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PNL pode ajudar a dirigir bem?
Uma pessoa que trabalha em um Centro de Formação de Condutores (C.F.C.) me perguntou certa vez se a PNL pode ser útil para as pessoas que tem dificuldade em dirigir bem. E também para àquelas que se sentem ansiosas e tem um baixo desempenho tanto no exame de direção quanto no aprendizado da legislação de trânsito.
Respondi conforme abaixo. Achei que a resposta ficou boa e assim transplantei-a para este artigo, pois pode servir para alguém mais.
Em um dos livros do casal Andreas tem uma técnica muito boa para estabelecer um bom estado na hora de dirigir. Aliás, a técnica é boa também para superar vários tipos de fobias, inclusive de avião.
Consiste em compreender que a pessoa está conectada ao carro.
Sabemos que os bons motoristas viram um certo tipo de “centauros mecânicos”. Isto é, eles não dizem “cuidado para não bater na traseira do carro”, dizem “cuidado para não bater na minha traseira”. Também não dizem “o carro está muito perto do muro”, dizem “estou muito perto do muro” e assim por diante.
Isto não é apenas uma metonímia – a parte pelo todo. É uma espécie de identificação cinestésia, um englobamento sensorial do carro e seu espaço físico no que é chamado “espaço pessoal”. Pessoas assim aprendem a fazer baliza bem, a estacionar de primeira, a perceber a hora certa e a velocidade certa para fazer as mudanças no trânsito, e assim por diante.
É similar ao que acontece com aquelas pessoas que aprendem uma lingua estrangeira e começam a pensar naquela língua. Elas não “traduzem mentalmente” os comandos do carro para comandos motores nos braços e pernas; elas os fazem diretamente.
Obter este estado começa no nível de Identidade. Precisamos fazer uma pessoa acreditar que pode ser “una com o carro” e sentir prazer nisso. Ela deve acreditar que isso é possível e, depois, que isso é possível para ela. Depois, torna-se mais fácil que ela “mielinize” as conexões sinápticas necessárias para juntar a parte do cérebro que decide, no córtex cerebral, com os neurônios responsáveis pelo controle motor dos braços e pernas que se especializaram nos movimentos de comando do carro.
Como fazer isso? Uma das melhores formas é com visualização. Ela deve se imaginar ligada ao carro. Como se o carro fosse uma extensão dela, uma segunda pele. Deve falar desta maneira, divertir-se com isso, criar um estado positivo de satisfação com o carro. Se já tem algumas experiências negativas com carro, deve começar de forma regressiva: dê a ela um carrinho de brinquedo e faça-a brincar em estradas de brinquedo. Que ela faça barulhinhos de “vrum… vruuuummmm…” e brinque à vontade, enquanto fale com ela que está resgatando o prazer de dirigir.
Depois, leve-a a brincar com um videogame de corrida. Não um “Grand Thief Auto” e nem um “Carmagedon” e sim um joguinho simples de corrida, divertido e leve. Converse com ela, enquanto joga, que está percebendo como é fácil sentir e pensar em tudo ao mesmo tempo.
Se o C.F.C tem aqueles aparelhos que é um conjunto de volante, painel e pedal, faça-a sentar lá, ensaiar os movimentos, enquanto imagine as operações, o movimento no corpo etc. Também aconselhe-a a brincar naqueles carrinhos de parque de diversões, de bate-bate, para perder o excessivo medo de encostar o carro nos outros.
Depois disso, ela está pronta para “assumir” o carro. Explique que é uma fusão, e por isso que é tão divertido dirigir para as pessoas que conseguem fazer isso. O vento no rosto, a sensação de movimento, tudo estimula o cérebro. Diga a ela que a mente pode se expandir até tomar conta de todo o carro. Que ela pode se concentrar totalmente em onde ir, que o inconsciente tomará conta da parte mecânica para ela.
Quando ela gostar da sensação, ficará mais fácil persuadí-la da importância da legislação. Não acenando com os perigos e as punições, mas para que sinta orgulho de saber dirigir bem. Só ensine pelo estímulo positivo, não pelo temor.
Além disso tudo há pessoas que tem fobia a exames. Foram ensinadas desde pequenas que não se saem bem nisso. Pode-se trabalhar com PNL para isso, mas para simplificar, sugiro ressignificar as palavras. Não use a palavra “exame”, “teste”, “prova”. Estas estão ancoradas negativamente na mente de muitas dessas pessoas. Diga que não são exames, e sim “jogos de saber”. Diga que são divertidos e simples, repita isso várias vezes com coerência e rapport. Não imagina o poder sugestivo que tem uma poderosa coerência em uma pessoa que está nesta posição. Elas até podem, com uma partezinha do cérebro, continuarem sabendo que aquilo é um exame; mas uma boa parte da mente ecoará que é apenas um “jogo de saber”, algo legal e diferente.
Como usar a PNL para tomar boas decisões
Utilizando a Programação Neurolingüística podemos aprender a discernir os vários fatores que influenciam uma boa tomada de decisão. Observando as estratégias das pessoas que obtém uma boa margem de acerto em sua tomada de decisões, é possível delinearmos uma fórmula útil que possa servir de “tratamento genérico” para a resolução de problemas.
Gosto de abordar este tema com uma metáfora: comparo o uso da nossa capacidade de tomar decisões com o mito da entrada no Labirinto de Creta, onde o Minotauro estava escondido. Quem lembra desta história antiga sabe que os heróis entravam no Labirinto buscando alcançar o tesouro que estava escondido lá. E muitas vezes se perdiam, pois os caminhos de entrada e saída eram tão intrincados que esqueciam por onde tinham vindo e ficavam presos lã dentro, até serem encontrados e devorados pelo Minotauro.
Um grande herói decidiu entrar no Labirinto; seu nome era Teseu. Ele utilizou um novelo de lã e o foi desfiando atrás de si, para marcar o caminho. Conseguiu assim alcançar o centro do Labirinto e voltar – e ainda teve a chance de matar o Minotauro.
Da mesma maneira, se queremos controlar nossos esforços de controlar os problemas (”matar o minotauro e encontrar o tesouro”), precisamos estabelecer uma linha definida de nossos esforços em direção às nossas metas, que representam o alcance de nossos objetivos (”linhas para a saída do labirinto”). Toda decisão é um jogo de alternativas, e sempre há um preço a ser pago a cada escolha em nossa vida. Com base nesta metáfora, podemos discutir a estratégia da tomada de decisão.
Em primeiro lugar, os objetivos de vida precisam ser previamente definidos. Só se alcança um objetivo – ou se afere o quão próximos estamos dele – se o especificarmos antecipadamente, É necessário defini-lo em palavras – se possível por escrito, pois as palavras apenas ditas não cristalizam tão bem os pensamentos, e é possível cairmos em um redundante processo de perpétuamente rechecar as mesmas idéias…
Em segundo lugar é necessário ativar a colaboração dos aspectos mais inconscientes da mente, para que o engajamento na solução seja o melhor possível. A PNL usa vários recursos para nos auxiliar a definir objetivos e nos focalizarmos nas soluções. Um dos melhores deles é a chamada “Ponte-ao-Futuro”: visitamos futuros hipotéticos, onde jã fizemos uma escolha, e depois visitamos um outro, onde fizemos outra escolha e assim sucessivamente, até que, com esta prática em nossa imaginação, alcançamos uma melhor compreensão das dimensões de escolhas que dispomos. Esta é uma das melhores maneiras de observamos de maneira completa o nosso comprometimento com cada uma destas escolhas.
Para quem tem alguma dificuldade em fazer isso, recomendo a leitura do livro “A Ponte para o Sempre”, de Richard Bach, que discorre o que poderia acontecer se, em um dado momento de nossas vidas, mudássemos a nossa escolha em um ponto critico, pequeno de início mas vital a longo prazo, pelos seus efeitos cumulativos.
Em termos de filmes de Hollywood, podemos também assistir “O Efeito Borboleta” (The Butterfly Effect), um filme mais leve mas que também explora esta questão, como cada microdecisão pode modificar totalmente o nosso futuro [1]. E há vários outros filmes no mesmo estilo, mas não cabe citá-los aqui.
Em terceiro, as soluções obtidas devem ser cuidadosamente avaliadas em sua relação custo-benefício e equilíbrio ecológico. Em outras palavras, estamos dispostos a abrir mão das outras coisas que também necessitam de nossos esforços e aplicarmos a soma de esforços necessária e suficiente para o sucesso em nosso objetivo planejado?
Para auxiliar nisso, pense em analisar, no momento que considerar uma decisão, um diagrama com as Vantagens e Prejuízos, Responsabilidades e Benefícios Secundários implicados na questão. Isso pode auxiliar a explicitar claramente o que está em jogo em sua tomada de decisão.

Explicando melhor, há sempre fatores que nos incentivam a mudar e tomar uma decisão e há sempre fatores que nos desestimulam a tomar (ou manter) esta decisão. Deixá-los conscientes evita que as emoções negativas interfiram com o processo.
Os quadrantes I (Vantagens) e IV (Prejuízos) nos incentivam a mudar e tomar novas decisões, pois focalizam nossa atenção naquilo que é vantajoso obter (ou reduzir) quando mudamos.
Os quadrantes II (Responsabilidades envolvidas) e III (Beneficios secundários implícitos em nada fazer para mudar), nos desmotivam, facilitam conflitos internos (que consideramos “auto-sabotagem).
Em quarto, estamos comprometidos com o nosso ser integrado, com o alcance destas metas de tal maneira que elas tenham suficiente efeito motivacional? Além de percebermos racional e emocionalmente o nosso desejo de mudança, precisamos criar um momento fiat lux, ou um “cumpra-se”, internamente, que sirva de gatilho para a ação. Isto é obtido com a verificação ecológica de nossas motivações, algo que a PNL pode nos ajudar a fazer. Pode ser necessário que entremos em ação sem todas as informações necessárias; mas mesmo assim a nossa mente estará engajada em obter a melhor solução possível, e buscará fazer as correções de rumo que porventura ocorrerem.
Em quinto, que atitudes e comportamentos específicos podemos utilizar que serão úteis para este fim? Neste momento, uma cuidadosa seleção dos recursos cognitivo- fisiológicos- comportamentais disponíveis deve ser realizada.
Costumamos comentar que, em essência, cada indivíduo tem cinco tipo de recursos genéricos para empregar em seus esforços de sucesso: Tempo, Esforço, Dinheiro, Conhecimento e Atenção. Qualquer tipo de atitude, comportamento ou outra coisa qualquer que utilizamos é uma receita de bolo de um misto destes cinco componentes. Esta discussão está em outro artigo, neste site. [2]
Em sexto e último lugar, estamos abertos e perceptivos às oportunidades e eventos externos, sabendo utilizar da melhor forma possível as escolhas apresentadas (”saídas do labirinto”)? Neste momento precisamos ficar abertos à Deusa da Oportunidade. Os mais ligados em Física Quântica e na visão transpessoal da realidade podem neste momento falar em Sincronicidade [3], fatores acausais, sorte, Destino, visualização criativa, mentalismo etc. Isto depende da visão de mundo que quisermos adotar. O que importa é que achamos útil nos considerar abertos à essas oportunidades, sejam elas passíveis de influência pessoal ou não.
Para facilitar a compreensão e a execução destas seis etapas, vamos listá-las como os Seis Passos para a descoberta de uma boa solução para problemas:
1. Defina o problema em sua mente e faça perguntas sobre ele, para ajudar a sua mente a focalizar nas informações úteis para a resposta. Sature a mente consciente de informações.
2. Imagine o máximo possível de soluções, sem permitir o excesso de espírito crítico nesta etapa. Deixe o seu inconsciente “mastigar” os fatos e se orientar para a solução. Comprometa-se com a importância do que está fazendo e com o desejo da solução.
3. Analise as soluções obtidas de forma crítica e com a avaliação dos prós e contras de cada uma. Analise e teste todas as respostas, sejam racionais ou intuitivas. Aceite a ambiguidade das respostas e trabalhe a partir delas, não aguardando uma resposta “mágica” perfeita.
4. Desenvolva a concentração e a confiança na melhor solução possível após a análise feita. Uma “próação”, mesmo que imperfeita, é melhor que a inação. Decida entrar em ação.
5. Estabeleça um plano para utilizar todos os seus recursos de vida da melhor maneira possível, transformando a sua Solução – por enquanto ainda um Sonho – em um Projeto.
6. Não aguarde até ter todos os resultados, analisando de forma exaustiva todos os detalhes. Em poucos casos – normalmente em laboratórios – este procedimento é útil. Na vida real a ação mediana mas imediata supera estatisticamente em melhores resultados a ação perfeita mas atrasada. Experimente. Arrisque. Aprenda a confiar na Intuição.
Para facilitar a fixação mental do que falamos acima, e assim acelerar a absorção de uma estratégia genérica eficaz de resolução de problemas, vamos utilizar um recurso verbal útil, muito utilizado em Mnemotécnica. É a criação de acrósticos [4] e acrônimos [5].
Vamos elaborar um acrônimo que represente os valores que consideramos importantes em uma eficaz busca de objetivos, conforme citados acima:
PARA OBTER ALGO NA VIDA
PAGUE O PREÇO
Planejamento
Realismo
Entusiasmo
Comportamento
Oportunidades
Isto é, pagar o PREÇO para realizarmos o que queremos significa que devemos investir tempo em Planejar o que desejamos, e mantermos uma Realística percepção de nossas chances. Mas isto não significa trabalhar sem o importante Entusiasmo, que nos motivará a obter os melhores resultados. E também será necessário aprendermos a nos Comportarmos da melhor maneira, controlando as nossas atitudes e assim aproveitando o melhor possível as Oportunidades que a vida nos apresentar.
[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_borboleta
[2] http://azevedo.wordpress.com/2006/07/30/os-5-recursos-da-vida/
[3] http://pt.wikipedia.org/wiki/Sincronicidade
[4] http://pt.wikipedia.org/wiki/Acr%C3%B3stico
[5] http://pt.wikipedia.org/wiki/Acr%C3%B4nimo
As 12 (ou 13) Crenças Irracionais e como superá-las
Albert Ellis é um famoso psicólogo e psicoterapeuta, dissidente de Freud, falecido em 24 de julho de 2007 aos 93 anos, que desenvolveu a Terapia do Comportamento Emotivo Racional (TCER, mais conhecida pela sigla em inglês REBT – Rational Emotive Behavior Therapy).
Autor de 75 livros, durante trinta anos apresentava conferências sobre suas terapias, e contribuiu em muito para o desenvolvimento das terapias cognitivas e comportamentais.
Numa época em que os modelos psicanalíticos estavam muito em voga, Ellis ensinava em Nova York que eles eram uma perda de tempo e era melhor que as pessoas praticassem os comportamentos de sucesso que desejavam desenvolver, ao invés de se questionarem por anos a fio do porquê manifestarem comportamentos inadequados.
Também sugeria analisar os comportamentos inadequados e eliciar (descobrir) as crenças irracionais que servem de base para tais comportamentos. E depois de destacar as consequências óbvias destes comportamentos, fazer um processo regressivo – isto é, do fim para o princípio – decidindo quais seriam os comportamentos desejados, estabelecer que crenças são adequadas para manifestar tais comportamentos e, por fim, praticar tais comportamentos até que tais crenças se tornassem naturais.
Ele tratava os distúrbios emocionais segundo o modelo ABC:
(A) Antecedentes
(B) Beliefs (Crenças)
(C) Consequências.
A técnica ABC ensina que, através de modelos cognitivos, as pessoas podem se conscientizar de que é possível superar suas próprias inibições através da detecção do que chamava de “pensamentos contraproducentes” e das crenças irracionais subjacentes, opondo a elas uma análise de sua sustentação empírica (baseada em fatos reais) e também do exercício de pensamentos e crenças mais úteis.
Os textos mais atuais tratam esta técnica como “ABCD”, sendo o (D) Debater, isto é, o confrontamento das crenças irracionais. Assim fica mais claro que apenas conhecer cognitivamente as (C) Consequências dos próprios comportamentos disfuncionais e das crenças irracionais não é suficiente; é necessário praticar comportamentalmente a mudança, isto é, o (D) Debate, seja no plano da linguagem ou da ação.
Os estudiosos de PNL (Programação Neurolinguística) muito se beneficiariam em estudar mais as teorias de Albert Ellis. Suas práticas são de fácil aplicação, sem necessidade de técnicas laboratoriais tão em voga nas terapias comportamentais atuais. A prática do metamodelo linguístico e do trabalho de modelagem, como também o trabalho de linguagem da PNL para a mudança de crenças, são muito enriquecidos com o conhecimento da REBT.
Entre os seus livros disponíveis no Brasil, estão “Como Conquistar sua Própria Felicidade”, “Fique Frio: como Manter a Calma em meio a pressões”, “Sexo sem culpa e sem medo” e “Caminho para a Libertação Feminina”. São meio difíceis de encontrar, mas espero que este post estimule as editoras (Ibrasa, Papelivros e Best Seller) a republicá-los…
Em 1970 Albert Ellis formulou uma lista de onze crenças irracionais, e asseverou que a oposição a elas produziria um ser humano mais satisfeito, motivado e eficiente.
O texto das crenças do autor está muito empolado para os dias atuais, e em alguns textos a lista das crenças difere ligeiramente. Já vi esta lista com doze itens.
Fazendo uma compilação de vários textos acabei encontrando treze itens importantes, ao invés de doze. E por isso aproveito para acrescentar minha contribuição, listando abaixo a minha interpretação, tanto da forma de listar as crenças irracionais quanto as sugestões do que considero a melhor abordagem cognitiva para sua confrontação.
Minhas Ressignificações:
1 – Extrema necessidade para o adulto ser amado ou aprovado por outra pessoa significativa.
Res: Os outros refletem o amor que sentimos por nós mesmos. Decida o que deseja ser, fazer e agir no mundo e se sentirá amado pela pessoa que mais importa: você mesmo.
2 – Certas pessoas são más e deveriam ser punidas.
Res: Ser mau ou bom é um ponto de vista após o acontecido. O importante é agir de forma justa no presente, ao invés de analisar o passado.
3 – É horrível e catastrófico quando as coisas não são do jeito que gostaríamos que fossem.
Res: Seria mais horrível se nunca houvesse nada inesperado. O mundo sem novidade é horroroso.
4 – A felicidade é externamente causada.
Res: felicidade é um hábito interno, isto é, o mundo é um jogo divertido, e não uma luta feroz.
5 – Devemos ficar preocupados com as coisas que podem ser perigosas ou assustadoras.
Res: O sentido do perigo é como a sirene do bombeiro: incômoda, mais muito útil. Mas quando já apagamos o fogo, não adianta deixar a sirene ligada. Prevenir-se de forma calma e atenta é muito mais garantido do que se preocupar.
6 – É mais fácil evitar do que enfrentar certas dificuldades ou responsabilidades.
Res: evitar é correr em círculos, sem sair do lugar. Enfrentar é subir uma escada, cada degrau levando para algo
7 – Precisamos nos apoiar em alguém ou alguma coisa mais forte do que nós próprios.
Res: Pense em uma tenda, onde todos os cordéis contrabalançam todos. Quando todos se sustentam e apoiam uns aos outros; somos em conjunto mais fortes.
8 – Deve-se ser inteiramente competente, adequado e realizador em todos os aspectos para ter valor.
Res: ser perfeito é muito chato e cansativo. Fazer bem algo é muito mais satisfatório do que fazer de tudo de forma medíocre.
9 – O passado de alguém é um determinante do seu comportamento para sempre.
Res: O passado é história, e o que conta é a interpretação dela no presente. Interprete-a da forma mais positiva possível e ela lhe servirá para um futuro melhor.
10 – Há uma solução certa, precisa e perfeita para os problemas humanos e precisamos encontrá-la para controlar a situação.
Res: Só há uma solução única para problemas préviamente montados com soluções convergentes, tais como questões de escola. Na vida, os problemas são questões de soluções divergentes, isto é, “cobrir um santo descobrindo um outro”. As soluções reais são sempre uma questão de equilíbrio entre vários fatores.
11 – Os problemas e as preocupações de outras pessoas devem nos preocupar.
Res: Cada um tem sua cota de desafios no jogo da vida. Resolver os desafios dos outros torna o jogo de todos muito chato.
12 – As pessoas têm pouca ou nenhuma habilidade para controlar seus distúrbios emocionais e como se sente.
Res: A Habilidade vem com a prática.
13 – Não fazer nada ou protelar uma solução pode ajudar na resposta a uma solução de conflito.
Res: há pouquíssimas chances do adiamento ou protelação ser eficaz. É estatísticamente mais útil jogar uma moeda para o ar e fazer a opção que ocorrer. E é ainda mais útil esforçar-se para decidir a melhor solução, a partir do método de solução de problemas mais prático de todos, conforme descrito abaixo.
MÉTODO DE SOLUÇÃO DE PROBLEMAS “OPADIA”
(Orientação / Problema / Alternativas / Decisão / Implementação / Verificação)
Orientação
- distancie-se emocionalmente da questão;
Problema
- reconheça o problema e defina-o de forma sintética;
- especifique o que quer no lugar, isto é, a solução;
- transforme-a em uma pergunta, isto é, “como consigo sair daqui e chegar ali?”;
Alternativas
- colha informações;
- examine como e onde ocorre e como e onde não ocorre o problema e as soluções satisfatórias;
- liste hipóteses alternativas possíveis para a solução;
Decisão
- analise o custo/benefício de cada alternativa;
- tome a decisão de aplicar uma das alternativas, mesmo que de forma provisória;
Implementação
- acompanhe os efeitos da aplicação desta alternativa;
- crie uma estratégia para manter de forma constante a nova solução;
Verificação
- avalie se a implantação da alternativa atingiu os critérios da solução desejada préviamente;
- se não atingiu, faça um novo ciclo de análise do problema, até ficar satisfeito com os resultados;
- faça checagens periódicas, seja para manter ou para aprimorar a solução, readequando às mudanças ambientais.
Se quiser ler um pouco mais sobre as diferentes correntes de psicoterapia, acesse esta página .
O que é PNL e sua relação com o Coaching?
Me perguntaram por email sobre a relação da PNL com o Coaching.Coaching é um nome que está sendo utilizado para um trabalho de aconselhamento e orientação mais aprofundado, tanto na área profissional quanto pessoal. Vale a pena visitar e conhecer os dois principais fóruns em português no Yahoogroups, sobre PNL e Coaching, em :
PNL-Brasil:
http://br.groups.yahoo.com/group/pnlbr/
Coaching-Brasil:
http://br.groups.yahoo.com/group/coachingbr/
A PNL é um estudo sobre a experiência subjetiva, que foi desenvolvida e/ou adaptada por Richard Bandler e John Grinder na década de setenta, a partir de estudos da Linguística, Etologia, Neurociência, Hipnoterapia, Gestalterapia, Terapia Familiar e do trabalho sobre Modelagem de Watzlavick, Edmond Hall e outros autores. É uma abordagem pragmática – isto é, voltada para resultados – e que utiliza técnicas de linguística, psicologia, teoria dos sistemas, cibernética e hipnose para obter mudanças rápidas em indivíduos e, também, em organizações.
E porquê a PNL está sendo tão utilizada em treinamento profissional? A PNL estuda a comunicação eficaz, particulamente a persuasiva, a de mudança de percepção e de atitude, a motivadora. E o que é um treinamento, principalmente o treinamento organizacional, do que uma tentativa de mudar comportamentos e atitudes?
Lógico que um conhecimento de PNL pode beneficiar um profissional de treinamento… Mas isto não significa que ele fará as coisas radicalmente diferente: apenas que buscará entender melhor sobre como o que faz modifica a experiência subjetiva de seus alunos. Por isso é que a PNL está sendo cada vez mais estudada na área de Aprendizagem.
Escrever extensamente sobre PNL não cabe aqui, mas remeto você ao ótimo site Golfinho, em http://www.golfinho.com.br . E encontrará centenas de textos interessantíssimos, livros resenhados, um fórum sobre PNL, indicações de cursos e muito mais.
O Coaching seguiu uma trilha paralela, nos últimos quinze anos. A partir do sucesso do Coaching Esportivo – isto é, da cada vez maior influência dos treinadores/aconselhadores junto a atletas em todos os esportes – vários princípios de trabalho em equipe, motivação, liderança foram absorvidos para a área organizacional e, também, para a área pessoal. A influência do “técnico” (a tradução mais literal para “coach”) no aproveitamento do potencial de uma equipe acabou servindo como metáfora para o trabalho dentro das organizações.
Assim, começou a vingar a figura do “Coaching Profissional”, notadamente em termos de “Coaching de Carreira” e “Coaching Executivo”. E também a aparecer a proposta de “Coaching de Vida”, isto é, um trabalho de orientação individual, pessoal.
Malgrado a polêmica sobre a possível zona de confusão sobre o que é coaching e o que é psicoterapia no trabalho individual – e que para mim está bem clara: coaching trata de acompanhamento e seguimento de metas diárias do indivíduo avassalado por problemas de prioridades no mundo moderno, e psicoterapia é um trabalho de autoconhecimento para melhoria de graves dificuldades emocionais – o Coaching tem tudo para se tornar uma profissão reconhecida, talvez em mais de cinco e menos de dez anos.
Mas a conexão entre PNL e Coaching? A PNL é uma ferramenta – ou um conjunto de ferramentas, melhor dizendo – dos quais os profissionais de Coaching se beneficiam. Diria que a PNL é um dos arcabouços teóricos do Coaching. PNL é uma conceituação, e Coaching é um procedimento de ajuda.
Muitos confundem, dizendo que existem “profissionais de PNL”. Não vejo deste modo. A PNL não é uma profissão, e sim uma linha de estudo, para ser utilizada em benefício a qualquer profissão que lide com a comunicação e a motivação humanas. A PNL é uma ferramenta. O Coaching não, é um estilo de profissional de apoio, tal como existem assistentes sociais, psicoterapeutas, consultores e professores. Ainda não é uma profissão regulamentada aqui no Brasil, mas o futuro dirá. Atualmente, nos Estados Unidos, o Coaching, tanto organizacional quanto profissional, virou práticamente uma profissão, apesar de também não ser regulamentada por lá.
Alguns usam títulos específicos, tais como “pnelista” ou “hipnoterapeuta”, para profissionais que utilizam as ferramentas da PNL ou da Hipnose no seu dia a dia, para ajudar pessoas. Apesar de entender que o uso da língua é uma convenção, e que muitas coisas que são potencialmente erradas podem acabar se tornando um padrão comum na linguagem, aproveito este momento para enfatizar que é melhor distinguirmos o que é uma ferramenta, e lembrar que uma ferramenta não deveria sempre se tornar o nome de uma profissão. Por exemplo, não dizemos que um médico que utilize um bisturi no seu dia a dia seja um “bisturólogo”. No máximo acrescentamos uma especialidade: “médico-cirurgião”, ou “médico-anestesista”.
Por isso, vejo com algumas restrições o uso costumeiro de palavras referentes a ferramentas para denominar especializações profissionais. Um psicoterapeuta que faz hipnose é, ainda um psicoterapeuta, e não um hipnoterapeuta…. E um profissional de Coaching que faz hipnose ou PNL continua sendo um profissional de Coaching, não é um “hipnólogo” ou “pnelista”…
Para mim existem profissionais de Psicoterapia, de Coaching, de Treinamento, de Liderança, de Negociação, de Aprendizagem, etc, que aplicam a PNL. Se estão aconselhando alguém individualmente, de acordo com os seus objetivos, nível de aprofundamento e formação, estão ensinando, fazendo coaching ou psicoterapia. São três níveis de aprofundamento:
- informativo – ensino, treinamento e aprendizagem. Básicamente focado em fatos.
- orientação, motivação e apoio – coaching e mentoring. Básicamente focado em motivação.
- analítico e reflexivo/psicoterápico – psicoterapia. Básicamente focado em auto-conhecimento.
Mensagens subliminares e desenvolver qualidades
Transcrevo abaixo uma troca de emails que pode ser interessante, como comentário sobre o desenvolvimento de habilidades e o uso de técnicas de mensagens subliminares. A mensagem foi enviada para mim dia 22 de Outubro e pedi autorização para transcrever em meu site:
Pergunta
Caro Antonio:
Leio as suas mensagens nos fóruns como golfinho, mapas mentais, etc.
Queria se possível que desse a sua opinião sobre a idéia que coloquei abaixo:
Seguinte, estou querendo utilizar mensagens subliminares para meu aperfeiçoamento pessoal, logo resolvi gravar no PC afirmações com temas sobre memória, exemplos: ‘Você tem uma memória superpoderosa’, ‘Você lembra de fatos e detalhes facilmente’; inteligência, disciplina, etc.
Depois gravar essas mensagens em CD e ouvir com o volume bem baixo para minha mente consciente não ouvir o que está sendo dito(ouvir que está sendo dito algo, mas não conseguir ouvir o que) Já fez algo do tipo? Pela sua experiência, pensa que pode funcionar?
Pois tenho o objetivo(longo prazo) de ser um excelente psicólogo e filósofo e sei que para isso vou ter que ler e estudar muito, analisando um pouco a vida dos grandes gênios da ciências e grandes filósofos percebi a linha comum que liga todos eles, a sua extrema força de vontade em buscar o que querem. Refletindo sobre isso cheguei a conclusão que não tenho tamanha ”vontade”(e não sou um gênio) assim, busco nas mensagens subliminares uma das soluções para esse meu problema.
Resposta
Salve!
Se você gosta tanto de mensagens subliminares, lembre-se que elas não precisam ser inaudíveis ao consciente para alcançarem o inconsciente. Ao contrário, porquê não permitir que o consciente também colabore para este processo? Porquê encarar o consciente como um inimigo do processo de mudança? Isto não faz sentido…
Desde o seu nascimento você foi sugestionado por muitas coisas que viu, leu ou ouviu, em filmes, livros e na vida real. Tudo passou pelo seu consciente e foi meditado. E depois foi para o seu inconsciente. O seu consciente foi uma “peneira crítica”, e esta é a função dele. Mas não significa que ele seja uma barreira, o que ele não é. Ele apenas ajuda no processo de avaliação e julgamento, antes que algo se torne um comportamento automático.
Os comandos subliminares foram pensados como forma de ultrapassar a barreira crítica, quando o consciente não concorda com o seu conteúdo. Isto é diferente de acreditar que os comandos subliminares sejam mais “rápidos” ou mais “efetivos”. Isto eles não são.
E isto nos faz retornar ao seu CD de “mensagens subliminares”. Você, conscientemente, escolheu tais mensagens. E deseja que façam efeito. Isto é, a sua parte consciente também quer este resultado, não é?
Pensar que, no momento de proceder a sugestão, o seu consciente pode atrapalhar o processo, é apenas uma visão “mágica” e, se me permite dizer, um pouco ingênua de como funciona o processo de auto-sugestão. Achamos que o “misterioso” e “desconhecido” funcionam melhor… Isto nos emociona, por algum tempo, e nos faz crer que estamos sendo “levados”, de maneira compulsória, em direção a um resultado.
Mas será que é este tipo de atitude que desejamos desenvolver em nós mesmos? Que podemos ser um joguete de forças sugestivas externas, sem análise consciente?
De início não acho obrigatóriamente necessário que tais mensagens sejam subliminares; a história já provou que muitos grandes homens (e grandes mulheres) utilizaram este tipo de lembrete de forma bastante consciente, e paulatinamente fizeram efeito.
A questão que quero ressaltar é que não é exatamente a força de vontade destas pessoas que as tornou grandes; foi o hábito. Isto é, bons hábitos de vida, tanto em cuidar do corpo, como rotinas úteis de organização do tempo, de aprendizado, de trabalhar em suas metas etc.
Se você observar qualquer grande realização, observará que ela foi composta de pequeniníssimos tijolinhos, curtos blocos de ação, fáceis de serem realizados.
O que diferencia uma pessoa comum de uma pessoa considerada “grande” é que os tijolinhos (do dia a dia) da pessoa ilustre foram mais direcionados para uma tarefa específica, com um objetivo digno e produtivo, ao invés de serem espalhados entre dezenas de atividades de curto prazo, muitas delas apenas uma forma de espairecer, de passar o tempo.
Ressalto: o que diferencia uma pessoa “grande” de outra que foi considerada, pelo seu histórico, como “comum”, não é uma enorme força de vontade, qualidades de inteligência, criatividade, intuição ou percepção incomuns; é, isto sim, uma visão, uma meta definida, um objetivo, cuidadosamente trabalhado, dia após dia, com paciência e confiança, sabendo dizer “não” vez por outra para outras coisas e afazeres, sofrendo algumas restrições de tempo e até algum cansaço extra, na busca de sua meta, mas nada assim tão diferente, tão heróico quanto possa parecer à distância…
Com o tempo, a dedicação a uma meta digna treina a pessoa, e esta se torna uma especialista no que acredita. O somatório deste conhecimento transparece em sua linguagem e em sua atitude, e os outros passam a reconhecê-la como uma pessoa “grande”. Mas isto não significa que ela tenha deixado de ser humana, e ainda é possível que erre muito. No entanto, este é o único caminho para o sucesso e a grandeza: o trabalho regular, organizado, em uma meta de sucesso objetiva.
Isto trará melhores resultados do que apenas o processo auto-hipnótico de se inculcar mensagens de melhores qualidades e características… Estas habilidades vêm naturalmente, quando se treina o uso delas para um objetivo específico e motivante. Não adianta muito estimular as habilidades de forma dissociada de um objetivo.
Por isto, digo: dedique agora um bom tempo para meditar sobre o seu futuro e seus projetos de vida. Eleja algo importante, digno e útil que pretenda realizar no futuro. E comece a realizar tal objetivo, de forma progressiva, metódica, e buscando desenvolver as habilidades necessárias que você considera úteis para este objetivo. Reconheça que os resultados serão lentos – é assim com todo mundo. Mas se você mantiver a visão em um objetivo digno, este lhe será motivador, e facilitará que desenvolva as qualidades que deseja.
Espero que você continue neste seu caminho de progresso. Acho ótimo que esteja pensando de maneira tão responsável em seu próprio auto-desenvolvimento. Isto é algo digno de nota e tenho certeza que lhe ajudará muito em seu futuro.