão ensinando, fazendo coaching ou psicoterapia. São três níveis de aprofundamento:

  • informativo – ensino, treinamento e aprendizagem. Básicamente focado em fatos.
  • orientação, motivação e apoio – coaching e mentoring. Básicamente focado em motivação.
  • analítico e reflexivo/psicoterápico – psicoterapia. Básicamente focado em auto-conhecimento.
Assim, o Coaching é, em última análise, um nível intermediário no processo de motivação e auxílio no desenvolvimento do potencial humano, e como tal deve ser encaixado, até em futuras descrições de cargo organizacionais.

PNL

Mensagens subliminares e desenvolver qualidades

Transcrevo abaixo uma troca de emails que pode ser interessante, como comentário sobre o desenvolvimento de habilidades e o uso de técnicas de mensagens subliminares. A mensagem foi enviada para mim dia 22 de Outubro e pedi autorização para transcrever em meu site:

Pergunta

Caro Antonio:

Leio as suas mensagens nos fóruns como golfinho, mapas mentais, etc.

Queria se possível que desse a sua opinião sobre a idéia que coloquei abaixo:

Seguinte, estou querendo utilizar mensagens subliminares para meu aperfeiçoamento pessoal, logo resolvi gravar no PC afirmações com temas sobre memória, exemplos: ‘Você tem uma memória superpoderosa’, ‘Você lembra de fatos e detalhes facilmente’; inteligência, disciplina, etc.

Depois gravar essas mensagens em CD e ouvir com o volume bem baixo para minha mente consciente não ouvir o que está sendo dito(ouvir que está sendo dito algo, mas não conseguir ouvir o que) Já fez algo do tipo? Pela sua experiência, pensa que pode funcionar?

Pois tenho o objetivo(longo prazo) de ser um excelente psicólogo e filósofo e sei que para isso vou ter que ler e estudar muito, analisando um pouco a vida dos grandes gênios da ciências e grandes filósofos percebi a linha comum que liga todos eles, a sua extrema força de vontade em buscar o que querem. Refletindo sobre isso cheguei a conclusão que não tenho tamanha ”vontade”(e não sou um gênio) assim, busco nas mensagens subliminares uma das soluções para esse meu problema.

Resposta

Salve!

Se você gosta tanto de mensagens subliminares, lembre-se que elas não precisam ser inaudíveis ao consciente para alcançarem o inconsciente. Ao contrário, porquê não permitir que o consciente também colabore para este processo? Porquê encarar o consciente como um inimigo do processo de mudança? Isto não faz sentido…

Desde o seu nascimento você foi sugestionado por muitas coisas que viu, leu ou ouviu, em filmes, livros e na vida real. Tudo passou pelo seu consciente e foi meditado. E depois foi para o seu inconsciente. O seu consciente foi uma “peneira crítica”, e esta é a função dele. Mas não significa que ele seja uma barreira, o que ele não é. Ele apenas ajuda no processo de avaliação e julgamento, antes que algo se torne um comportamento automático.

Os comandos subliminares foram pensados como forma de ultrapassar a barreira crítica, quando o consciente não concorda com o seu conteúdo. Isto é diferente de acreditar que os comandos subliminares sejam mais “rápidos” ou mais “efetivos”. Isto eles não são.

E isto nos faz retornar ao seu CD de “mensagens subliminares”. Você, conscientemente, escolheu tais mensagens. E deseja que façam efeito. Isto é, a sua parte consciente também quer este resultado, não é?

Pensar que, no momento de proceder a sugestão, o seu consciente pode atrapalhar o processo, é apenas uma visão “mágica” e, se me permite dizer, um pouco ingênua de como funciona o processo de auto-sugestão. Achamos que o “misterioso” e “desconhecido” funcionam melhor… Isto nos emociona, por algum tempo, e nos faz crer que estamos sendo “levados”, de maneira compulsória, em direção a um resultado.

Mas será que é este tipo de atitude que desejamos desenvolver em nós mesmos? Que podemos ser um joguete de forças sugestivas externas, sem análise consciente?

De início não acho obrigatóriamente necessário que tais mensagens sejam subliminares; a história já provou que muitos grandes homens (e grandes mulheres) utilizaram este tipo de lembrete de forma bastante consciente, e paulatinamente fizeram efeito.

A questão que quero ressaltar é que não é exatamente a força de vontade destas pessoas que as tornou grandes; foi o hábito. Isto é, bons hábitos de vida, tanto em cuidar do corpo, como rotinas úteis de organização do tempo, de aprendizado, de trabalhar em suas metas etc.

Se você observar qualquer grande realização, observará que ela foi composta de pequeniníssimos tijolinhos, curtos blocos de ação, fáceis de serem realizados.

O que diferencia uma pessoa comum de uma pessoa considerada “grande” é que os tijolinhos (do dia a dia) da pessoa ilustre foram mais direcionados para uma tarefa específica, com um objetivo digno e produtivo, ao invés de serem espalhados entre dezenas de atividades de curto prazo, muitas delas apenas uma forma de espairecer, de passar o tempo.

Ressalto: o que diferencia uma pessoa “grande” de outra que foi considerada, pelo seu histórico, como “comum”, não é uma enorme força de vontade, qualidades de inteligência, criatividade, intuição ou percepção incomuns; é, isto sim, uma visão, uma meta definida, um objetivo, cuidadosamente trabalhado, dia após dia, com paciência e confiança, sabendo dizer “não” vez por outra para outras coisas e afazeres, sofrendo algumas restrições de tempo e até algum cansaço extra, na busca de sua meta, mas nada assim tão diferente, tão heróico quanto possa parecer à distância…

Com o tempo, a dedicação a uma meta digna treina a pessoa, e esta se torna uma especialista no que acredita. O somatório deste conhecimento transparece em sua linguagem e em sua atitude, e os outros passam a reconhecê-la como uma pessoa “grande”. Mas isto não significa que ela tenha deixado de ser humana, e ainda é possível que erre muito. No entanto, este é o único caminho para o sucesso e a grandeza: o trabalho regular, organizado, em uma meta de sucesso objetiva.

Isto trará melhores resultados do que apenas o processo auto-hipnótico de se inculcar mensagens de melhores qualidades e características… Estas habilidades vêm naturalmente, quando se treina o uso delas para um objetivo específico e motivante. Não adianta muito estimular as habilidades de forma dissociada de um objetivo.

Por isto, digo: dedique agora um bom tempo para meditar sobre o seu futuro e seus projetos de vida. Eleja algo importante, digno e útil que pretenda realizar no futuro. E comece a realizar tal objetivo, de forma progressiva, metódica, e buscando desenvolver as habilidades necessárias que você considera úteis para este objetivo. Reconheça que os resultados serão lentos – é assim com todo mundo. Mas se você mantiver a visão em um objetivo digno, este lhe será motivador, e facilitará que desenvolva as qualidades que deseja.

Espero que você continue neste seu caminho de progresso. Acho ótimo que esteja pensando de maneira tão responsável em seu próprio auto-desenvolvimento. Isto é algo digno de nota e tenho certeza que lhe ajudará muito em seu futuro.

Hipnose, indução, PNL

Tomada de Decisão Inconsciente: Técnica dos Dedos

Este é o texto-base de um exercício gravado em mp3, que é enviado para aquelas pessoas que precisam desenvolver uma maneira melhor de conversar com a própria mente inconsciente e assim tomarem decisões com mais facilidade, sem conflitos internos. São feitas adaptações para cada caso, mas a base conceitual é a mesma. TÉCNICA DOS DEDOS

Você gostaria de saber sobre maneiras de se comunicar com o seu inconsciente de forma confortável e tranqüila. Isso é muito bom, pois, quando nos comunicamos regularmente com aspectos mais profundos de nosso ser, torna-se muito mais difícil somatizarmos de maneira desagradável. Acredito que pertubações físicas, quando provem de causas emocionais, são um desesperado apelo de nossas partes inconscientes, já que não estamos ouvindo-as normalmente no dia-a-dia…

Pergunto-me as vezes qual e a forma de meditação que usa normalmente… Se é um tipo muito estruturado, onde o seu você consciente fala muito e fica projetando coisas para a mente inconsciente, devo lhe dizer que isso já é bom, mas não é suficiente. O ideal e que permitamos que a mente inconsciente, o porta-voz de nossas partes ainda mais profundas e sutis, possa se comunicar do jeito que preferir, desde que seja algo realmente gratificante para os dois aspectos complementares de nossa mente.

Meditar é o que o nome diz… servir de meio, de instância média entre partes que normalmente estão separadas… E aproxima-las, não necessariamente através do uso de “palavras especiais” ou focalizando a atenção em determinados tipos de pensamentos. E meditação não e relaxamento. Relaxamento e só uma preparação, uma primeira parte, útil e adequada, sem duvida, mas não substitui, de maneira alguma, a verdadeira meditação.

Sugiro que você tenha uma sessão de relaxamento especifica para relaxar… O que? Isso mesmo. Relaxamento é relaxamento, algo muito bom para o corpo, e um corpo relaxado facilita que a mente possa meditar. Mas, às vezes, preocupamo-nos tanto com o relaxamento que esquecemos da verdadeira meditação.

Em momentos diferentes, ocupe-se de meditar… Esta meditação pode começar com um pequeno relaxamento, nada muito especial. Mas o principal e que, neste momento, paremos para ouvir a mente interior, a parte do nosso “iceberg” mental que está por baixo do nível da consciência objetiva…

E como devemos “ouvir” essa mente interna? Da maneira mais simples possível. O principal e a atitude emocional, uma disposição amigável, realmente interessada em entender e compreender estas partes mais profundas. Para alguns, pode ajudar visualizar esta conversa como se estivesse na presença de um Grande Ser interior ou na forma de uma Assembléia de Aspectos do Ser, composta de inúmeras “seções de ser”, cada uma representando um dos papéis que compõem a Identidade Pessoal.

Detalhe: reiteramos que não devemos confundir esta experiência com um contato com algo “fora de nós”. E preferível que compreendamos que todos estes aspectos internos são isso mesmo, aspectos, facetas do diamante multifacetado que é a mente humana.

Existe uma forma poderosa de estimular esta “conversa” interna, de modo a entendermos de forma mais fácil as respostas a perguntas especificas que possamos fazer. Podemos atribuir a cada uma destas partes internas o comando de uma parte do corpo. Isso pode parecer a algumas pessoas algo desconfortável, mas é isso que se da normalmente no dia-a-dia, quando somatizamos alguma emoção ou reação do momento. Ao levarmos um susto, por exemplo, nosso estômago dói, nossa boca fica seca. Determinadas partes do corpo acusam principalmente a tensão, a resposta emocional. Porque não usar isso então como uma vantagem, de forma positiva e intencional? Se é desta maneira mesmo que o nosso corpo interage com a nossa mente, não precisamos ficar apenas aguardando que o nosso corpo nos transmita mensagens do inconsciente. Podemos tomar a iniciativa da conversa.

Uma maneira interessante de fazer isso é atribuindo o controle de um dedo da mão menos forte (isto e, menos consciente ou menos destra) para um destes aspectos menos conscientes. E como se faz isso? Apenas pedindo que este mexa o dedo (ou apresente uma sensação diferente), como resposta a uma indagação direta. Não importa muito os detalhes de como vamos pedir isso a essa parte. O importante é fazê-lo com sinceridade e esperar com paciência que estas partes internas se ” adaptem” a esta forma especial de se comunicar… O que pode levar alguns minutos.

O melhor do que falar muito a respeito é experimentar. Não é difícil entender o processo, depois de testar algumas vezes. E o incremento em capacidade de comunicação mental é imenso, surpreendente, mostrando que nossas partes internas percebem quando abrimos espaço para o diálogo. E isso pode fazer com que a somatização indevida desapareça como por encanto.

PNL

Os 5 Recursos da Vida

Várias pessoas lêem na PNL que possuimos todos os recursos necessários, em nossa mente consciente ou inconsciente, para obtermos tudo que desejamos.Tal afirmativa, além de parecer auto-confiante demais, conflita com a visão pessoal e a frequentemente baixa auto-estima de muita gente. Elas pensam: “como assim eu já tenho dentro de mim tudo o que preciso? Eu já sei a resposta de todos os meus problemas? Vasculho dentro de mim e não acho nada… “.

Este tipo de dificuldade é usual. A afirmativa pura e simples “Confie na mente inconsciente”, um truísmo muito usado pela Neurolinguística, faz com que várias pessoas ou se arrisquem sem muita base em um novo projeto ou, ao contrário, quedam-se inermes, esperando infrutíferamente que algo aconteça, ou um “gênio interior” assuma seu corpo e sua mente para resolver todas as questões necessárias, urgentes e pendentes de suas vidas…

Vamos analisar um pouco mais esta afirmação. Quando a PNL diz “você já tem dentro de você tudo o que você precisa” visa fazer com que o indivíduo se focalize em suas próprias habilidades e capacidades, e não em suas limitações. Isto é um truísmo – porquê é óbvio que todos nós devemos e iremos resolver nossas questões de vida a partir dos recursos, habilidades, competências, conhecimentos e oportunidades de que dispomos, seja agora, seja daqui a pouco, com o esforço de ampliação destes mesmos recursos, habilidades, competências, conhecimentos e oportunidades que conseguirmos obter.

A intenção é redirecionar a mente para aquilo que é realmente eficaz – agir a partir do que se tem – ao invés de apenas suspirar pelos cantos, ansiando pelo que não se tem. Não obstante, mesmo assim, algumas pessoas continuam obcecadas pelo que lhes falta. Ficam historiando suas falhas e fazendo um rol de acontecimentos tristes passados que justifiquem as suas limitações e bloqueios. Isso acontece muito em situações de coaching, isto é, situações onde estamos orientando pessoas para definir metas e estabelecer projetos de melhoria em suas vidas pessoais e profissionais.

Definir um projeto de vida é dependente daquilo que está motivando e interessando o indivíduo no momento – e isto pode ser um fio da meada para que se façam progressivas mudanças pessoais, profissionais e comportamentais que acabem se tornando bem radicais, que modifiquem completamente a vida em um período de dez ou quinze anos… É claro que este tempo permite que uma pessoa se engaje em uma busca objetiva pelas habilidades e recursos que ainda lhe falta e, assim, consiga chegar a um ponto de melhoria bem além do que sua imaginação possa abarcar no presente.

Para “baixar a bola” um pouco da angústia que acomete nestas horas, sempre sugiro que se escolha apenas um projeto de vida, não o projeto de vida. E comprometendo-se com ele por um período pequeno, digamos apenas três meses, e não para o resto da vida, cada um pode experienciar em si a sensação de se focar em plenitude, sem objeções. Experimentar se motivar é um pouco como uma experiência de faz-de-conta: faça de conta que você tem certeza de que aquilo que você está fazendo é aquilo que sempre sonhou…

Isto é, aceite as suas habilidades múltiplas e pense em como fazer uma sinergia entre estas habilidades, desenvolvendo uma especialidade só sua. Não se preocupe, por exemplo, em preencher um escaninho pré-fabricado de emprego – pense primeiro em você, em como você tem um misto de capacidades suas, e como vendê-las às instituições, dando a elas o que elas querem, através da forma como você quer.

E o que isto tem a ver com a frase “você tem dentro de si mesmo todos os recursos que precisa”? Esta frase nos redireciona a confiar que aquilo que nós não temos, somos capazes de desenvolver. E o ponto principal em mente é o que chamamos de recursos. O que são recursos? São tudo aquilo o que podemos lançar mão para fabricar aquilo de que precisamos. Recursos não são necessáriamente soluções prontas, e sim matéria-prima para engendrarmos soluções específicas. Quando estiver vasculhando a sua mente interior na busca de recursos, não espere encontrar soluções prontas, pré-fabricadas.

Percebi que nossos recursos clássicos são aquilo que genéricamente chamamos de dimensões ou parâmetros, aqueles eixos da escala de medida com os quais costumamos avaliar os resultados de alguma coisa. Quando medimos algo, normalmente usamos o tempo e o dinheiro como escala, correto? Vários parâmetros medem maneiras de avaliar um determinado processo de atingimento, sendo que alguns parâmetros só servem para máquinas, tais como o potencial elétrico ou a tonelagem por metro quadrado. E os parâmetros da escala humana normalmente são o Tempo, o Dinheiro, o Esforço, o Conhecimento e a Atenção.

Tempo, dinheiro e esforço são fácilmente mensuráveis, mas conhecimento e atenção não. Isto acontece porque são atributos primeiramente mentais, sendo o conhecimento mais pertinente ao hemisfério esquerdo e a atenção (e o interesse, a motivação e a expectativa, imbuídos nela) mais pertinente ao hemisfério direito do cérebro.

Quando focalizamos que o desenvolvimento de uma habilidade ou competência é fruto do balanceamento pessoal da aplicação destes cinco recursos básicos – ou recursos-fonte, se assim o preferir – despersonalizamos a idéia de limitação pessoal.

Se para um projeto específico precisamos desenvolver um conhecimento ou tecnologia que não temos, basta se perguntar: “posso dispor do tempo (físico externo, em relação a uma data pré-estipulada), dinheiro (social), esforço (disposição e energia física) e atenção (motivação e energia emocional) suficientes para alcançar este nível de conhecimento? “.

Este questionamento nos faz perceber que devemos aprender a fazer equilíbrio dos recursos. Isto é, se aplicarmos todo o nosso tempo e dinheiro disponível para obter uma meta, é claro que faltará recursos para outra, mesmo que nos sobre esforço, conhecimento e atenção…

Algumas vezes os recursos podem ser intercambiáveis – se só podemos investir pouco dinheiro, devemos investir mais tempo, esforço e atenção para obter o conhecimento necessário para alcançar o que desejamos.  Na maioria das situações, contudo, é necessário alocar um pouco em cada uma destas cinco dimensões ou parâmetros, se realmente queremos ser realistas em nossa busca de resultados.

Este processo de analisar a apropriação dos recursos nos auxilia a estruturar nosso planejamento de vida e nossa estratégia de realização, bem como nos proteger das supostas limitações que reconheçamos em nossa personalidade e ambiente.

“Valorize seus pontos fortes e proteja seus pontos fracos” dizia a sabedoria antiga dos índios Sioux. Focalize a atenção naquilo que você tem de melhor, através dos cinco recursos de vida que todos nós usamos e, daquilo que você tem pouco, compense com aquilo que você tem muito.

Os Sioux também diziam: “e saiba usar bem a sua imaginação, a seu favor, e não contra você”. Não queriam dizer com isso apenas que se pode transformar os pensamentos de derrota e fracasso em pensamentos de sucesso apenas com a prática imaginativa, com o uso de imagens mentais. Isso é possível e viável, mas é importante destacar que os pensamentos de fracasso se tornam parte do problema e que modificá-los é, também, parte da solução.

A análise dos cinco recursos são uma mágica arca do tesouro dentro de sua mente inconsciente. Acompanhados de uma ação de sucesso, a redistribuição dos recursos é uma atitude pro-ativa mais genérica, que nos permite ter mais confiança na capacidade de auto-melhoria – ou de auto-ajuda, apesar de alguns não gostarem desta palavra…

Os pensamentos sobre o processo de mudança se tornam mais pragmáticos e organizados, criando sensações de bem-estar. E assim torna-se mais fácil estruturar uma linha de ação para a solução dos problemas, abrangendo os aspectos físicos, sociais, emocionais e cognitivos, de uma maneira sistêmica.

Antonio Azevedo

Coaching, PNL, Produtividade

Organização Pessoal e Profissional

Algumas vezes me perguntam sobre o que faço. Digo que faço consultoria e dou palestras sobre Criatividade e Resolução de Conflitos, Tomada de Decisão e Solução de Problemas e Organização Pessoal. Criatividade, Conflitos, Decisão, são nomes auto-explicativos. Mas Organização Pessoal ainda deixa dúvidas. Por isso pretendo escrever um pouco mais sobre o que é isso.A Organização Pessoal é um nome genérico. Existe um movimento de reorganização do tempo, do trabalho e da comunicação de equipes que atualmente está na moda, e que possui o nome GTD. Este engloba dicas para a reorganização, tanto pessoal quanto profissional, como também discute a reorganização do trabalho de equipes e organizações.

O mundo está caminhando cada vez mais rápido, e não é mais suficiente acelerarmos o passado. A tecnologia cada vez mais mutável, o fluxo de informações cada vez maior…. E a maioria das pessoas ainda quer trabalhar usando sistemas e procedimentos inventados na (e adequados para a) década de cinquenta.

Até o sistema do computador pessoal, que parece um modo de trabalho tão inovador para a maioria das pessoas, está fadado à obsolescência rápida. E o e-mail, método tão prático de comunicação? Já é caquético. Ah, você vai dizer que os sistemas de chat e comunicação online é que são o futuro, não é? Não, apenas ecos do passado.

A tendência de guardar documentos vitais online, ao invés de nos micros pessoais, que tanto defendo, é apenas uma das facetas. Leia o post anterior sobre HD virtual, que talvez explique isso melhor.

O importante é que as empresas estão procurando sistemas eficientes e nenhuma das formas mencionadas são, efetivamente, sistemas colaborativos de trabalho. Facilitam a comunicação, mas dificultam o trabalho a longo prazo – informações são espalhadas por pessoas de forma desorganizada, a forma de buscar os dados é complexa e não intuitiva. A tomada de decisão é prejudicada, os acordos e contratos são vagos, e tudo isso prejudica o trabalho.

Já ocorreu a robotização do trabalho nas fábricas. Estamos agora caminhando para a robotização do trabalho nos escritórios. E não adianta reclamar e chorar, pois o tempo não volta atrás. Acredito que é muito melhor ficarmos conscientes do que está sendo feito e nos ajustarmos às mudanças de forma ágil.

Um dos pontos importantes a destacar é que o futuro do trabalho será feito através de programas online. Mas não sistemas abertos, genéricos, como se fossem conversas online, tal como o email e os sistemas de bate-papo online permitem. Será mais como formulários, ferramentas mais estruturadas, interfaces para se clicar, apertar em sites – com acesso por computador, smartcard ou celular.

As informações serão todas guardadas em sistemas centralizados – curioso é que a informática começou assim, em servidores, e depois se fragmentou, em desktops. E agora tende de novo a se reagrupar, pois a informação é tão dinâmica e valiosa que é muito arriscado mantê-la na posse de somente um pequeno e frágil computador, sem backup e gerenciado por um não-técnico. Os computadores portáteis vão diminuir cada vez mais, até o tamanho de pulseiras, provavelmente, e servirão basicamente como entrada e saida de dados. Teremos as “jóias eletrônicas”…

O processo de organização do trabalho parece estranho, pois só agora possuimos desenvolvimento tecnológico para tornar isto uma realidade. Quer ver uma prova disso, bem recente? Veja o que aconteceu em Brasília, com o incêndio do prédio do INSS. Alguns desconfiam que foi uma literal “queima de arquivo”. 🙂 No entanto, aquilo que seria uma tragédia para todos os aposentados do Brasil, se fosse uns vinte anos atrás, hoje em dia é apenas uma perda menor. Isto porquê todos os dados sobre aposentadorias não estão em papel, e sim guardados em servidores ultra-seguros, e com redundância imediata de dados, em várias cidades do país. O ideal, até, é que houvesse um backup do outro lado do mundo, não é? Mas em breve isto deverá ser feito…

Quando falo em organização pessoal, falo em acompanharmos esta tendência social, ao invés de resistirmos ou a ignorarmos. Falo de nos prepararmos para usufruir dos benefícios desta nova maneira de pensar. Para quê se preocupar com ter micro? O importante é dispor dos dados, e trabalhar de onde quisermos, da maneira que for mais fácil e confortável, com total segurança – ou, pelo menos, uma maior segurança e rapidez de resgatar os dados do que da maneira convencional.

Hoje em dia existem vários sistemas – pagos e gratuitos – que podem dar a qualquer pessoa um gostinho de trabalhar de forma mais dinâmica. Sistemas de controle de tarefas, sistemas de escritório online – na prática isto sempre foi uma tendência, mas o custo era excessivo para a maioria das empresas. Hoje, não, esta tecnologia está disponível para qualquer pequena empresa – e até microempresas e profissionais liberais. É uma nova tendência, e saber acompanhá-la é importante.

Um dos propósitos deste blog é comentar os sistemas online que estou experimentando. Como um “early adopter” (usuário que adora novidades, vamos traduzir assim) venho testando principalmente sistemas de baixo ou de nenhum custo, e que podem ser experimentados por qualquer pessoa. Em breve postarei mais sobre cada um.