Coaching Executivo

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Como se faz Coaching

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O International Coaching Federation (ICF) define “Coaching” como “um processo interativo que ajuda indivíduos a se desenvolverem mais ràpidamente e produzirem mais resultados satisfatórios.”

O trabalho de Coaching é uma espécie de assessoria e apoio em um projeto de melhoria. E pode ser útil para você neste momento. Coaching não é traduzido em português para Treinamento pois é focado no desenvolvimento interno, ao invés de apenas no treinamento de habilidades a partir de modelos externos. Treinar é um método eficaz para aprender uma tarefa, e muitas vezes o Coaching se utiliza do Treinamento. No entanto, o Coaching visa ser um efetivo método de ajudar pessoas a alcançar os seus próprios objetivos, com troca de opiniões e de observações para gerar resultados préviamente contratados e também se tornar um processo de inspiração, de motivação, na busca de encontrar o melhor caminho de desenvolvimento.Em meu trabalho sigo algumas das idéias da Coach Eliana Dutra, acerca das distinções da Consultoria, da Psicoterapia, do Counseling e do Mentoring para o Coaching. Para entender melhor as diferenças entre as abordagens, podemos dizer:

Em um processo de Consultoria, seja pessoal ou organizacional, o consultor iria levantar o maior número de informações sobre o cliente em relação a sua vocação, através de seu desempenho e interesses passados. Após discutir com o cliente o resultado do levantamento, finalizaria o processo com uma recomendação, normalmente escrita como um manual e entregá-lo ao cliente. Além disso, algumas consultorias estão entrando na área de implantação e treinando o cliente, sempre de acordo com as técnicas de maior sucesso no mercado, para a realização do novo esporte .

Isto é similar ao processo de Counseling (Aconselhamento), onde o profissional iria solicitar alguns testes de personalidade e aptidão, analisaria os resultados e finalizaria o processo aconselhando a alternativa mais em de acordo com as aptidões e o perfil do cliente.

Na psicoterapia, o terapeuta iria ouvir o cliente e buscar junto com ele (no passado e no inconsciente) os “por que?” do cliente. E através de técnicas psicanalíticas como interpretação, livre associação, transferência e contra-transferência, o paciente seria estimulado a conscientizar o que está impedindo a mudança, na hipótese de que esta conscientização o auxiliasse a superar estas limitações.

Em um processo de Mentoring, o mentor iria verificar qual a necessidade da organização que o profissional pertence, e buscaria ajudar o profissional, através indicação de práticas e conselhos que refletem sua experiência anterior, a se ajustar na melhor maneira possível à esta organização.

No processo de Coaching, o cliente irá verificar através de questionamento (formulários de auto-avaliação também são utilizados) quem o cliente é hoje, quais são seus valores e necessidades. Assim, o coach, através de perguntas, facilita que o próprio cliente crie um elenco de alternativas que o leve a ser quem realmente sempre quis ser. Levantará, ainda com perguntas, quais as vantagens e desvantagens de cada opção, facilitando, assim, a escolha/decisão do cliente por um objetivo. Irá fazer um brainstorm, ainda junto com o cliente, para que este monte a estratégia que o levará com facilidade e segurança à prática das ações específicas para alcançar o objetivo. Definido o objetivo), a estratégia (o como chegar lá) , o coach irá acompanhar todo o processo de aprendizado, apoiando e dando o suporte necessário para que a mudança de hábito realmente ocorra da forma mais fácil e consistente.

O Coach – profissional de Coaching – busca auxiliar o Coachee – indivíduo que optar por aconselhamento e treinamento específico – a identificar seus objetivos, reorganizar suas metas, ter criatividade para pensar em soluções factíveis e superar barreiras conscientes e inconscientes para a solução de suas questões pessoais, profissionais e organizacionais. Neste trabalho são utilizados os princípios do Coaching e da PNL – e até abordagens da Hipnose Ericksoniana, e recursos de estímulo à Criatividade inconsciente.

Usamos recursos de PNL e Hipnose (e até de Meta-Hipnose, arquivos de áudio gravados para escuta posterior em mp3 players) com um diferencial do uso da Hipnose em Psicoterapia: o foco é em um objetivo específico.

Sabemos que o procedimento da mudança passa, na Psicoterapia, por uma transformação em níveis concêntricos: começando com o exame do mais profundo, que se refere à nossa Auto-Imagem (Ser), passando pelo médio, que se refere à nossa Auto-Confiança(Fazer) até à camada mais superficial, que se refere à nossa Auto-Realização (Ter).

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Quando usamos técnicas persuasivas e até hipnóticas direcionadas ao inconsciente em um processo mais orientado a objetivos, como o Coaching, a pressuposição é inversa. Nosso propósito é que, utilizando um estímulo inconsciente para superar uma questão limitante específica, estamos “musculando” a nossa capacidade de tomar decisões e resolver problemas. Isto é, começamos por mudanças na Auto-Realização (o Ter) e assumimos que isto trará uma maior Auto-Confiança (o Fazer) e melhorará a auto-imagem (o Ser).

A premissa é que isto trará resultados mais rápidos, pois obteremos êxitos pontuais e os utilizaremos para “arrumar a casa”, em termos mentais. No entanto, isto não descarta um trabalho em paralelo com a Psicoterapia, se for necessário.

O importante é definir bem o que chamamos de Contrato: uma declaração de intenções com o Coaching e uma definição de objetivos e prazos. Além do mais é importante ser extremamente rigoroso com a fixação de horários – seja nos contatos, seja nos exercícios.

O Coaching pode ser feito de forma presencial ou online, através de uma entrevista via telefone ou  webphone – pelo Skype, MSN ou outros sistemas similares. Usualmente é uma entrevista semanal, quinzenal ou mensal, dependendo da intensidade que se deseja no processo e do tempo disponível. Também são trocados emails para formulários e documentos desenvolvidos em conjunto.

Coaching à distância exige bastante autodisciplina para dar certo, em termos de horários. Pode ser usado telefone, email e Skype, mas de preferência é melhor o contato por voz, pois o texto puro torna difícil obter determinadas informações úteis para a potencialização da mudança. Textos são bons para leitura e informação adicional.

Mesmo que as entrevistas presenciais ou online sejam mensais, a avaliação do Coaching é feita de forma semanal, pois a estruturação do tempo em semanas é a mais confortável para se analisar mudanças. A semana permite um planejamento mais intuitivo do tempo, pois é um prazo longo o suficiente para a maturação inconsciente, visando despertar os recursos criativos da mente, e curto o suficiente para utilizar de forma positiva o processo de checagem e avaliação de melhorias e a pressão psicológica por resultados. O cliente (coachee) se compromete a relatar suas experiências e práticas semanalmente, normalmente por email.

O tempo de duração do contrato de Coaching é definido préviamente, a partir do estabelecimento de objetivos pré-determinados. Costumeiramente se estabelece um período prévio de quatro meses, podendo haver revalidações. Isto permite um comportamento mais tático, focado no curto prazo, no alcance de metas mais realísticas.

Como é o processo? Usualmente uma mudança de comportamento é estudada e analisada durantes as primeiras quatro semanas (prazo para Análise da Questão), depois são elaboradas idéias e abordagens durante mais quatro semanas (prazo para o Desenvolvimento do Projeto de Decisão) e mais quatro semanas para a implementação da Solução Adotada. E as últimas quatro semanas são deixadas para a Revisão, avaliação e correção das soluções. No término das dezesseis semanas é feita uma reavaliação do Contrato, para descobrirmos o percentual do atingimento dos objetivos. Este processo se repete, enquanto se identificar a necessidade do acompanhamento do Coach. Posteriormente pode-se rarear as entrevistas, passando para um contato trimestral ou anual.

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Há uma necessidade de preencher questionários e fazer auto-avaliações, o que demanda pelo menos mais duas horas semanais. E há também exercícios a serem feitos, que dependem do objetivo desejado. Entre em contato pelo email “coaching@antonioazevedo.com.br” para saber dos custos deste trabalho.

Neste contrato está previsto:
- E-Mails ilimitados durante o mês vigente;
- Uma entrevista online ou presencial, semanal, quinzenal ou mensal, de acordo com o contrato, com duração mínima de 45 minutos e máxima de uma hora e meia, no caso do cliente morar no Rio de Janeiro;
- Em caso de viagens ou compromissos de negócios, que impecam o contato em uma semana específica, uma ou mais semanas podem ser “puladas”, continuando-se a contagem a partir da semana disponível. É importante informar isso com antecedência, antes da semana finda (término no Domingo), através de um aviso por e-mail.

Antonio Azevedo
Coaching & Consulting
Criatividade e Resolução de Problemas
Hipnose, Coaching e PNL
coaching@antonioazevedo.com.br

Escrito por azevedo

26 Fevereiro 2007 em 9:04 pm

Publicado em Coaching

Organização Pessoal e Profissional

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Algumas vezes me perguntam sobre o que faço. Digo que faço consultoria e dou palestras sobre Criatividade e Resolução de Conflitos, Tomada de Decisão e Solução de Problemas e Organização Pessoal. Criatividade, Conflitos, Decisão, são nomes auto-explicativos. Mas Organização Pessoal ainda deixa dúvidas. Por isso pretendo escrever um pouco mais sobre o que é isso.A Organização Pessoal é um nome genérico. Existe um movimento de reorganização do tempo, do trabalho e da comunicação de equipes que atualmente está na moda, e que possui o nome GTD. Este engloba dicas para a reorganização, tanto pessoal quanto profissional, como também discute a reorganização do trabalho de equipes e organizações.

O mundo está caminhando cada vez mais rápido, e não é mais suficiente acelerarmos o passado. A tecnologia cada vez mais mutável, o fluxo de informações cada vez maior…. E a maioria das pessoas ainda quer trabalhar usando sistemas e procedimentos inventados na (e adequados para a) década de cinquenta.

Até o sistema do computador pessoal, que parece um modo de trabalho tão inovador para a maioria das pessoas, está fadado à obsolescência rápida. E o e-mail, método tão prático de comunicação? Já é caquético. Ah, você vai dizer que os sistemas de chat e comunicação online é que são o futuro, não é? Não, apenas ecos do passado.

A tendência de guardar documentos vitais online, ao invés de nos micros pessoais, que tanto defendo, é apenas uma das facetas. Leia o post anterior sobre HD virtual, que talvez explique isso melhor.

O importante é que as empresas estão procurando sistemas eficientes e nenhuma das formas mencionadas são, efetivamente, sistemas colaborativos de trabalho. Facilitam a comunicação, mas dificultam o trabalho a longo prazo – informações são espalhadas por pessoas de forma desorganizada, a forma de buscar os dados é complexa e não intuitiva. A tomada de decisão é prejudicada, os acordos e contratos são vagos, e tudo isso prejudica o trabalho.

Já ocorreu a robotização do trabalho nas fábricas. Estamos agora caminhando para a robotização do trabalho nos escritórios. E não adianta reclamar e chorar, pois o tempo não volta atrás. Acredito que é muito melhor ficarmos conscientes do que está sendo feito e nos ajustarmos às mudanças de forma ágil.

Um dos pontos importantes a destacar é que o futuro do trabalho será feito através de programas online. Mas não sistemas abertos, genéricos, como se fossem conversas online, tal como o email e os sistemas de bate-papo online permitem. Será mais como formulários, ferramentas mais estruturadas, interfaces para se clicar, apertar em sites – com acesso por computador, smartcard ou celular.

As informações serão todas guardadas em sistemas centralizados – curioso é que a informática começou assim, em servidores, e depois se fragmentou, em desktops. E agora tende de novo a se reagrupar, pois a informação é tão dinâmica e valiosa que é muito arriscado mantê-la na posse de somente um pequeno e frágil computador, sem backup e gerenciado por um não-técnico. Os computadores portáteis vão diminuir cada vez mais, até o tamanho de pulseiras, provavelmente, e servirão basicamente como entrada e saida de dados. Teremos as “jóias eletrônicas”…

O processo de organização do trabalho parece estranho, pois só agora possuimos desenvolvimento tecnológico para tornar isto uma realidade. Quer ver uma prova disso, bem recente? Veja o que aconteceu em Brasília, com o incêndio do prédio do INSS. Alguns desconfiam que foi uma literal “queima de arquivo”. :-) No entanto, aquilo que seria uma tragédia para todos os aposentados do Brasil, se fosse uns vinte anos atrás, hoje em dia é apenas uma perda menor. Isto porquê todos os dados sobre aposentadorias não estão em papel, e sim guardados em servidores ultra-seguros, e com redundância imediata de dados, em várias cidades do país. O ideal, até, é que houvesse um backup do outro lado do mundo, não é? Mas em breve isto deverá ser feito…

Quando falo em organização pessoal, falo em acompanharmos esta tendência social, ao invés de resistirmos ou a ignorarmos. Falo de nos prepararmos para usufruir dos benefícios desta nova maneira de pensar. Para quê se preocupar com ter micro? O importante é dispor dos dados, e trabalhar de onde quisermos, da maneira que for mais fácil e confortável, com total segurança – ou, pelo menos, uma maior segurança e rapidez de resgatar os dados do que da maneira convencional.

Hoje em dia existem vários sistemas – pagos e gratuitos – que podem dar a qualquer pessoa um gostinho de trabalhar de forma mais dinâmica. Sistemas de controle de tarefas, sistemas de escritório online – na prática isto sempre foi uma tendência, mas o custo era excessivo para a maioria das empresas. Hoje, não, esta tecnologia está disponível para qualquer pequena empresa – e até microempresas e profissionais liberais. É uma nova tendência, e saber acompanhá-la é importante.

Um dos propósitos deste blog é comentar os sistemas online que estou experimentando. Como um “early adopter” (usuário que adora novidades, vamos traduzir assim) venho testando principalmente sistemas de baixo ou de nenhum custo, e que podem ser experimentados por qualquer pessoa. Em breve postarei mais sobre cada um.

Escrito por azevedo

6 Janeiro 2006 em 9:18 pm

Publicado em Coaching, PNL, Produtividade

Qual é o seu papel na comunicação interna?

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Sonia Carvalho
Qual é o seu papel na comunicação interna?O profissional de comunicação interna vive o dilema do papel que deve exercer: ser a voz do povo ou o porta-voz da gerência. Nem um nem outro. Seu papel é ser um tradutor.

Recentemente li um artigo em uma revista americana em que o autor fazia reflexões neste sentido. E vi que se aplicava integralmente à realidade que tenho encontrado nas empresas brasileiras. Os profissionais de comunicação interna devem ser os heróis dos funcionários e, de quando em quando, lembrar a gerência que eles não estão satisfeitos? Ou atender aos chamados líderes, entuchando funcionários entendiados com normas da empresa, visões, missões e valores? Será que o papel do comunicador interno é divulgar as promoções, as contratações, as efemérides, os aniversários?

Dependendo do local onde você trabalha provavelmente terá de fazer todas essas coisas em diferentes graus. Mas nenhuma delas deve ser sua principal preocupação. Como profissional de comunicação interna, seu papel é ajudar os funcionários a ajudar a organização a ser bem-sucedida. E você não faz isso enterrando-os em valores e listando promoções e aniversários.
Como se faz isso? Uma maneira certa de ajudar os funcionários a ajudar a organização a ser uma das coisas que toda companhia precisa: um tradutor.

Tire o jargão da sua frente

Aqui está um indiscutível fato na vida do mundo dos negócios: todo grupo tem o seu jargão, um léxico que apenas as pessoas com formação naquela área podem entender.

Economistas têm seu jargão, marqueteiros têm o deles. Engenheiros, vendedores, ferramenteiros, advogados – eles falam seus próprios idiomas particulares, carregados de acrônimos, termos e frases que ninguém mais na organização os compreende.

Você já ouviu dois profissionais de RH conversando entre si? Soa como se eles estivessem falando um dos idiomas de alienígenas de Guerra nas Estrelas.

E a turma da Tecnologia da Informação?

Certa vez fui contratada por uma empresa para fazer um boletim voltado exclusivamente para a área de TI. Confesso que rompi com todas as minhas regras e várias vezes escrevi palavras que não faziam o menor sentido para mim. Parecia um dialeto distante de uma civilização que ainda vai surgir.

Como comunicador, nosso papel é traduzir esses idiomas diferentes para o resto da organização. Precisamos ser a ponte entre nossos vários especialistas e o comum dos mortais, que é o funcionário. Porque quanto mais funcionários entenderem como as diferentes áreas da organização funcionam, estarão em melhor posição para ajudar a empresa a ser bem-sucedida.

O problema de ser um tradutor é que, antes de qualquer coisa, temos de entender o que especialista está dizendo. Isso pode ser difícil porque não somos peritos naquele campo. Não vamos às mesmas conferências do que eles; não lemos os mesmos livros; simplesmente não conhecemos a linguagem.

É por isso que a única forma de separar o jargão deles está no próprio início do processo – durante a entrevista.

Se você sair da entrevista sem um entendimento completo e livre dos jargões do assunto em questão, você falhou.

Não há como você escrever uma boa história para qualquer nível da organização entender se você mesmo não entender o assunto. Isso soa óbvio, mas na verdade raramente ocorre. E você sabe porquê. Durante uma típica entrevista, a natureza humana toma conta de ambos os lados. O comunicador não quer parecer um idiota. Quando o especialista começa a cuspir todo seu jargão habitual, o comunicador não quer interromper e dizer: “Não tenho a menor idéia do que você está falando”.

Ao invés disso, copia todo o jargão, aquiesce como se entendesse e depois não tem escolha a não ser usar as misteriosas palavras na matéria.

No outro lado da moeda, a fonte é o especialista. Ele quer falar como se soubesse coisas que ninguém mais sabe! Quer provar que toda sua formação e experiência não foram tempo perdido. Por isso, começa usando palavras que apenas um verdadeiro perito usaria – ou entenderia. O resultado é uma linguagem inarticulada e codificada. Como um jornalista ou responsável pela comunicação interna, você precisa fazer duas coisas:

1. Deixe seu ego do lado de fora da porta
Não esquente a cabeça com o que as pessoas vão pensar de você. Não deixe a sala de entrevista (ou desligue o telefone) antes de ter entendido perfeitamente o assunto.

2. Deixe a fonte fazer seu discurso e comporte-se como se estivesse em uma sala de aula.
Faça com que se comporte como um professor, não como um especialista. Diga coisas como “Cara, você realmente entende deste assunto. Ele é muito complicado, mas com sua inteligência, acho que poderemos explicá-lo para os funcionários. Você acredita que isso seja possível?”

Se você está disposto a deixar o seu ego de lado e dar espaço para que sua fonte mostre todo seu brilhantismo e conhecimento, você tem uma boa chance de fazer com que esse jargão pessoal seja entendido por todos.

Eu fiz centenas, se não milhares de entrevistas com especialistas durante minha carreira. Com o passar dos anos, aprendi que, como jornalista, você deve tirar o seu ego do caminho e admitir para o entrevistado que não tem a menor idéia sobre o tema que estão tratando.

Eu uso duas frases para fazer isso. A primeira é: “O que você quer dizer com isso?”. Quando um profissional de Recursos Humanos me diz: “Mecanismos de remuneração como stock options e remuneração variável alinhados com os interesses dos investidos”; ou “O sucesso da companhia com esses programas certamente irá inspirar outras pessoas a adotar novas estruturas de remuneração”, eu o olha diretamente nos olhos, e deixo escapar uma pitada de ingênuo veneno: “O que você quer dizer com isso?”

O especialista no assunto provavelmente vai refazer o seu jargão e falará novamente a mesma coisa para você de forma diferente. Se preciso, eu me comporto como um velho disco de vinil arranhado:

- O que você quer dizer com isso? O que você quer dizer com isso?

Passados trinta minutos, a fonte quase sempre cede e começa a falar numa linguagem que eu entendo.

Tenho que admitir que fiz várias entrevistas onde o truque do “O que significa isso?” não funcionou. Quando isso acontece, eu tiro minha maior carta da manga. Se a fonte insiste em falar como um consultor especialista, eu peço reiteradamente a ele, sem problema algum, que fale comigo como se eu fosse uma pessoa de carne e osso. Se nada disso adiantou, eu me recosto na cadeira, coloco a caneta na mesa e falo;

- “Me trate como se eu fosse um idiota”.

A fonte certamente vai exclamar: “O quê?”

- Isso mesmo. Imagine que eu sou o maior retardado mental que você já encontrou em toda a sua vida. Explique o que você está falando de uma forma que até esse retardado aqui possa entender.

Essa estratégia costuma levar as fontes a pensar de forma diferente e começar a explicar o assunto mais claramente. Mas invariavelmente elas saem da trilha e tenho de dizer:

- Espere um momento….. Lembre-se, eu sou um idiota”.

É claro que, mais de uma vez, a fonte me disse: “Realmente você é um idiota”. Mas, para mim, esse é um pequeno preço a pagar para sair de uma entrevista entendendo completamente o assunto.

Sonia Carvalho é consultora em Comunicação Interna
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Escrito por azevedo

28 Setembro 2005 em 6:46 pm

Publicado em Coaching, Gestão

Auto-Estima e o Conceito do Eu

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Do que depende a realização pessoal e a capacidade de manter boas relações interpessoais? Durante os últimos quarenta anos de pesquisa contínua sobre os mecanismos do sucesso, descobriu-se três principais fatores:
* Auto-Estima
* Auto-Confiança
* Auto-Realização

Estou escrevendo três artigos sobre estes temas. Neste primeiro artigo falaremos de Auto-Estima.

A Auto-Estima é uma questão candente em nosso mundo moderno, onde a profusão de informações novas a cada momento, a intensa competitividade e a ênfase no sucesso solapa a nossa crença em nossa capacidade pessoal de resolvermos as situações de vida.

A questão é que, culturalmente, baseamos a nossa Auto-Estima pelo passado, pelo que já fizemos.

Se nos avaliarmos pelo que fazemos ou deixamos de fazer, pelo que possuímos ou deixamos de possuir, isto é, pelos resultados que obtivemos da vida em vários aspectos ou áreas de atuação, é natural que nossa Auto-Estima sofra altos e baixos, de acordo com a área que seja objeto de atenção.

O Universo é mutável, é ilógico esperar que fique “congelado” permanentemente em uma situação determinada, favorável ou desfavorável a nós, em uma síndrome do “felizes para sempre”, tão comum nos contos de fadas…

Isto cria, em muitas pessoas, um “medo de perder” e um “medo de não conseguir”. São, em última análise, crises de Auto-Estima. A solução para isto pode ser percebermos que a sensação interna (sentimento) que chamamos de “o nosso valor pessoal”, que surge quando prestamos atenção em nossa identidade, é apenas uma escolha que fazemos, por nós mesmos, ao longo da vida. E que, quando nos habituamos a “dar notas” (que se traduzem em intensidade deste sentimento) através do que observamos em nossa vida, estamos confundindo a parte com o todo, comparando coisas heterogêneas, um verdadeiro contra-senso.

O conceito de “valor” é sempre relativo, nunca absoluto em si mesmo. Algo é julgado “bom” ou “mau”, tendo valor ou não, sempre decorrente de algum uso, avaliado por algum observador externo a ele. Isto é, valor é um conceito que depende do uso de algo, em determinada situação. O dinheiro, por exemplo, é extremamente valioso em uma cidade – e totalmente sem valor se estamos sozinhos em um deserto. Neste caso, um cantil d’água torna-se muito mais valioso.

O julgamento de bom ou mau, perfeito ou imperfeito, representa sempre uma consideração subjetiva de características de cada objeto, um ponto de vista apenas. O nosso valor pessoal, como identidade que somos, é sempre máximo, pelo simples fato de existirmos. Não é mensurável. Somos uma manifestação do Universo.

Tudo o que existe, sob o ponto de vista da inteireza do Universo, não pode ser avaliado pela dimensão de valor, por duas razões: primeiro, porque não podemos julgar o uso de nós próprios como um todo, em todos os contextos possíveis; não possuímos todo o conhecimento do universo, para avaliar em que estamos sendo “mais ou menos úteis”.

E, também, porque fazemos parte da coisa avaliada; existir é sempre uma característica dicotômica, uma questão de “sim” ou de “não”; não se pode dar notas graduais para isso. Em suma, se um aspecto do Universo está sendo considerado como um todo, sendo levado em consideração em sua totalidade sistêmica, não pode ser julgado como tendo “mais” ou “menos” valor do que a totalidade do Universo. Seja este aspecto sistêmico uma coisa, pessoa ou fenômeno, o seu valor de Ser é sempre máximo. Em outras palavras, o conceito de valor não se aplica.

Quando efetivamente sentimos isso como uma realidade em nossa consciência, a questão da auto-estima pode ser discutida em outro nível. A cultura judaico-cristão, da qual fazemos parte, nos inculcou a idéia de valor pessoal e de pecado original. Nascemos “devedores” e tendo que “tornarmo-nos dignos” para “ganhar” o céu. E isso é decidido no “juízo final”. Culturalmente, começamos já em uma situação desvantajosa – todos começam assim com baixa auto-estima e devem ganhá-la ou conquistá-la.

Aqueles que esperam conquistá-la tornam-se mais proativos no mundo, buscando aumentar a sua sensação de valor pessoal; aqueles que esperam ganhá-la costumam ser mais reativos, aguardando que outros reforcem a sua sensação de valor pessoal. Isto acarreta vários sintomas, provenientes da ilusão de que devemos “aumentar a nossa auto-estima”.

Há os que buscam aparentar, para si e para outros, uma auto-estima “menor”. Seu comportamento é cabisbaixo, sua ação é desleixada; seu relacionamento é de submissão. Atraem a pena e a proteção de uns e a rejeição de outros. E há os que buscam aparentar uma auto-estima “maior” do que outros. Seu comportamento é arrogante, sua ação é agressiva; seu relacionamento é de manipulação. Atraem admiração de uns e ressentimento de outros.

O enfoque no aumento da auto-estima como solução de problemas psicológicos, interpessoais e até empresariais, tão divulgado hoje em dia, decorre desta distorção de compreensão gerando, inclusive, uma busca vã. Não importa quanto mais nos esforçamos para fazer e obter coisas que nos “aumentem” a auto-estima, sempre poderemos pensar em algo mais a ser feito, gerando assim mais ansiedade e melancolia.

Se, em contrapartida, pelo simples fato de existir, temos total e integral importância e significado – não valor, que implica mensuração e sim razão para existir, dignidade e respeito próprio – a auto-estima deixa de ser considerada algo com que devemos nos preocupar e torna-se natural, não perceptível. A sensação de importância pessoal, se igual para todos, é invisível. Paramos de tentar nos tornarmos “mais importantes”, já que todos são igual e perfeitamente importantes, apenas pelo fato de sermos uma manifestação pessoal do Universo.

A Auto-Estima representa a nossa relação emocional conosco mesmo, nossa auto-aceitação. A auto-estima é consistente quando sentimos que somos importantes pelo que efetivamente somos, independentemente do que fazemos ou deixamos de fazer.

Ser, Fazer e Ter

A maioria das pessoas lastreia a sua Auto-Estima em suas sensações pessoais do TER, isto é, aquilo que conseguiram amealhar na vida. O TER pode ser representado em termos de posses pessoais, mas também em termos de relações – ter muitos amigos, receber muitos telefonemas – e outras manifestações exteriores de sucesso.

Para este grupo, parece evidente notar que a sua auto-estima terá altos e baixos: como a sua sensação de amor-próprio depende de referências externas, do feedback que recebe de outras pessoas, e isso é necessariamente mutável, jamais terão uma certeza absoluta de seu valor pessoal. Freqüentemente passarão por fases de insegurança e insatisfação. Grande parte da população vive assim; na perpétua afirmação de seu status social, perante os olhos dos outros, buscando em comprar e ostentar uma oportunidade de valorizar o seu ego…

Existe também aqueles que baseiam a sua auto-estima em uma forma mais ”pró-ativa” de viver, isto é, em suas sensações pessoais de FAZER. Para essas pessoas, um grupo bem menor, não conta tanto o feedback externo, o indício de posses, e sim em estar fazendo o que gosta, trabalhando a sua ”realização pessoal” e estar envolvido em tarefas que representem a manifestação de sua individualidade.

Encontram-se aí pessoas mais auto-orientadas, que utilizam feedback interno como forma de aquecer a fornalha do amor-próprio. Tais pessoas, mesmo em épocas de crise, continuarão a trabalhar de forma intensa naquilo que acreditam ser o correto fazer. Mesmo assim, por não levarem em conta o feedback externo, por vezes parecerão obstinadas, teimosas, cabeças-duras, persistindo em realizar algo que não é mais viável, trabalhando em um produto que não tem mais compradores ou mantendo a mesma forma de atuar, mesmo que as situações mudem… Vemos neste grupo muitos empresários, empreendedores, camelôs, atores, artistas plásticos, artesãos, alguns tipos de vendedores.

O terceiro grupo, que de longe é o menos populado, baseia a sua auto-estima não no que conseguem do mundo – Ter – e também não naquilo que oferecem ao mundo – Fazer. Este grupo atua de forma equilibrada, buscando identificar o seu lugar pessoal no mundo, isto é, como a sua individualidade se ajusta à “globalidade” e como aquela serve à esta. São pessoas baseadas no SER.

Contudo, estar “baseado no SER” não é ficar absolutamente parado, estático, vivendo uma vida alheada da busca de coisas materiais, em uma busca espiritual de comunhão com a divindade. Ao contrário, é agir sim, e realizar algo. Mas realizar com a expressão de si próprio, de forma autêntica. Estas pessoas buscam uma forma de equilibrar o lado “pró-ativo” com o lado ”reativo” da personalidade.

Isto se obtém alinhando aquilo que o mundo dá com aquilo que se doa ao mundo, de tal sorte que estejamos criando algo que nos dê satisfação pessoal e ao mesmo tempo auscultando as respostas positivas que o mundo nos devolve. O objetivo final é oferecer aquilo que o mundo precisa mas apenas dando em troca aquilo que realmente desejamos oferecer ao mundo…

É difícil pertencer a este último grupo, pois a Auto-Estima é um sentimento de valor pessoal. E a busca deste equilíbrio entre “o eu e o mundo” passa por altos e baixos. O que fazem as pessoas que buscam alcançar este “estado essencial”, de foco apenas no SER, ao invés de no FAZER ou no TER? Abraçam uma postura de vida que advoga que possuímos um EU interno, especial, em comunhão com a Universalidade, não importa se existe uma crença em um Deus ou não. E passam uma grande parte de seu tempo se esforçando para desenvolver esta “individualidade com responsabilidade universal” – uma espécie de visão ética da vida, mais do que apenas uma visão religiosa.

Isto requer uma nova percepção de nossa Identidade, como realmente integrada ao Cosmos, uma perspectiva realmente sistêmica. E como se obtém uma mudança de percepção em um nível tão profundo de nossa personalidade? Os primeiros passos são simples:

Autoconsciência – observe-se e identifique os momentos, no seu dia-a-dia, em que você começa a julgar-se pelo que tem e faz, atribuindo a si mesmo pontos de valor. Compreenda que este é um hábito cultural, e como tal deve ser tratado. Não adianta recriminar-se por isso, porém. Apenas registre este momentos e aceite que esta maneira de pensar pode e deve ser corrigida.

Auto-Escolha – decida e pratique compreender que a existência é uma possibilidade de Ser, mais do que Fazer ou Ter. Medite, leia e fale à respeito. Comporte-se como se assim fosse. Exercite pensamentos e palavras neste sentido.

Auto-Superação – quando a prática da auto-escolha se tornar confortável, quase automática, busque maneiras de encontrar sensações de satisfação no que realiza, sem que eventuais flutuações nos resultados obtidos traga dúvidas sobre o verdadeiro Ser.

Nossa Missão Pessoal no Universo é principalmente aprender a Ser da melhor maneira possível, não “Fazer ou Ter o máximo possível”. O que executamos ou criamos, em nossos resultados pessoais, são conseqüências do nosso SER sendo expresso em plenitude. O julgamento e avaliação de nossos resultados pode nos orientar em nosso exercício de Ser; isto é, o Fazer e o Ter são apenas formas divertidas de que dispomos, ao interagir com o Universo, para que possamos experimentar várias formas de Ser.

Neurologicamente a prática destes estados internalizados produzem mais endorfinas e outras substâncias cerebrais relaxantes, anestesiantes, euforizantes e estimuladoras do sistema imunológico, o que já é um excelente benefício. No entanto, com exceção de poucos ascetas, a maioria de nós precisa, mesmo assim, conviver em um mundo externo competitivo, que em sua maioria manifesta suas preferências pelo feedback negativo… . E avaliar a si com o mesmo e imutável valor, independente do que fazemos e do que temos é, reconheço, praticamente impossível.

Por mais que meditemos no alto das montanhas do Tibet por vinte ou mais anos, nossa consciência individual continua a criar distinções e julgamentos próprios, aprovando-nos mais ou menos, de acordo com as situações da vida – aquilo que FAZEMOS e TEMOS.

As perspectivas atuais do conhecimento da psique nos levam a crer que o EU individual não existe, pois é um substrato do processamento neurológico. Seja isto verídico ou não, isto pode ser útil à análise da Auto-Estima.

A corrente de pensamento que advoga a hipótese da mente como apenas um processo sistêmico, com uma parte cognitiva e outra comportamental, está sendo bem aceita pela ciência moderna, pois é ratificada nos experimentos de laboratório. Esta é uma certeza factual, e a experimentação científica, inegavelmente, nos auxilia em nossa compreensão da realidade.

As vertentes mais “ousadas” desta corrente advogam que, se nossa mente é apenas um processo, ela pode ser “manipulada” de forma benéfica, e assim podemos nos “reconstruir” ao nosso bel-prazer… Sendo assim, nenhum tipo de limitação do tipo “é assim que eu sou” deve ser encarada como algo permanente, a não ser que exista uma forte razão neurológica para esta resignação.

As técnicas de Controle Mental e Programação Mental, desde relaxamento, meditação até a hipnose, a PNL (programação neurolingüística), a PNO (psico-neuro-orientação), e outras com variados nomes, que caminham na corda bamba entre linhas mais espiritualistas e a visão mais pragmática da TCG (terapia cognitivo-comportamental) buscam operacionalizar este tipo de abordagem.

A grande questão é: como dirimir o conflito entre a experimentação científica, que nos diz que não há evidências de que possuímos um “Eu” interno, e sim de que somos uma colcha de retalhos, um mosaico, fornecido por padrões de pensamentos amealhados aqui e ali, em nossa história pessoal, e a visão filosófica de uma conexão profunda em nosso interior com a divindade, aquilo que nós chamamos de nosso “Eu Pessoal”? E como aplicarmos esta reflexão para melhorar o nosso próprio sentido de valoração pessoal, aquilo que é entendido como auto-estima, um dos principais problemas que afetam o indivíduo em nossa cultura moderna, e cuja falta acarretam tantos problemas de desajustes psicológicos, depressões, ansiedades e neuroses?

A resposta pode ser respondida através da metáfora, já conhecida, comparando a nossa sensação pessoal de “eu” com o centro de gravidade, que é meramente uma hipótese científica, não um fenômeno verificável. Sabemos nós que a gravidade da Terra, como uma grande massa, nos atrai para o seu centro. Contudo, não existe um “algo”, localizado especificamente no centro da Terra, que nós encontraríamos, se por acaso fosse possível que caíssemos até chegar lá. A força gravitacional é uma resultante do efeito da presença de uma grande quantidade de partículas no espaço – o ”centro de gravidade” está ali pela interação entre as partículas que estão ao redor, mas não é uma “partícula” real.

Da mesma maneira, a grande massa de pensamentos, sentimentos, conceitos e crenças em uma estrutura complexa – que chamamos a “mente pessoal” ou personalidade de um indivíduo – por si só gera uma resultante que podemos chamar de “Eu pessoal”. Este Eu NÃO é nenhum destes pensamentos em si mesmos, e nenhum conceito, idéia, sentimento ou atitude é identificado exatamente com ele. Podemos trocar nossos pensamentos, nossos sentimentos, reestruturar totalmente nossa personalidade, como preconizam os métodos de mudança comportamental – e podemos fazer isso porque nada disso é, realmente, o “EU”, pertencendo apenas à periferia de nosso “orbe mental”. Na verdade este EU é uma resultante da INTENSIDADE do mundo mental, não do CONTEÚDO do mundo mental em si mesmo.

Como exemplo, poderíamos substituir no planeta Terra quaisquer quantidades de massas, sejam planetas, cidades inteiras, por outras quaisquer, de posição, e até trocar grandes toneladas de massa da Terra por grandes toneladas de massas de outro planeta, tal como Marte, como irá acontecer algum dia, quando houver comércio interplanetário. Mesmo assim, o centro de gravidade da Terra, as “essências de Gaia”, poderiam chamar assim, continuaria sendo a mesma. Poderia haver leves mudanças de intensidade de manifestação do campo gravitacional do planeta, mas ele continuaria a existir.

Aceitando esta linha de reflexão, poderíamos aceitar a existência, de forma científica, de um ”centro de gravidade mental” intitulado o “EU Individual”. Isto tornaria mais fácil trabalharmos com técnicas meditativas de expansão da consciência do EU, pois saberíamos que estaríamos nos alinhando com o nosso verdadeiro fulcro de equilíbrio, independente de quaisquer pensamentos, sentimentos, atitudes, crenças, conceitos e pré-conceitos porventura existentes em nossas mentes. E aceitaríamos melhor, sem julgamentos, conviver com pensamentos e sentimentos inadequados, em nosso mundo mental, pois mesmo que eles não sejam os melhores possíveis, de alguma maneira eles estão contribuindo para criar um maior “peso” em nosso mundo, e devem possuir uma função específica para nós. Devem ser modificados e melhorados, nunca rejeitados.

Com esta compreensão, fica muito melhor trabalharmos os conceitos de Auto-Estima. Se nos esforçarmos para nos dar “notas” de Auto-Estima pelo que TEMOS ou pelo que FAZEMOS, estaremos em uma perpétua roda de insatisfações e ansiedades. E mesmo quando nos concentramos apenas no que SOMOS, permanecemos nos julgando pelo conteúdo de nosso mundo mental. Nem sempre é possível alinhar a contento aquilo que gostamos de fazer, de realizar, com aquilo que o mundo nos pede, ou nos exige que façamos. De qualquer modo, apesar de ser uma forma de atuação mais desejável, estar permanentemente focado no SER ainda é sujeito aos altos e baixos da vida.

A melhor forma é percebermos como o nosso Eu pessoal é apenas uma resultante de forças, independente e separado de todo o conteúdo de nosso mundo mental. Isto é, se temos preferências, vontades, desejos, impulsos artísticos, vontades de ter, fazer e ser em nosso mundo mental, estes CONTEÚDOS são válidos e devem, com justeza, serem postos em prática no ambiente físico, material. Se conseguimos manifestá-los, ótimo. Se não o conseguimos, a compreensão de que o nosso EU apenas se manifesta através deles, mas não são intrinsecamente eles, nos permite dispor da tranqüilidade necessária para reavaliar as situações, reestruturar as nossas respostas e continuar atuando da melhor forma possível, sem nos deixar solapar por uma sensação de auto-comiseração, de desvalorização pessoal.

Continuando a analogia, isto nos faz entender como a presença do EU pessoal, mesmo não sendo material em si mesmo, possui uma tão poderosa influência em todos os pensamentos, sentimentos, atitudes que orbitam em sua esfera de influência. Ele atua como um centro de gravidade, suavemente direcionando, puxando, orientando…É um melhor entendimento do que significa a palavra “estar equilibrado”. Significa alinhar-se ao nosso “centro de gravidade mental”. E, como sabemos que a palavra “espírito” significa “essência”, “âmago“, “o mais refinado e sutil”, podíamos até chamar este centro de “centro de gravidade espiritual”. Isto significa que, estar alinhado com “nosso espírito” não significa nem ficarmos parados sem fazer ou possuir nada, como muitos ascetas fazem, e nem estar diuturnamente ligados no “fazer o bem”, em atuar para o outro em detrimento a si mesmo. Significa manifestar o melhor possível aquilo que pensamos, sentimos e fazemos que entendemos ser o que nós temos de melhor, em nosso interior, em nosso âmago.

E, da mesma maneira como todos os planetas “se sustentam” uns aos outros no espaço através de seus centros de gravidade físicos, e não poderíamos retirar um só planeta de órbita sem afetar a órbita das estrelas mais distantes, que provavelmente todos os “centros de gravidades espirituais, os nossos “EUs Pessoais” também se interconectam, de alguma forma sutil, afetando uns aos outros. E não se pode chamar a isso meramente de telepatia, e sim de um tipo de “campo de gravidade espiritual” forjado pelas relações de forças de pensamento destes eus que são só conceituais, sem presença identificável, mas que se manifestam da mesma forma como os centros de gravidade se manifestam, como deformações no espaço-tempo… . E poderíamos até, supor, que além de deformações no espaço e no tempo, que a “matéria-energia” quantificada e observável apresentam, as deformações sutis deste “campo de eus pessoais” poderiam afetar possivelmente a própria INTENCIONALIDADE do Universo, as relações de significado que os pensamentos e sentimentos emprestam, como uma nova “casca” de interpretações ao universo. Talvez aí, nesta fusão de Eus, que não poderíamos, sim, encontrar a idéia de D-EUS?

Isto é, a soma de todos os pensamentos e sentimentos e intenções e significados, de todas as mentes, conscientes ou não, em todo o Universo, criam também a certeza da presença de um fulcro de “gravidade espiritual universal”, uma espécie de “centro do universo”, que poderíamos chamar de D-EUS… E assim, com a mesma certeza de que possuímos um hipotético “centro de gravidade espiritual pessoal” chamado “EU”, poderíamos aceitar o “centro de gravidade espiritual universal, chamado “DEUS”.

Partindo destas ilações, não totalmente matemáticas, mas uma cadeia de silogismos perfeitamente aceitável, poderíamos considerar uma “evidência de Deus” a própria percepção de unidade de nosso “Eu Pessoal” que identificamos em nós. Quer melhor prova científica da existência de Deus do que esta evidência perfeitamente replicável por qualquer indivíduo consciente, em qualquer lugar da terra, no próprio laboratório de suas mentes?

Basta fechar os olhos e sentir a presença deste “campo de gravidade espiritual”, puxando cada pensamento e sentimento nosso suavemente… em nosso interior…. dirigindo e sintonizando cada um deles… Não é uma presença real – nossos pensamentos comportam-se mais como um cardume de peixinhos onde cada um têm uma existência separada, mas costumam fazer evoluções em conjunto – mas é suficientemente comprovável para que a usemos como hipótese de trabalho – possuímos, ou melhor, somos um EU espiritual presente e atuante em todo o Universo, através das relações cósmicas dos nossos “campos de gravidade espiritual”, em relação ao grande “campo espiritual” que é a junção de todos os EUS.

Esta compreensão – praticamente um satori ou iluminação – nos ajudaria a compreender como alinhar o SER como manifestação da relação entre o eu e o mundo, integrando o FAZER e o TER dentro do SER. Como todos os eus estariam integrados neste enorme “campo espiritual”, logicamente cada um de nossos pensamentos, sentimentos, atitudes e crenças também sofreriam a sutil e delicada influência espiritual de todos os outros “eus espirituais” espalhados em todo o universo….

E facilitaria entender como a nossa Auto-Estima é uma sensação interior tão importante para nós mesmos, para o nosso equilíbrio psicológico e até fisiológico. Este sentimento é como um ”giroscópio”, um balanço, que nos faz sentir o nosso alinhamento com o nosso centro de gravidade espiritual – o nosso EU. Existindo ou não existindo como realidade observável, de forma prática ele nos afeta, como conceito, e o seu alinhamento com o grande campo espiritual é necessário, para que tenhamos uma positiva sensação de Auto-Estima. Auto-Estima, neste sentido, acabaria se traduzindo, em seu fim último, em algo que muitos chamariam de “iluminação”.

Isso responderia também àquela célebre pergunta que muitos religiosos (e descrentes também) se fazem: “para quê um Deus todo-poderoso necessitaria criar seres individuais? Só para adoração? Não parece que ele precisaria de tal coisa”. A resposta seria melhor: a própria manifestação da conscientização do Eu Divino seria o Universo, em si mesmo, sendo algo intrínseco a manifestação dos “campos de interação deste Deus”, sejam gravitacionais, magnéticos e espirituais, sendo aí incluídos os Eus de todos os seres. Isto é, o Universo é Deus pensando.

Antonio Azevedo

—————–
Uma parte destas idéias veio de minhas reflexões noturnas enquanto eu fazia os cursos de Auto-Estima e Controle Mental Avançado, do Método Silva de Controle Mental, dado por Omar Mustafá, em São Paulo, outubro 2002 mais o artigo lido intitulado “Você é uma Ilusão”, na Revista Galileu, outubro 2002.

Escrito por azevedo

22 Agosto 2005 em 2:15 pm

Publicado em Coaching, PNL

O Futuro da PNL e do Coaching

sem comentários

Transcrição da palestra ocorrida no dia 30 de Maio 2005 no MSN, com a participação de 14 pessoas.
Azevedo: Chamando todos para a palestra. Ana.gaia: ana aqui

Azevedo: Boa Noite! Temos nove presentes. E nove interessados, que se cadastraram, mas ainda estão off-line.

Marianne: ueba, boa noite a todos(as)

Brito: Boa noite!

Azevedo: Podem teclar de qual cidade e estado estão falando?

Mauro : Curitiba

Azevedo: Estou no Rio de Janeiro, capital do Rio de Janeiro.

lainfor2000 : Ribeirão Preto

Marianne: Legal, Itajaí / SC

ana.gaia: ana , de porto união , sc

Brito: estou em Jundiai-SP

Azevedo: São Paulo e Santa Catarina estão em maioria. Parabéns!

Arline: Estou no Rio de Janeiro também

Carol: Ops. Não é Carol, é o Inté+ Mauro usando o computador da esposa.

Azevedo: Eu vou começar pontualmente as 00:05.

Azevedo: Aos que estão presentes esta noite, esta é o primeiro encontro da Comunidade da PNL brasileira via chat, pelo MSN. Eu queria fazer um pedido a vocês: neste momento, retirem do nome de sua ID as propagandas ou frases bonitinhas, de efeito. Isto é, entrem agora em “Tools – Options… – My Display Name – e cortem tudo o que está escrito ao lado do nome, só deixando um nome bem curtinho, assim como o meu: Azevedo. E colem estes textos adicionais em “Type a personal message”. E depois apertem em “OK”.

Azevedo: Somos 11 agora.

Eduardo: boa noite a todos

Brito: boa noite!

Azevedo: Diga de qual cidade é, Eduardo.

Eduardo: vitória, ES

Azevedo: Ok, já fizeram? Então vamos começar. Em primeiro lugar, gostaria de fazer uma enquete: o horário escolhido é adequado ou não? Vocês gostaram de meia-noite ou prefeririam mais cedo? Qual é o melhor dia da semana e horário?

ana: 23 era melhor

lainfor2000 : sim

Marianne: está ok

Azevedo: Pense em dia da semana. É para o próximo.

Mauro: 23

ana: segunda é bom

lainfor2000 : sexta-feira

Eduardo: p/ mim está ok, tanto o dia da semana qto o horario

Azevedo: Boa noite, Tatiana.

Brito: 23 horas estaria Ok para mim também. 24 está Ok também, mas se fosse as 23 melhor dia da semana também Ok.

Azevedo: Diga a sua cidade e vote qual é o melhor dia da semana para a reuniao.

Tatiana: Tatiana de Vitória – ES
segunda está bom. 24h é melhor… infelizmente ainda uso linha discada

Arline: Segunda-feira, tudo bom. Meia noite é tarde para mim. Faria poucas vezes se permanecesse neste horário.

Azevedo: Afinal, quantos aqui usam linha discada?

Eduardo: eu uso

Tatiana: Eu também.

Arline: Estou na banda larga

Mauro: eu — aqui em casa

Marianne: Azevedo , a questão é aula a noite … mas, no meu caso chegarei em tempo , mesmo sendo 23 horas

ana: se é pra ficar melhor para todos , fiquemos com 24 h, então

Azevedo: Em 12 pessoas, temos 25% de linha discada. Isto é, fazer a reunião durante a semana às 23 horas sairia caro para alguns.

Azevedo: A alternativa é fazer domingo pela manhã.

Mauro : Ok, nem pensar!

Eduardo: domingo pela manhã para mim também é legal

ana: 24 horas de segunda

Tatiana: é difícil ter tranqüilidade num domingo de manhã… rs rs

Arline: Quase todos os domingos deste ano, estou em treinamento.

Azevedo: Então, por enquanto, fica definido: a próxima reunião, em Junho, ainda será Segunda à Meia-Noite.

Mauro: o meu problema é que provavelmente estarei bêbado, enfim…

Marianne: Ok

Brito: Pra mim tudo bem

Azevedo: Tomem um bom café e vamos começar.

Brito: vamos nessa

Azevedo: Nosso objetivo aqui é falar do futuro. O futuro da PNL e do Coaching. Isto é, teremos um bate-papo virtual sobre “O Futuro da PNL e do Coaching” no MSN. Eu falarei por uns cinco minutos sobre a minha opinião das tendências futuras. Peço que aguardem, com paciência, eu completar a minha “palestrinha” antes de postar alguma pergunta ou discussão. É similar a uma palestra ao vivo: dúvidas, no final.
A propósito, vocês configuraram os seus MSN para salvarem os logs das conversas? Senão, não tem problema. eu postarei este log de chat na lista PNL-Brasil. Mas, para facilitar, busquem escrever da forma mais legível possível. Sem muitas abreviaturas, por favor.
Retomando: Atualmente estamos desenvolvendo um esforço para aumentar a sinergia entre os vários institutos de PNL no Brasil. Acreditamos que o futuro da PNL e do Coaching acontece com uma maior colaboração de todos os practitioners, masters practitioners e trainers, e especialmente dos fundadores. O reforço das conexões entre os fundadores é a base de uma PNL brasileira integrada, com uma estrutura de formação e certificação – mesmo que a PNL não seja profissão, e sim uma área do conhecimento. Por isso eu convidei alguns fundadores e instrutores renomados para falar também neste evento.
Antes de abrirmos os debates para falar do futuro da PNL, precisamos relembrar os esforços que já estão sendo feitos neste sentido, para preservar o Movimento da PNL aqui e no mundo.
Não sei se vocês sabem, mas há um esforço internacional de ampliar o uso da PNL e utilizá-la da maneira adequada. Eu traduzi uma parte do que está escrito em inglês no site http://nlpu.com – NLP University (Universidade da PNL), pois acredito que serão úteis nesta discussão.
Aqui vão eles:
O ponto mais importante do desenvolvimento da PNL no mundo é o trabalho sobre Valores compartilhados da Comunidade Internacional de PNL. Este assunto pode ser lido no site http://www.nlpu.com/Values.html .
Em essência está lá que Valores são qualidades desejáveis. Isto é, aquelas qualidades intrínsecas que desejamos ou procuramos obter, e que estão por trás de nossa descrição de objetivos e metas. São sentimentos de realização, e, por definição, são qualidades abstratas. Os valores são a base da motivação. Valores compartilhados são a base da ética e da cultura.
Valores compartilhados dão um sentimento de rapport. Os valores apoiam a Identidade e a Missão de um indivíduo e dão o reforço (motivação e permissão) que promove os comportamentos particulares.
Muitas pessoas pensam na PNL como um grupo de técnicas e de modelos integrados, tais como um kit “3 em um” e pensam que são uma caixa de ferramentas sem um coração. Os princípios e as ferramentas e as habilidades da PNL, no entanto, pressupõem determinados valores e dão a base emocional para um determinado compromisso. Os praticantes de PNL devem compartilhar os valores chaves que dão ímpeto à sua participação.
Em Junho de 1997- exatamente oito anos atrás, 190 trainers de PNL,como também autores, desenvolvedores e fundadores de institutos de PNL se reuniram em Santa Cruz, como membros do Projeto de Liderança da Comunidade de PNL (NLP Community Leadership Project).
Seu objetivo foi criar uma visão sobre o futuro da PNL e das regras em que esta atuaria no futuro. Também definir caminhos da forma como a PNL pudesse expandir suas comunidades e sistemas e formular projetos comunitários.
Os participantes formaram 23 grupos de trabalho, na área de Ambiente, Saúde, Comunicação e Rede de Contatos, Família e Comunidade, Pesquisa, Relações Inter-Culturais, Epistemologia e Modelagem, Meios de Comunicação de Massa (Mídia), Direitos Humanos, Espiritualidade, Educação, Gestão de Negócios, Liderança, Política, Arte e Criatividade.
Cada grupo desenvolveu uma visão e como colocá-la em prática; e um documento de mais de uma centena de páginas foi publicado, sendo disponível para todos os praticantes de PNL e institutos ao redor do mundo. Um resumo deste documento está disponível no site da Universidade – http://www.nlpu.com – em inglês.
Com o sucesso deste encontro inicial foi planejado um segundo encontro. Ficou claro que esta era apenas a fase “Sonhador” do processo criativo. Os participantes começaram a desenvolver oportunidades para se preparar para o estágio de “Realista”, da fase de planejamento e ação.
Com isto em mente, de 27 de Julho a a 8 de Agosto do ano 2000, foi realizado um segundo encontro mundial, intitulado de NLP Millennium Project. Este projeto envolve discussões de como cada representante pode se tornar um afiliado regional, para assim poder levar a diante os objetivos de planejamento e adaptação às características regionais.
Este tipo de afiliação não é uma afiliação paga, mas sim uma afiliação voluntária, com compartilhamento dos valores e aceitação das linhas guias e protocolos de colocação destes valores em ação. Ao invés de impor uma estrutura hierárquica de padrões e ética ou regras, o Projeto Millennium acredita ue os membros da Comunidade de PNL devem aprender a compartilhar valores essenciais. E assim acabarem chegando a um consenso e interação entre todos, para se conduzirem de forma profissional.
Um dos propósitos do primeiro encontro foi o começo do diálogo e partilhamento das idéias sobre o que se pensava ser a maneira de elevar a auto-estima da comunidade de PNL e aumentar o networking entre eles. As afiliações podem nos permitir trabalhar em conjunto e obter um maior nível de habilidade e harmonização.
Talvez o mais importante seja a satisfação pessoal dos membros, pois poderão trabalhar de maneira mais próxima a seus colegas, encontrando meios de partilhar boas idéias e resolver assuntos comuns.
As atividades ocorridas em 1997, durante a Assembléia da Comunidade Internacional de PNL incluíram:
- Planejamento de encontros de implementação
- Encontro da Academia de Tecnologia do Comportamento
- Encontro do Projeto de Mentoring
- Workshops para practitioners e masters
- Workshops específicos para trainers
- Projeto para Liderança Jovem e “NLP Olympics”
- Assembléia das Nações Unidas da PNL – assinatura do Protocolo de Construção da Comunidade
- Encontro da Comunidade da Saúde Mundial – apresentação de Projetos de Pesquisa
Países representados: Argentina, Inglaterra, Estados Unidos,
Austrália, França, Áustria, Alemanha, Bélgica, Grécia, Hong Kong, Escócia, Itália, Japão, México, Noruega, Bulgária, Bulgária, Canadá, Rússia, Suécia, Suíça, Taiwan, Turquia, Dinamarca.
Participantes do Brasil:
Marize Peron Amatucci
Eloisa Monteiro Braganza
Solange Camargo Brascher
Deborah Epelman
Cristina Zouein
Alain Moenaert
Allan F. Santos, Jr.
Mariangela Santos
Elysette Lima da Silva
Humberto Villela Vieira
A Assembléia realizada em Santa Cruz, Califórnia – o berço da PNL – que foi intitulada de NLP Millennium Project, foi um dos mais inspiradores encontros ocorrido. Institutos ao redor do mundo foram coordenados pela NLP University, com 110 participantes, de todo o mundo, entre trainers e fundadores.
Países representados:
* Argentina, Austria, Bélgica, Brasil, Bulgaria, Canada, Denmark, Inglaterra, França, Alemanha,
* Grécia, Hong Kong, Irlanda, Itália, Japão, Latvia, México, Noruega, Polônia, Rússia
* Escócia, Sérvia, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Taiwan, Turquia, USA
O Millennium Project consistiu em discutir três temas ou “linhas de sinergia” cuja finalidade era criar um contexto que suportasse a visão, a liderança e a aprendizagem:
1. As habilidades novas e os desenvolvimentos que se relacionam à meta-liderança, co-liderança, habilidade de transmissão-trans-cultural, treinamento de negócios, negociação ganha-ganha e mudança de alto nível.
2. aprendizagem projeto-baseada escorada na conclusão e na atualização dos temas dos projetos de liderança da comunidade de NLP iniciados em 1997.
3. Desenvolvimento de afiliações da comunidade, networking e infra-estrutura baseados em valores, e uma visão comum sobre o futuro e a utilização das novas tecnologias da área de comunicações para estreitar o relacionamento dessas comunidades.
Esta estrutura foi facilitada por Robert Dilts, Judith DeLozier e uma variedade de instrutores conhecidos (Robert McDonald, Michael Hall, Ian McDermott, Tim Hallbom, Suzi Smith, e outros).
Os membros do Projeto Millennium deram forma a 14 equipes para desenvolver projetos da relevância profissional e social. A lista dos temas cobertos por estes projetos:
1. Artes e criatividade
2. Liderança
3. Negócio.
4. Comunidades Sustentáveis
5. Mágica
6. Liderança
7. Modelagem do Processo de Grupo
8. PNL e crianças
9. Desenvolvimento Organizational
10. Sintaxe Somática
11. Espiritualidade e PNL
12. Sistemas de Pensamento
13. Saúde Integral
14. Estratégia Ganha-Ganha
Um dos objetivos do Projeto Millennium no verão de 2000 era identificar alguns dos valores essenciais, nucleares, que tornam a PNL uma comunidade global. A identificação destes valores pode ajudar na solidificação das relações entre as pessoas da comunidade, como também atrair outras pessoas que também compartilham destes valores. E também definir linhas-guia éticas para a prática de NLP.
A comunicação destes valores aos grupos e à comunidade profissional pode reforçar a credibilidade da PNL e aumentar a aceitação sobre as motivações dos practitioners de PNL.
1. Cada membro do grupo compartilhou seus valores pessoais para a formação do núcleo. Perguntou-se a todos sobre sua Missão Pessoal” e que respondessem a pergunta: “Porque você está envolvido com a PNL?”, “Qual é a contribuição da PNL ao mundo?”.
2. Foi feita uma lista de valores-chaves e dos critérios dos membros dos grupos.
3. Identificados os valores mais profundos, em um nível mais elevado (Core Value), foram definidas em poucas palavras e frases que representem estes valores.
Assim se encontraram os valores abaixo:

Os doze valores do núcleo da comunidade global de NLP
Estão definidos de acordo com a hierarquia da importância dada pelos participantes ao todo. Isto foi determinado somando cada avaliação dadas a cada valor pelos indivíduos que fizeram parte do exame.
1. Utilidade: Ser pragmático e objetivo-orientado. Para procurar fazer uma diferença, com foco em aplicações práticas. Buscar usar todos os recursos disponíveis para alcançar um objetivo. Para pensar e agir com a extremidade na mente. Para encontrar-se com necessidades em uma maneira objetivo-orientada e verificável.
2. Integridade: Buscar a congruência na linguagem e na ação. Alinhar a opinião, os valores e o comportamento aos valores do núcleo. Integração de todos os aspectos do trabalho da PNL, seja qual for a área de atuação individual.
3. Respeito: Para reconhecer limites pessoais. Para honrar o potencial interno de uma outra pessoa. Para escutar e dar a espaço às outras necessidades e expectativas. Para dar a todas as pessoas o espaço e o tempo iguais. Para pedir permissão. Para manter uma consideração positiva incondicional para outra. Para honrar as contribuições originais de cada pessoa.
4. Ecologia: Para trabalhar sempre dentro do resultado bem-formado da outra pessoa. Para responder a nossos próprios sinais do congruência. Para ser orientado sistêmicamente. Para considerar as conseqüências de nossas ações. Para respeitar a intenção positiva. Para alcançar resultados equilibrados. Para procurar manter um contrapeso saudável entre todos os sistemas. Para considerar nosso impacto em cima do sistema maior.
5. Criatividade: Para sermos construtores livres de nossas próprias vidas. Para estar aberto às possibilidades. Para não aceitar um dado como uma informação. Para encontrar perguntas novas. Para fazer modelos novos. Para encontrar maneiras novas de alcançar um objetivo. Para incentivar os outros a expressar e compartilhar de seus sonhos internos. Para desafiar constantemente a maneira como nós fazemos coisas e para inovar sempre.
6. Amor (Universal): Para fazer exame em segunda posição com o outro (colocar-se em seus sapatos). Para conectar com a fonte de energia dentro do outro. Para sentir e mostrar a compaixão pelo outro. Para aceitar os outros como são. Para oferecer um espaço onde algo possa acontecer e mudar. Para avaliar-se, e para avaliar os outros como nós mesmos. “ver” e reconhecer o melhor no outro.
7. Liberdade: Para ter a escolha. Para adicionar mais escolhas. Para poder escolher. Para permitir que outros façam escolhas para si mesmos. Para apresentar nossos pensamentos e sentimentos sem medo da retribuição. Para honrar a pessoa que prossegue em seu próprio desenvolvimento.
8. Diversidade: Para não ter medo da diferença. Para dar boas-vindas ao desafio da diferença. Para ver o valor em todos os mapas do mundo. Para reconhecer e honrar e avaliar as diferenças em outras. Para aceitar estilos diferentes. Para incluir perspectivas diferentes. Para respeitar culturas diferentes.
9. Elegância: Para procurar o trajeto mais curto e mais simples a um resultado. Para procurar a beleza e a simplicidade. Para agir com graça. Para selecionar o trajeto e as ferramentas que permitem que nós realizem o a maioria com menos esforço.
10. Profissionalismo: Para trabalhar com competência, criatividade e alegria. Para observar precisamente. Para ajustar padrões elevados. Para saber nossos limites. Buscar o modelo de excelência. Para ser congruente, desobstruído e hábil em todas as vezes em que em algum contexto nós formos representantes da PNL em algum campo. Para saber o que nós estamos fazendo, e para fazer o que nós sabemos. Para poder demonstrar todas as habilidades de PNL. Para manter-se aprendendo.
11. Flexibilidade: Para ter mais possibilidades no comportamento. Para ter mais instrumentos para o trabalho. Para poder ter uma grande escala de maneiras para alcançar um objetivo. Para estar aberto à mudança e às adições das influências externas. Para adaptar-se aos povos diferentes e às situações. Para poder ajustar e adaptar-se às situações inesperadas. Para utilizar corretamente e reagir ao gabarito que nós começamos.
12. Criando uma Comunidade Artística: Para promover a conexão e a parceria para os projetos futuros. Para ter o interesse no “nós.” Para agir no serviço a outro. Para avaliar os presentes que diferentes cada pessoa traz. Para criar a afiliação e a associação que incorporam a variedade larga dos aspectos da expressão humana.
Alguns outros valores notáveis incluíram: Curiosidade e Aventura; Humor e Autenticidade.
Deve-se recordar que estes não são deveres éticos no estilo de “operadores modal rígidos” (isto é, “obrigações”). Essencialmente são os princípios que nós aspiramos por aplicar de forma mais consistente em nossas interações pessoais e profissionais.
Agora que eu já apresentei a essência do que foi o Projeto Millennium, gostaria de pedir que a Arline Davis, como formadora da PNL, que falasse alguma coisa aos participantes sobre o Projeto Millennium ou sobre as intenções da PNL para o futuro. Arline, está aí?
Agora, vale a pena lembrar que começamos, em 2003, um ainda tímido movimento brasileiro para unificar os formadores. Este movimento está evidenciado na página http://br.groups.yahoo.com/group/formadores-pnl-brasil/ , mas para fins deste debate vou resumir aqui:
Em Agosto 2003 uma Carta Aberta foi enviada a todos os Institutos formadores de Practitioner, Master Practitioners e Trainers em Programação Neurolingüística (PNL) do Brasil, no intuito de convocar uma união de esforços com vistas a aumentar o prestígio, a qualidade e a relevância da PNL na sociedade.

Arline: Estou aqui, relembrando o evento. Teve uma dinâmica específica em que elaboramos a lista.

Azevedo: Sim, eu comentei sobre ela, mas não estive presente. Pode comentar o que se discutiu no Evento sobre o futuro da PNL?

Mauro: Os ” formadores” se basearão nestes princípios ou há possibilidade de reformular, aprimorar ou mesmo incluir algo tropicalizado?

Arline: Na minha opinião, a proposta de regulamentar é que está pegando. Acredito no caminho de criar laços em que agrega para cada um dentro de sua percepção subjetiva. O que faria com que os institutos ficassem motivados a unirem?

Azevedo: Mauro, é por isso que começamos um movimento de união aqui no Brasil. Em 13 de Setembro 2003, durante o transcorrer do I Congresso Pan-Americano de Programação Neurolingüística, no Hotel Glória, Rio de Janeiro, vários participantes do Congresso, principalmente os representantes dos Institutos presentes, decidiram estreitar as relações através desta Lista de Discussão, e definir objetivos comuns.

Arline: Mauro, acho importante constantemente aprimorar, mesmo para o mesmo local geográfico. No evento do 2000, foi muito um fórum para apresentação de trabalhos dos treinadores convidados. Para os participantes, formamos estes grupos de trabalho com o intuito de ensaiar umas colaborações

Mauro: Ok. Não há um compromisso rígido com o que foi estabelecido no congresso? É possível deixar as regras éticas menos subjetivas e mais claras a realidade brasileira? Há interesse dos institutos nisso – e por que?

Azevedo: O debate atual aqui no Brasil é voltado especificamente para a discussão do uso profissional da PNL e sobre a qualidade e homogeneização dos cursos de formação, particularmente no nível de Master Practitioner, Coaching, Trainer e Master Trainer, já que o nível de Practitioner não visa especialmente a uma profissionalização.

Mauro: Ops, desculpe Azevedo já está liberado o debate ou me apressei?

Azevedo: Mauro, eu por enquanto liberei só a Arline, pois ela foi testemunha viva do Projeto Millennium. Mas não tem problema.

Mauro: Sorry

Azevedo: Arline, mais alguma coisa?

Arline: Interessante, quanto mais avançado na formação, mais caminhos e opções existem. O Master Practitioners são mais diferentes entre si do que o Practitioner. Tem a ver com a linha de cada um e as preferências. Acho que o ganho do Projeto Millennium foi o encontro SEM a intenção e homogeneizar.

Azevedo: Ao meu ver, a principal discussão atual, aqui no Brasil é igual ao que estava antes do Projeto Millennium: como deve ser o trabalho em conjunto dos institutos: fazer uma associação formal, no estilo de um Conselho de Auto-Regulamentação, ou apenas estreitar as parcerias entre os vários institutos, mas manter como está, cada um trabalhando por si mesmo.
Confesso a vocês que eu ERA da opinião da primeira postura: um órgão da PNL, supra-institutos, seria uma forma de homogeneizar as diferenças, supervisionar os masters e trainers em seu trabalho, fornecendo um aval de sua competência, e uma forma de propagandear a PNL em conjunto, criando um porta-voz da área.

Arline: quero dizer alinhar valores enquanto permite uma diversidade de estratégias. A PNL, podemos dizer, uma arte-ciência com a margem de criar.

Azevedo: Ao estudar o Projeto Millennium, percebi mais claramente que a PNL deve ficar sem este tipo de amarra, tal como um conselho de auto-regulamentação. Isto porque só funciona uma estrutura dessas quando há uma homogeneização muito grande no formato de trabalho.
E, como a Arline disse, a PNL é livre demais para isso. No entanto, ao mesmo tempo que corria aqui esta iniciativa, o Coaching se instalou como opção profissional. E, aos poucos, fui entendendo que a PNL deve se conservar como está: uma metodologia e uma fonte de conhecimentos, aberta a todos os profissionais, sejam de psicoterapia, negociação, liderança ou educação, sem que precisem se auto-intitular “profissionais de PNL”.
Por que isso? Por que o Coaching é uma profissão estruturada, com chances de viabilização social, pois não representa apenas uma vertente, uma abordagem do conhecimento.

Arline: Auto-regulamentação…auto-organização é confiar na competência de sistemas vivos. Pois é, tem tantas linhas de Coaching e tantas coisas que funcionam.

Azevedo: Em geral o que é o Coaching? É uma forma de aconselhamento e orientação. Tem uma vertente profissional – Coaching Executivo, Coaching de Carreira, Coaching de Equipes, Coaching Profissional – e uma vertente pessoal – Coaching de Vida, Coaching de Metas.

Arline: Acredito que cada coach, cada practitioner de PNL pode ter uma eficácia com clientes que atrai. Os mesmos clientes não se dariam bem com os mesmos Coaching. Deixe os clientes e coaches se encontrarem. Que cada um aprenda a comuncar para se encontrar da melhor forma para todos.

Azevedo: Sim, concordo, Arline. Mas o Coaching é uma profissão em ascensão, com forte tendência a entronizar-se e ser regulamentado, por pressão do mercado. Talvez em uns dez anos ou até menos… – é provável que os profissionais de Mentoring e Coaching, que utilizam, dentre o seu ferramental, a PNL, prefiram investir em associar-se à comunidade de Coaching, e não a uma comunidade de PNL.
Porque acho que o Coaching crescerá tanto como profissão? Se você ler a matéria “O Futuro do RH”, em http://carreiras.empregos.com.br/comunidades/rh/fique_por_dentro/170804-pn_futur\\o_rh.shtm , observará que a tendência nesta área será cada vez mais abrir um espaço para profissionais externos trabalharem junto da empresa.
O RH moderno deverá terceirizar muitas coisas – e também o aconselhamento. Veja abaixo as principais tendências:
- Ser um líder: ou ele é visto como líder ou ele não vai ser respeitado e seu discurso vai cair no vazio;
- Ter foco em resultados: tanto em resultado do próprio RH, ou seja, a eficiência do RH, como em resultados que tenham impacto no negócio;
O RH deverá ter tudo isso e mais:
- Terceirizar todas as atividades que são commodity do RH devem estar bem resolvidas para que possa se dedicar a questões mais estratégicas,
- Buscar parcerias: enxergar e atuar nas áreas como parceiro, tendo como foco o cliente externo;
- Buscar soluções: por meio do desenvolvimento, do treinamento, da retenção, de comunicação;
- Preocupar-se com talentos: identificar e reconhecer as pessoas que fazem a diferença.
Todas estas tendências privilegiam o Coaching – tanto os profissionais de RH deverão cada vez mais se interessar pela formação de Coaching quanto o serviço de RH formal passará cada vez mais a sub-contratar Coaches externos. Haverá uma saudável troca de Coaches entre empresas, assim como hoje existe os Conselhos em empresas, onde diretores de uma são conselheiros (Coaches) do Board Executivo de outras.
Eis que, por isso, apresento a minha perspectiva sobre o futuro da PNL e do Coaching, para os próximos quinze anos:
- cada vez mais o Coaching se firmará, tanto como alternativa de atendimento profissional como pessoal;
- A PNL não “perderá força”, como pensam, e sim será cada vez mais entendida como uma abordagem conceitual, útil para aplicação profissional de Coaches, psicoterapeutas, professores, gerentes e vendedores, bem como para o uso pessoal. Isto é, ela será um dos substratos conceituais do Coaching;
- Entidades, tais como o ICF – International Coaching Federation – e o ICC – International Coaching Community provavelmente estreitarão parcerias aqui no Brasil, e se tornarão mais fortes.
- O Coachïng provavelmente terá subdivisões – “Coach Profissional”, “Coach Executivo” e “Coach Pessoal”, conteúdos e avaliações diferenciadas para cada um deles;
- Os acordos de auto-regulamentação, que até hoje só se transformaram no Project Millennium, tomará nova força com o entrosamento com a área de Coaching. Aos poucos o novo Projeto Millennium (2006 ou 2007?) incluirá o Coaching em suas discussões;
- A formação de PNL continuará, a nível de practitioners e master practitioners. Mas aos poucos será englobada dentro da formação de Coaching, que deverá ser expandida e reforçada;
- Possivelmente a formação de Coaching deverá se dividir em “Coaching Básico” (que englobará o nível de Practitioners e Master Practitioners e provavelmente buscará ser oferecida com 160 horas de duração) e “Coaching Master” (com também 160 horas de duração);
- Os nomes de marca na formação de Coaching – que são parte do posicionamento mercadológico dos institutos – continuarão sendo usados, mas serão sutilmente ignorados pela comunidade;
- Um prazo de supervisão – Coaching assistido – será aconselhado a todo Coach iniciante, tal e qual existe na formação para Psicanalista (o prazo de seis meses será o mais provável de ser implementado);
É isso que preparei para vocês. Agora vou por em debate aberto o assunto. Sintam-se livres para opinar a respeito, discordando ou concordando com a minha opinião. E também outras opiniões diversas, é claro. É apenas um exercício de futurologia.

Arline: Deve ser assim mesmo. As associações de coaching estão com força. As associações de PNL devem ficar para quem gosta mesmo da PNL.
Uma notícia: haverá um encontro este ano na NLPU para institutos.

Azevedo: ESTÁ EM ABERTO
Comentem também o seu interesse pela PNL e Coaching. Arline, este encontro será uma continuação do Projeto Millennium?

Arline: Posso falar do que estou fazendo agora. Resolvi fazer um nicho de Coaching PNL que tem Practitioner como pré-requisito. Isto dá 145 horas de Practitioner + 80 horas de Coaching PNL. Dá mais ou menos isso, sua idéia de Coaching Practitioner. O encontro é uma continuação sim, estou convocando treinadores e donos de institutos.

Mauro: A abordagem do Azevedo me surpreendeu, estou digerindo ainda. A princípio acho que isso resolve vários problemas. Ninguém mexe na PNL (como os institutos querem), mas cria-se o Coaching com uma estrutura bem mais profissional.

Azevedo: O Coaching se fundindo com a PNL torna a PNL menos visível, mas ela continua sendo muito útil.

Arline: Está havendo um boom. Não sabemos todos os assuntos que o movimento vai levantar

Azevedo: O que acho importante é que os Institutos formadores – de Coaching e PNL – devem melhorar a comunicação entre si.

Mauro: Em certa altura a Arline disse que o cliente deve encontrar o serviço que melhor lhe convier, ms isso também foi feito na PNL e ajudou a queimar a marca no mercado. O profissionalismo é desejado pelo mercado! E ninguem está propondo engessamento de um modelo, só principios éticos e talvez um local para onde os clientes possam
reclamar ou se informar melhor.

Azevedo: A lista de Formadores é para isso. E existem outros caminhos, bem como a necessidade de criar um futuro desejado.

Arline: Aprender Coaching faz com o Practitioner use melhor sua PNL. O Coach que aprende PNL comunica de forma aprimorada, entende coisas importantes sobre a formulação de metas e tem intervenções variadas para usar.

Azevedo: Eu concordo com você, Mauro. Hoje em dia é necessário algum tipo de supervisão sobre o desempenho do Coach e do “Pnelista”, sob pena de criar má reputação.

Mauro: Ok, Azevedo, útil e base, mas a ´boa´ PNL — não todo aquele oba-oba que grudou com o tempo a tiracolo.

Arline: Tenho como parte da missão do Núcleo educar a toda oportunidade, explicar o que é a PNL de raiz. Será que estávamos comunicando bem para dar a opção para aqueles clientes nos encontrarem.

Tatiana: O Mauro tocou num ponto que sempre me incomodou… O da má utilização da pnl…

Azevedo: Na verdade 90% do que é PNL é a boa comunicação, com engenho e arte. Contudo, percebo a pouca base de muitos praticantes de PNL. Eles não lêem o suficiente.

Arline: Foi a má utilização da PNL ou uma incompetência no uso da PNL?

Azevedo: E sem conteúdo, sem leitura, não se sustenta a boa prática.

Tatiana: acho até que ficou um pouco banalizado… muitos cursos de formação e pessoas com pouco aprofundamento… que só participam dos módulos e saem usando de maneira inadequada… até dando cursinhos de pnl por aí

Azevedo: Arline, considero que o profissional que só faz bem os “processos padrão” ainda não é nem um praticante (practitioner). Logo, é a incompetência no uso da PNL.

Tatiana: isso… como acontece em todas as áreas, convenhamos… mas é algo delicado…

Mauro: Arline, como você faria hoje para comunicar melhor o que é a PNL se aparentemente dá liberdade (ao meu ver demais) para o uso do termo por qualquer pessoa em qualquer situação possível? Isso seria possível de contornar? Você não acabaria dizendo ” a PNL assim é mais certa que assado” ?

Azevedo: O problema que a PNL é um “corte transversal” no conhecimento da comunicação.

Arline: Isso aí. A PNL tem como pressuposto epistemológico – não se pode isolar uma parte do sistema. Quem se comporta há de experimentar o retorno das suas ações.

Tatiana: com certeza. Mas vejo muita gente que tem até preconceito com a PNL por achar que é charlatanismo… provavelmente porque tiveram experiências ruins

Arline: Gostaria de ter muito cuidado com pensamento nós versus. eles, tipo, nós queremos cuidar para que eles não consigam isso ou aquilo.

Azevedo: Ou apenas receberam da mídia – que sempre ironizou a PNL – uma imagem ruim.
Tudo bem, este “sempre” é um filtro de generalização…

Marianne: legal Arline

Arline: Bem, falando da minha estratégia…aquilo que foca aumenta, então fico cuidando das pessoas que vão se formar comigo para apresentar os conceitos de ecologia e criar uma cultura onde posso ter uma influência. Quer dizer influência para transmitir os pressupostos e a idéia da importância de uma PNL feita com profundidade

Mauro: Tatiana, concordo contigo, mas não há uma parcela de culpa dos profissionais de PNL de deixam e até incentivam este tipo de associação? Parece-me que a liberdade está começando a sair pela culatra. E o problema da PNL é que ela não quer abrir mão da liberdade, nem tenta imaginar um modo de adaptação ao quadro atual. A proposta do Azevedo me parece mais coerente para resolver uma série de problemas

Azevedo: Pessoal, já é uma e dez da manhã. Oficialmente precisamos ser pontuais. Acho que o meu papo inicial ficou grande demais e reduziu o tempo do debate. Desculpe, foi a primeira experiência. Continuamos abertos, mas quem precisar ir dormir, a sineta vai tocar… (moon.gif)

Mauro: Azevedo, você poderia expor (só com ex. fictícios) algumas das “regras éticas” que poderão nortear o Coaching?

Azevedo: O Coaching precisa se definir como bem diferenciado da psicoterapia.

Arline: Realmente, a luazinha é convidativa. Mas, devo dizer que o papo foi bom de modo que fiquei acordada bem depois da hora que normalmente durmo. Parabéns para todos.

Azevedo: Na lista “Coaching-Brasil” houve uma discussão séria neste sentido.

Marianne: Acho esta postura colocada por Arline muito interessante …. estratégico é gastar anergias na construção do que se refere aos “valores de qualidade desejáveis”, e não perder tanto com as defesas em relação a imagem negativa que ” fazem ” da PNL.

Azevedo: O problema é que, nos últimos vinte anos, os psicoterapeutas assumiram muito as funções de Aconselhamento, com a psicologia humanista. No entanto, isto cria um certo conflito – tanto que os profissionais de Serviço Social, que também são aconselhadores, ficaram com vários problemas para tornar bem identificado o seu trabalho. O Aconselhamento Pessoal – Life Coaching, para ficar mais modernoso – não é necessáriamente psicoterapia. Mas acho difícil que isto seja visto assim sem polêmica. A sociedade vai ter que criar regras mais claras do que é orientação e do que é psicoterapia.

Mauro: Vero, você já leu o ´regimento´ que estas classes usam (sobretudo do Serviço Social)?

Azevedo: Quanto ao Coach profissional, a polêmica é para diferenciar da figura de consultor.

Mauro: Acha que é um problema de definição? Podemos pensar nisso…

Azevedo: É bem diferente – o Consultor orienta por um processo, uma metodologia já aprovada. Isto é, encaixa o cliente (pessoa física ou jurídica) em uma metodologia. O Coach desenvolve o cliente, a partir de sua busca interna, em suas pesquisas criativas pessoais ou profissionais. O sistema é do cliente.

Tatiana: Gente… a conversa foi muito proveitosa e o assunto mais abrangente do que eu imagina. Muito bom! Mas agora tenho que ir… boa noite a todos.

Azevedo: Vamos fechar a janela 01:15, tá? A não ser que alguém reclame…

Mauro: ok dá para levantar o assunto na PNL-brasil ou acha que é mais apropriada outra lista?

Azevedo: A questão de diferenciação do Coaching para o Consultor é de tipo de processo, não de de objeto.

Marianne: é … pego carona com Tatiana ( inté + Mauro : você ficou show na roupagem de Carol, parabéns ) … agradeço, viu Azevedo? Saio super satisfeita !! Boa noite

Mauro: Fiquei menos chato?

Azevedo: Gente, então vamos fechar. Como primeiro chat de PNL, valeu bem a discussão.

Marianne: hehe

Mauro: Inté+

Azevedo: Em resumo, o Coaching vai crescer (tudo leva a crer que sim).

Romeu: Pessoal, também vou indo nessa..

Azevedo: E a PNL vai ficar como uma base.

Romeu: Parabéns pela primeira conferência, sucesso!

Marianne: é isso aí Azevedo, anotei teu recado.

Mauro: mande bala na PNL-Brasil. Palpite… Parabéns!

Azevedo: FECHANDO O DEBATE AGORA.

lainfor2000: Boa noite Azevedo e a todos…. ótima palestra.

Eduardo: boa noite a todos

Escrito por azevedo

11 Julho 2005 em 2:46 am

Publicado em Coaching, PNL