Coaching Executivo

Artigos sobre Coaching e Desenvolvimento Pessoal

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Decisões Intuitivas

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O que mais observamos ao nosso redor são pessoas que tomam decisões cruciais na vida baseadas em um mínimo de informações. Algumas vezes o resultado é um sucesso; outras vezes não. O que faz a diferença entre essas pessoas? Como elas puderam escolher, entre dados desconexos, os indícios seguros da melhor iniciativa?

Agir da melhor maneira possível significa, normalmente, optar baseando-se na maior quantidade e qualidade das informações disponíveis, processadas de forma sistemática. Isto deve ser feito não só pelo intelecto e sim pela mente como um todo, razão e emoção, e levado a cabo através de um plano de ação coerente e organizado, com bastante autodisciplina. É importante nos conscientizarmos de o que não escolhermos também não nos escolherá. E também que nenhuma ação posta em prática pode ser desfeita sem algum custo. Tudo na vida tem um preço, seja em tempo, dinheiro, esforço, atenção ou conhecimento, que são os principais recursos da vida de onde todas as coisas são feitas.

A frequência com que tomamos decisões erradas faz com que muitas vezes ansiemos por dispor de uma “bola de cristal” que nos permita ver o futuro. Pressupomos que o futuro já exista, isto é, acreditamos em um determinismo das circunstâncias e ou nos resignamos a ele ou o maldizemos, vivendo em uma permanente insatisfação e até desespero.

O determinismo é uma corrente filosófica que diz que não importa o que seja feito, tudo o que deve acontecer, acontecerá (”Maktub!”, exclamam os maometanos). Esta postura, muito difundida na sabedoria popular (”não adianta lutar contra o destino”), costuma redundar em uma visão fatalista, passiva, impedindo o total engajamento na mudança das condições de vida.

Na realidade o futuro não é pré-determinado (determinado previamente). O futuro pode ser sim “de-terminado” (de agora para o término), no sentido de que é uma extensão do presente, uma continuação lógica deste. E para escolher o nosso futuro, precisamos aprender a agir da melhor maneira possível neste presente.

Muitos se consideram emotivos, passionais, instintivos. E tomam decisões principalmente baseadas em seus impulsos momentâneos. Tais pessoas renegam a lógica fria, alegando que o mundo é por demais complexo para se avaliar todas as questões. São intitulados de “aqueles que pensam apenas com o lado direito do cérebro”, com nossa parte emocional.

Outros se consideram principalmente lógicos, analíticos e racionais. E tomam decisões principalmente baseadas em deduções, com base nos fatos disponíveis. Tais pessoas costumam ridicularizar o comportamento impulsivo das anteriores, considerando que reagem apenas de forma “animal”, sem usar o pensamento dedutivo, que é apanágio exclusivo do ser humano. São muitas vezes chamadas de “pensadores do lado esquerdo do cérebro”, como é chamada a nossa parte racional.

A maioria se situa em um meio termo entre esses dois extremos. Porém, essa mesma maioria não possui uma posição definida de como deve ser a melhor forma de pensar e resolver problemas. E por isso procede muitas vezes de forma impulsiva e outras de forma racional – sem avaliar adequadamente em quais momentos é melhor optar por uma decisão emocional e em quais é melhor optar por uma decisão racional. A motivação para agir de uma forma ou de outra é claramente externa, proveniente das circunstâncias, não um procedimento auto-orientado. São indivíduos eminentemente reativos, não proativos perante um problema.

Não é suficiente utilizar-se apenas formas lógicas de pensar e tomar decisões, acreditando que todo tipo de questões de vida podem ser resolvidas desta forma. Como também não é suficiente nos apoiarmos apenas em formas emocionais e impulsivas de agir. O importante é conciliar estas duas vertentes.

Os atuais conceitos sobre Inteligência Emocional mostram efetivamente a importância de obtermos o equilíbrio entre estas duas formas de pensamento. A conciliação não passa apenas por uma verificação sobre o que a nossa lógica e nossa emoção estão nos dizendo. Muitas vezes estes dois aspectos estão em conflito. Podemos, por exemplo, dispor de várias alternativas de ação, todas elas com seus prós e contras, e nosso intelecto não dispõe de fatos suficientes para escolher. E podemos também, estar com sensações de ansiedade não específicas sobre os vários cursos de ação, com nossa emoção contaminada por crenças de limitação sobre nossas capacidades e recursos – atitudes que muitas vezes são intituladas como “auto-sabotagem”.

É importante que possamos integrar estas duas ferramentas – o pensamento lógico e o pensamento emocional – debaixo da égide de uma terceira forma de pensar mais elevada – e esta pode ser chamada de pensamento intuitivo.

Razão e Emoção na base, Intuição em cima

Para muitas pessoas o pensamento intuitivo se confunde com pensamento emocional; só que não há nada mais distante da verdade. O pensamento intuitivo está situado em um nível acima dos pensamentos anteriores. Ele é a chave da criatividade, da expressão artística e da realização real do homem.

O pensamento intuitivo é uma característica bem mais humana do que o pensamento lógico. Podemos até dizer que todos os homens podem praticar o pensamento lógico, mas nem todos estão preparados para o pensamento intuitivo, que requer uma integração de todas as facetas da mente humana. O pensamento intuitivo leva em consideração tanto os ditames da natureza emocional bem como as ilações dedutivas do pensamento lógico. E não só combina tais elementos como acrescenta uma nova visão baseada na estrutura dos valores essenciais do indivíduo. Esta perspectiva não apenas adiciona e sim multiplica fatores, acrescentando uma perspectiva mais alta, permitindo uma visão tridimensional das questões a serem tratadas.

O Eu, pensado como individualidade, se considera apartado e sente e pensa em termos de “Eu versus Não-Eu”. Por causa das frustrações pelas quais passou, deseja obter o máximo e doar o mínimo ao Universo. Para ele é importante o conceito de “benignidade” e “altruísmo”, pois isto significa um esforço especial, justificável apenas em nome de uma melhor convivência com os Outros.

Contudo, quando usamos efetivamente o pensamento intuitivo, tais conceitos deixam de ser importantes. Torna-se natural agir de forma harmônica com todas as pessoas envolvidas. Isso não é ser bom e nem ser altruísta, é apenas estar de acordo com a verdadeira lógica de ser e de viver. E isto requer bastante autoconhecimento e auto-análise, com momentos de introspecção frequentes, de forma a possibilitar a eclosão em nós desta mais ampla forma de pensamento, o pensamento intuitivo.

É como se o homem observasse agora as suas questões sob um distanciamento maior, não mais centrado em si mesmo, como se fosse o ponto central da Criação. Ele se sente como parte de uma Força de Vida mais ampla. Suas preocupações baseadas na ansiedade e medo de risco pessoal desaparecem. A compreensão do futuro e das relações de causa e efeito é mais abrangente; de linear é agora sistêmica. E, tal qual como em um enorme tabuleiro de xadrez, se permite analisar as várias estratégias e cursos de ação com isenção e paz de espírito.

E também, não mais sendo limitado por medos pessoais e crenças de incapacidade, pode recorrer a forças e recursos insuspeitados, tanto diretos, em seu próprio inconsciente, quanto indiretos, através de tudo que o Universo pode fazer em seu favor.

O pensamento intuitivo permite um exercício criativo que o pensamento lógico e o emocional não podem abarcar. Ele nos proporciona uma fusão com o Universo, do qual anteriormente tínhamos nos separado, ao assumir a consciência do Eu.

É importante reconhecer que somente com OBJETIVOS e METAS definidos é que poderemos ter êxito em equilibrar adequadamente as escolhas entre razão, emoção e intuição. Vale a pena compreendermos bem esta diferença:

Objetivos são uma descrição contextual, do ambiente, isto é, onde queremos chegar e como nos sentiremos ao chegar lá. Eles são discursivos, isto é, não são mensuráveis e se traduzem principalmente em termos de situações. Para clarear os objetivos, fazemos normalmente as seguintes perguntas:

Para onde vou?
Quais são as principais tendências em minha vida?
Quais são meus interesses e vocações principais?
Pelo o quê me sinto estimulado?
Se eu fosse milionário, o que eu faria com o meu tempo livre?

Metas são marcos específicos que sinalizam o caminho até o objetivo alcançado. Um objetivo pode se compor de várias metas. Elas ajudam a definir o que está sendo feito, e nos permitem aferir se estamos nos encaminhando para o objetivo desejado ou nos distanciando dele.

Normalmente fazemos as seguintes perguntas para especificar metas:

Como eu posso agir para alcançar o meu objetivo?
Como eu estou indo?
Que planos de ação eu tenho?
Que tipo de avaliação posso fazer?
Como posso registrar o meu sucesso dia a dia?

Cronogramas, orçamentos, relatórios, ações de correção e ajuste são utilizados aqui. Neste momento o que era Sonho e que tinha se transformado em Visão passa a ser um Plano de Ação realístico.

E podem ser feitos exercícios para estimular a integração da razão e da emoção com a intuição, facilitando uma melhor tomada de decisão:

Síntese Criativa (*)
1. Imagine o oposto da situação
2. Examine o ambiente
3. Imagine-se encontrando a resposta perfeita
4. Imagine que todas as suposições que fez estejam erradas
5. E se soubesse que não poderia falhar?
6. Use outras pessoas como modelos
7. Pense do futuro para o passado
8. Olhe o problema de outro planeta
9. Modifique, reposicione o problema
10.Olhe com os olhos de uma criança
(*) adaptado das técnicas de Criatividade e da PNL

Tomar decisões é fazer escolhas. E escolhas não podem ser tomadas apenas com base na razão ou apenas com base na emoção. No interior de cada ser humano pende a cada momento esta balança de três pratos: razão, emoção e intuição. O indivíduo sopesa cada decisão por cada um destes pontos de vista, mesmo que não o faça conscientemente. Quando evitamos ficar presos ao dilema – apenas ouvir à nossa razão ou apenas ouvir à nossa emoção, podemos, de maneira mais segura, tomara as rédeas de nosso destino.

Escrito por azevedo

19 Maio 2008 em 4:08 pm

Publicado em Coaching, Criatividade

Novas leis criam mecanismos de subvenção para a inovação

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Novas leis criam mecanismos de subvenção para a inovação, diz ministro.

A expectativas para 2006, são as melhores de todos os tempos, em matéria de Ciência e Tecnologia. Precisamos estar por dentro das noticias da área. As pequenas e médias empresas serão beneficiadas. Confira a matéria. A Lei de Inovação e a “MP do Bem” (Lei 11.196) criam mecanismos inteiramente novos para estimular a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação na indústria. Estes dois diplomas legais vão permitir que sejam alocados nas empresas recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), sob a forma de subvenção. A Financiadora de Estudos e Projetos ((Finep), agência de fomento do Ministério da Ciência e Tecnologia, deve começar a divulgar, em breve, quais as linhas de financiamento para a área, disse ontem (21) o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, após participar do Simpósio de Encerramento do Ano Mundial da Física no Brasil, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife.

Segundo o ministro, “a prioridade será para as micro e pequenas empresas inovadoras, principalmente, nas áreas da política industrial”. Ele explicou que uma das quatro linhas de financiamento, que serão criadas a partir dos mecanismos da Lei de Inovação e da “MP do Bem”, será voltada para as micro e pequenas empresas que já investem ou querem investir em inovação. O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) tenta, agora, a aprovação de uma emenda no orçamento da União, no valor de R$ 200 milhões, para atender a essas novas linhas de subvenção. A emenda já foi aprovada na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, e seguiu para a Comissão de Orçamento.

As quatro áreas priorizadas pela política industrial do governo federal são Microeletrônica, softwares, fármacos e medicamentos, e bens de capital. O segundo mecanismo são encomendas de projetos pelo Governo de pequenas, médias ou grandes empresas, também mediante subvenção (financiamento não-reembolsável). O terceiro mecanismo consiste na subvenção para que empresas contratem mestres e doutores. E o quarto é a subvenção ao crédito, onde o FNDCT vai cobrir parte da taxa de juros de mercado, resultando em um crédito com taxas de juros de 6% ao ano.

Regulamentada há dois meses, a Lei de Inovação foi criada com o objetivo de estimular a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos e processos na empresa privada, a partir da integração de esforços entre universidades, instituições de pesquisa e empresas de base tecnológica, anteriormente dificultada pela ausência de legislação que a regulamentasse. Já a “MP do Bem” possui um capítulo que trata da inovação tecnológica. Permite a redução de 50% do imposto sobre produtos industrializados (IPI), incidente sobre equipamentos importados para pesquisa e desenvolvimento, e ao assegurar a dedução do Imposto de Renda em valor equivalente ao dobro investido pela empresa em P&D.

Há muitos indicadores de que chegou o momento do setor de Ciência e Tecnologia contribuir decisivamente para o desenvolvimento social e econômico do Brasil”, disse Rezende, que é doutor em Física pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), durante a palestra que proferiu para físicos do Brasil e do exterior, sob o tema Ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável: o caso do Brasil.

Ele explicou que um novo modelo de gestão estimulou o aumento da eficiência na execução dos recursos dos Fundos Setoriais, atingindo a marca de 99% de execução dos recursos disponíveis em 2004, e ressaltou que o mesmo desempenho deverá ser alcançado neste ano. Segundo o ministro, a execução dos recursos do FNDCT – compostos, fundamentalmente, por recursos dos Fundos Setoriais – apresentou o seguinte desempenho: R$ 343 milhões em 2002; R$ 581 milhões em 2003, e R$ 601 milhões em 2004, devendo atingir R$ 800 milhões em 2005.

Vanderlan Vasconselos
Coordenação MCT/FINEP/RS
www.finep.gov.br
(51)3287.2199 (51)9998.5504

Escrito por azevedo

12 Janeiro 2006 em 1:00 pm

Publicado em Criatividade

Reuniões de Equipe – Como torná-las dinâmicas e criativas?

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Obter o máximo do trabalho em equipe, principalmente em reuniões de grupo – consideradas, muitas vezes, um evento monótono e desperdiçador de tempo – requer o uso de metodologias especiais, seja para engajar o conhecimento, a participação, a criatividade e a motivação de cada participante, seja para permitir o acompanhamento das decisões tomadas em reunião.

O propósito deste workshop é discorrer sobre técnicas de resolver problemas e direcionamento da criatividade em grupo. O objetivo é auxiliar os profissionais de qualquer área em tornar suas reuniões mais participativas, favorecer ao máximo o rendimento do trabalho em conjunto, auxiliando a tomada de decisão e a implementação de estratégias de execução.

Programa:

Instrutor:
Antonio Azevedo, administrador e comunicador, Consultor de RH, presta serviços para consultorias independentes na área organizacional. Trabalhou anteriormente na Telemar, na Texaco e na Nashua do Brasil, como também em agências de propaganda (JMM Publicidade, Free Propaganda, Archi Comunicação) e em empresas de serviços (DIMERJ Sistemas, GC Construtora).Desenvolve trabalhos de Consultoria e Coaching, para empresas e profissionais, como Coach Executivo. E é certificado como Trainer em PNL (Programação Neurolingüística), como Consultor Interno de RH e Facilitador de Qualidade e Produtividade. Modera grandes grupos online de discussão na área de Recursos Humanos.

Inscrições:
Entre em contato pelo email “coaching@antonioazevedo.com.br” e agende um grupo em sua cidade ou empresa.

Escrito por azevedo

13 Julho 2005 em 4:42 pm

Publicado em Criatividade, Produtividade

O que é Synectics?

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syn-ec·tics \ si-’nek-tiks \ Cooperação de grupos multidisciplinares para resolução estruturada de um problema.

Synectics é uma ferramenta de resolução de problemas baseada na cooperação de um grupo de especialistas – de experiência e conhecimento diferenciados – para resolver de forma estruturada um problema de um cliente.Uma metodologia desenvolvida desde 1960, seu início deve-se aos esforços de desenvolver ferramentas de Solução de Problemas eficazes para os sofisticados desafios tecnológicos do século vinte.

Criar idéias novas é vital para a competitividade das empresas modernas, ainda mais hoje, onde a informação é a principal moeda de troca. Várias empresas são apresentadas a metodologias sofisticadas ou a “ovos de Colombo”, tais como o Pensamento Lateral (Bono), Estratégia Disney, Brainstorming, CPS, SWOT. Tais técnicas buscam principalmente gerar idéias, descurando do fato de que a sua implementação é consequência do comprometimento que as idéias tem na equipe.

Uma visão mais criteriosa da adaptação das ideías à realidade é importante, para que efetivamente se encontre a diferença entre os métodos usuais e a abordagem usada nos Seminários e Workshops de Criatividade e Inovação de Synectics.

Synectics engloba diversos ferramentais das técnicas de Tomada de Decisão, Criatividade e Solução de Problemas. É baseado no conceito de que todos somos capazes de gerar idéias novas, e todos dispõem de visões diferenciadas e potencialmente úteis, se formos capazes de integrar as várias percepções. E precisamos urgentemente gerar idéias novas, além de avaliá-las de maneira consistente, para que os grupos de trabalho se tornem eficientes e competitivos.

Apesar disto parecer óbvio, a maioria dos métodos usados para executar estas tarefas ainda é aplicado nas organizações de forma ingênua, quase mágica, na vã esperança de que um elemento sozinho possa arrostar todo o sistema. O ambiente de grupo é normalmente estéril à germinação de idéias novas, na maior parte das culturas organizacionais. Ou, às vezes, permite a germinação, mas não o enraizamento das novas idéias…

Para superar isso a Synectics privilegia o comportamento de grupo e a boa comunicação dentro dele. Técnicas especiais para reconhecimento dos papéis do grupo são aplicadas e reconhece-se a importância de separar as funções dos elementos do grupo de suas personalidades individuais.

Depois os participantes são treinados em variadas técnicas de análise de informações e tomada de decisão. Mostrando os prós e os contras de cada uma, é demonstrado que a maioria das abordagens para tomar decisões deve levar em conta também o lado emocional dos participantes e a personalidade da organização.Por último são praticadas várias técnicas de Criatividade e Análise de Soluções. O processo, estruturado como um todo, é conhecido como Synectics.

Escrito por azevedo

5 Julho 2005 em 7:51 am

Publicado em Criatividade, Reuniões, Tomada de Decisão

Os Quadrantes Cerebrais

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Nos treinamentos de desenvolvimento do potencial cerebral são destacados quatro elementos que favorecem sobremaneira o uso de técnicas mentais: o Desejo, a Crença, a Expectativa e a Imaginação.

A Crença é o somatório de nossas informações sobre o mundo, ou seja, Aquilo que o Mundo É; a Expectativa é o somatório de nossa atitude emocional de como o mundo interage conosco, ou seja, Aquilo que o Mundo deseja para Nós; e o Desejo é o somatório de nossa forma de interagir com o mundo, isto é, Aquilo que decidimos fazer do Mundo. A Imaginação, por sua vez, é a técnica operativa, a ferramenta de sincronização destes elementos, que, auxiliada pela Emoção, permite ao indivíduo alcançar a capacidade da Intuição e o potencial de realizar tarefas usando potenciais insuspeitados da Sincronicidade Universal. Sabemos que a estrutura neurológica de nosso cérebro guarda potenciais psíquicos diferenciados, porém o balanceamento e a integração requer um aprendizado cuidadoso. Nossa intenção, ao estudarmos e ampliarmos este modelo, é sugerirmos formas mais eficazes de usar a energia mental para objetivos específicos.

Para satisfazer os que desejam saber se há estudos de neurologia que corroborem este ferramental, parece haver um paralelismo com a estrutura cerebral. Se usarmos os modelos dos quadrantes cerebrais, pode-se dizer que, através da Imaginação, é possível harmonizar o hemisfério cerebral esquerdo (onde estão arquivadas as Crenças Positivas) com o hemisfério cerebral direito (onde estão acumuladas as Expectativas de Sucesso) e direcionar este potencial psíquico para um foco específico – o Desejo.

Podemos citar a área da linguagem linear, em um local do cérebro onde posicionamos a Crença. Teorizamos que nesta área estão arquivados os “ditos populares internos”, algo como “sempre faço dessa maneira”,”o mundo é deste modo”. No outro extremo, a área da Expectativa corresponde a linguagem emocional, algo como “é possível”, “tenho capacidade para isso”. E a área da geração de imagens visuais, o córtex visual do cérebro, está efetivamente no ponto da figura apresentada onde localizamos a Imaginação.

Buscando fatos para enriquecer este estudo, analisamos vários estudos sobre a criatividade e a capacidade de tomar decisões e resolver problemas. Um dos mais interessantes que podemos adaptar foi o criado por um psicólogo chamado Roger Von Oech. Este analisou as formas de pensar do ser humano e simbolizou em papéis, conforme pode ser visto na figura desta página.

quadrant.gif
Oech disse que o indivíduo, ao refletir sobre algo, usa quatro posturas diferentes: primeiro deve perceber, depois refletir, após concluir e, por último, agir. Estes papéis podem ser representados na forma dos quadrantes cerebrais: O Explorador, o Artista, o Juiz e o Guerreiro.

O Explorador busca obter informações no mundo para justificar a sua curiosidade. Ele não se preocupa com a qualidade das informações e sim com a quantidade. Experimenta várias abordagens e ângulos. Sua característica básica é a ousadia. Em termos de quadrante cerebral, este papel é função principal do Hemisfério Cerebral Esquerdo (HCE), em sua parte posterior. Esta mentalidade investigativa é essencial para o início do processo criativo.

O Artista dispõe de todos os dados que o Explorador obteve e os adapta, transforma, inverte, reinventa, compara, distorce e associa, de todas as formas possíveis. Esta fase é a incubadora de idéias e nada deve ser criticado. A melhor frase para defini-lo é a de Linus Pauling: “O melhor jeito de se ter uma boa idéia é se ter uma porção de idéias“. Este lado da mente é função principal do Hemisfério Cerebral Direito (HCD), em sua parte posterior. A visualização ajuda muito neste processo.

O Juiz é o terceiro papel criativo. Ao contrário do que se pensa, este é um papel extremamente positivo e importante. Muitas ótimas idéias se perdem por não se usar o lado juiz no momento certo. O Juiz avalia o que o artista criou e questiona a sua adequação e viabilidade, adaptando os recursos disponíveis. Ele sempre se pergunta:”o que / quando / como / quanto? ” E, também se pergunta, após a implantação de idéias: “o que pode ser melhorado? O que aprendi com as falhas? O que aprendi com os acertos? ” Este lado da mente é função do HCE, em sua parte anterior. É uma das funções mais recentes, evolutivamente falando, do cérebro humano, o que justifica a dificuldade que temos de empregá-la apropriadamente.

Muitas vezes nós permitimos que o Juiz invada o papel do Explorador ou do Artista, impedindo o desenvolvimento adequado de suas funções. Ou, ao invés, bloqueamos o Juiz, dificultando as avaliações isentas de nossas decisões. Uma boa frase para o nosso Juiz é a seguinte: “Os erros são um sinal de que estamos experimentando novos caminhos” (Roger Van Oech).

O Guerreiro é o quarto papel criativo. Ele obtém as idéias aprovadas pelo Juiz e as implanta. O Guerreiro é o Fazedor Interno e o Realizador – detém a chave da Motivação. Não é suficiente utilizar bem o Explorador, o Artista e o Juiz, se pecamos em impedir que o Guerreiro se manifeste. Esta parte está principalmente localizada no HCD, em sua parte anterior, e é que nos encaminha para a realização.

Uma boa frase para o Guerreiro seria: “O Guerreiro toma tudo como um desafio. O homem comum toma tudo como benção ou maldição.” (Carlos Castaneda). O Guerreiro deve ser imune as críticas, pois o Juiz já teve tempo para verificar todas. O Guerreiro não deve ser cego ou teimoso e nem soberbo, mas manter-se firme, caso continue recebendo “feedback” positivo das outras partes de sua mente. Para isso deve lembrar-se da frase de Krisnamurti: “Quem tenta se analisar com base no que outra pessoa pensa, será sempre um ser humano de segunda mão.” .

Em suma, diz Oech, se perceber dificuldades com a sua Criatividade, analise se os seus papéis criativos por acaso não estão misturados ou enfraquecidos. Para isso é importante que os papéis sejam utilizados na hora certa: quando for hora de perceber, perceba; na hora de refletir, reflita; na hora de concluir, conclua; e na hora de agir, aja.

Aliado a este estudo, focalizaremos agora a interação destes quadrantes cerebrais com técnicas de visualização de objetivos, conforme ensinadas pelos cursos de psicocibernética e controle mental, além da Neurolingüística.

Pode ser observado que o ponto de acúmulo da Crença está na interseção dos quadrantes Explorador e Juiz. Isto é, as Crenças são função do que sabemos e conhecemos sobre o mundo e como o julgamos e avaliamos. Do mesmo modo, o ponto de junção da Expectativa é a interseção do Artista com o Guerreiro. Isto é, as Expectativas são função de como “recriamos” o mundo em nossas mentes mas também como decidimos e agimos em relação a isso.

No centro dos quadrantes cerebrais, há um nexo interessante. Neste ponto, onde há uma rede de nervos chamada de corpo caloso, há um reforço na interação entre os hemisférios cerebrais. E, neste ponto, também, abaixo do corpo caloso, reside o sistema límbico, a área neurológica desencadeadora das emoções. Esta área, no cérebro animal pouco desenvolvido, é a base do Instinto. Ela se subdivide em uma área instintiva mais baixa (ligada ao tronco medular) e uma área emocional mais evoluída, nos animais mais modernos, principalmente mamíferos superiores.

Podemos teorizar, no modelo simbólico, que a Imaginação, para alcançar o ponto do Desejo, precisa “passar” por um caminho neurológico no centro do cérebro, sendo “energizada” pelo Instinto e pela Emoção. E só consegue isto com a perfeita integração da Crença com a Expectativa (HCE e HCD).

Antonio Azevedo

Escrito por azevedo

12 Junho 2005 em 8:32 pm

Publicado em Criatividade, PNL