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Decisões Intuitivas
O que mais observamos ao nosso redor são pessoas que tomam decisões cruciais na vida baseadas em um mínimo de informações. Algumas vezes o resultado é um sucesso; outras vezes não. O que faz a diferença entre essas pessoas? Como elas puderam escolher, entre dados desconexos, os indícios seguros da melhor iniciativa?
Agir da melhor maneira possível significa, normalmente, optar baseando-se na maior quantidade e qualidade das informações disponíveis, processadas de forma sistemática. Isto deve ser feito não só pelo intelecto e sim pela mente como um todo, razão e emoção, e levado a cabo através de um plano de ação coerente e organizado, com bastante autodisciplina. É importante nos conscientizarmos de o que não escolhermos também não nos escolherá. E também que nenhuma ação posta em prática pode ser desfeita sem algum custo. Tudo na vida tem um preço, seja em tempo, dinheiro, esforço, atenção ou conhecimento, que são os principais recursos da vida de onde todas as coisas são feitas.
A frequência com que tomamos decisões erradas faz com que muitas vezes ansiemos por dispor de uma “bola de cristal” que nos permita ver o futuro. Pressupomos que o futuro já exista, isto é, acreditamos em um determinismo das circunstâncias e ou nos resignamos a ele ou o maldizemos, vivendo em uma permanente insatisfação e até desespero.
O determinismo é uma corrente filosófica que diz que não importa o que seja feito, tudo o que deve acontecer, acontecerá (”Maktub!”, exclamam os maometanos). Esta postura, muito difundida na sabedoria popular (”não adianta lutar contra o destino”), costuma redundar em uma visão fatalista, passiva, impedindo o total engajamento na mudança das condições de vida.
Na realidade o futuro não é pré-determinado (determinado previamente). O futuro pode ser sim “de-terminado” (de agora para o término), no sentido de que é uma extensão do presente, uma continuação lógica deste. E para escolher o nosso futuro, precisamos aprender a agir da melhor maneira possível neste presente.
Muitos se consideram emotivos, passionais, instintivos. E tomam decisões principalmente baseadas em seus impulsos momentâneos. Tais pessoas renegam a lógica fria, alegando que o mundo é por demais complexo para se avaliar todas as questões. São intitulados de “aqueles que pensam apenas com o lado direito do cérebro”, com nossa parte emocional.
Outros se consideram principalmente lógicos, analíticos e racionais. E tomam decisões principalmente baseadas em deduções, com base nos fatos disponíveis. Tais pessoas costumam ridicularizar o comportamento impulsivo das anteriores, considerando que reagem apenas de forma “animal”, sem usar o pensamento dedutivo, que é apanágio exclusivo do ser humano. São muitas vezes chamadas de “pensadores do lado esquerdo do cérebro”, como é chamada a nossa parte racional.
A maioria se situa em um meio termo entre esses dois extremos. Porém, essa mesma maioria não possui uma posição definida de como deve ser a melhor forma de pensar e resolver problemas. E por isso procede muitas vezes de forma impulsiva e outras de forma racional – sem avaliar adequadamente em quais momentos é melhor optar por uma decisão emocional e em quais é melhor optar por uma decisão racional. A motivação para agir de uma forma ou de outra é claramente externa, proveniente das circunstâncias, não um procedimento auto-orientado. São indivíduos eminentemente reativos, não proativos perante um problema.
Não é suficiente utilizar-se apenas formas lógicas de pensar e tomar decisões, acreditando que todo tipo de questões de vida podem ser resolvidas desta forma. Como também não é suficiente nos apoiarmos apenas em formas emocionais e impulsivas de agir. O importante é conciliar estas duas vertentes.
Os atuais conceitos sobre Inteligência Emocional mostram efetivamente a importância de obtermos o equilíbrio entre estas duas formas de pensamento. A conciliação não passa apenas por uma verificação sobre o que a nossa lógica e nossa emoção estão nos dizendo. Muitas vezes estes dois aspectos estão em conflito. Podemos, por exemplo, dispor de várias alternativas de ação, todas elas com seus prós e contras, e nosso intelecto não dispõe de fatos suficientes para escolher. E podemos também, estar com sensações de ansiedade não específicas sobre os vários cursos de ação, com nossa emoção contaminada por crenças de limitação sobre nossas capacidades e recursos – atitudes que muitas vezes são intituladas como “auto-sabotagem”.
É importante que possamos integrar estas duas ferramentas – o pensamento lógico e o pensamento emocional – debaixo da égide de uma terceira forma de pensar mais elevada – e esta pode ser chamada de pensamento intuitivo.
Para muitas pessoas o pensamento intuitivo se confunde com pensamento emocional; só que não há nada mais distante da verdade. O pensamento intuitivo está situado em um nível acima dos pensamentos anteriores. Ele é a chave da criatividade, da expressão artística e da realização real do homem.
O pensamento intuitivo é uma característica bem mais humana do que o pensamento lógico. Podemos até dizer que todos os homens podem praticar o pensamento lógico, mas nem todos estão preparados para o pensamento intuitivo, que requer uma integração de todas as facetas da mente humana. O pensamento intuitivo leva em consideração tanto os ditames da natureza emocional bem como as ilações dedutivas do pensamento lógico. E não só combina tais elementos como acrescenta uma nova visão baseada na estrutura dos valores essenciais do indivíduo. Esta perspectiva não apenas adiciona e sim multiplica fatores, acrescentando uma perspectiva mais alta, permitindo uma visão tridimensional das questões a serem tratadas.
O Eu, pensado como individualidade, se considera apartado e sente e pensa em termos de “Eu versus Não-Eu”. Por causa das frustrações pelas quais passou, deseja obter o máximo e doar o mínimo ao Universo. Para ele é importante o conceito de “benignidade” e “altruísmo”, pois isto significa um esforço especial, justificável apenas em nome de uma melhor convivência com os Outros.
Contudo, quando usamos efetivamente o pensamento intuitivo, tais conceitos deixam de ser importantes. Torna-se natural agir de forma harmônica com todas as pessoas envolvidas. Isso não é ser bom e nem ser altruísta, é apenas estar de acordo com a verdadeira lógica de ser e de viver. E isto requer bastante autoconhecimento e auto-análise, com momentos de introspecção frequentes, de forma a possibilitar a eclosão em nós desta mais ampla forma de pensamento, o pensamento intuitivo.
É como se o homem observasse agora as suas questões sob um distanciamento maior, não mais centrado em si mesmo, como se fosse o ponto central da Criação. Ele se sente como parte de uma Força de Vida mais ampla. Suas preocupações baseadas na ansiedade e medo de risco pessoal desaparecem. A compreensão do futuro e das relações de causa e efeito é mais abrangente; de linear é agora sistêmica. E, tal qual como em um enorme tabuleiro de xadrez, se permite analisar as várias estratégias e cursos de ação com isenção e paz de espírito.
E também, não mais sendo limitado por medos pessoais e crenças de incapacidade, pode recorrer a forças e recursos insuspeitados, tanto diretos, em seu próprio inconsciente, quanto indiretos, através de tudo que o Universo pode fazer em seu favor.
O pensamento intuitivo permite um exercício criativo que o pensamento lógico e o emocional não podem abarcar. Ele nos proporciona uma fusão com o Universo, do qual anteriormente tínhamos nos separado, ao assumir a consciência do Eu.
É importante reconhecer que somente com OBJETIVOS e METAS definidos é que poderemos ter êxito em equilibrar adequadamente as escolhas entre razão, emoção e intuição. Vale a pena compreendermos bem esta diferença:
Objetivos são uma descrição contextual, do ambiente, isto é, onde queremos chegar e como nos sentiremos ao chegar lá. Eles são discursivos, isto é, não são mensuráveis e se traduzem principalmente em termos de situações. Para clarear os objetivos, fazemos normalmente as seguintes perguntas:
Para onde vou?
Quais são as principais tendências em minha vida?
Quais são meus interesses e vocações principais?
Pelo o quê me sinto estimulado?
Se eu fosse milionário, o que eu faria com o meu tempo livre?
Metas são marcos específicos que sinalizam o caminho até o objetivo alcançado. Um objetivo pode se compor de várias metas. Elas ajudam a definir o que está sendo feito, e nos permitem aferir se estamos nos encaminhando para o objetivo desejado ou nos distanciando dele.
Normalmente fazemos as seguintes perguntas para especificar metas:
Como eu posso agir para alcançar o meu objetivo?
Como eu estou indo?
Que planos de ação eu tenho?
Que tipo de avaliação posso fazer?
Como posso registrar o meu sucesso dia a dia?
Cronogramas, orçamentos, relatórios, ações de correção e ajuste são utilizados aqui. Neste momento o que era Sonho e que tinha se transformado em Visão passa a ser um Plano de Ação realístico.
E podem ser feitos exercícios para estimular a integração da razão e da emoção com a intuição, facilitando uma melhor tomada de decisão:
Síntese Criativa (*)
1. Imagine o oposto da situação
2. Examine o ambiente
3. Imagine-se encontrando a resposta perfeita
4. Imagine que todas as suposições que fez estejam erradas
5. E se soubesse que não poderia falhar?
6. Use outras pessoas como modelos
7. Pense do futuro para o passado
8. Olhe o problema de outro planeta
9. Modifique, reposicione o problema
10.Olhe com os olhos de uma criança
(*) adaptado das técnicas de Criatividade e da PNL
Tomar decisões é fazer escolhas. E escolhas não podem ser tomadas apenas com base na razão ou apenas com base na emoção. No interior de cada ser humano pende a cada momento esta balança de três pratos: razão, emoção e intuição. O indivíduo sopesa cada decisão por cada um destes pontos de vista, mesmo que não o faça conscientemente. Quando evitamos ficar presos ao dilema – apenas ouvir à nossa razão ou apenas ouvir à nossa emoção, podemos, de maneira mais segura, tomara as rédeas de nosso destino.
Como aprender melhor
Como aprender melhor
Sobre o uso das emoções para acelerar o aprendizado, vale lembrar que elas ajudam a você estudar com mais partes do cérebro.
Um resumo disso pode ser útil: para aprender bem, precisamos utilizar o melhor possível a ATENÇÃO, o INTERESSE e a IMPORTÂNCIA do que estamos estudando.
A ATENÇÃO é o foco sensorial. Ele é determinado pelo córtex pré-frontal, a área de nosso cérebro que toma decisões.
Isto é: a maioria dos estudantes só utiliza uma pequenina parte do cérebro para estudar: o lobo temporal esquerdo, da linguagem. Eles ficam lendo e relendo várias vezes um texto, até entender bem e decorar.
E enquanto isso ouvem música, comem, até batem papo com outras pessoas. Por mais que se diga que isso “cria um estado” confortável para o estudo, também diminui a quantidade de neurônios envolvido no foco principal, que é o estudo.
Para usar melhor a Atenção, DETERMINE-SE a estudar de forma intensiva, sem dar espaço para nada mais em sua mente. Comprometa-se com o fato de que vai estudar por um período determinado, e afirme isso, como uma decisão inabalável.
O INTERESSE é o foco emocional. Ele é determinado pelo sistema límbico. Para usá-lo melhor, torne o estudo divertido, ou aprenda a gostar do que estuda. Mas isso não significa adicionar diversão que não seja parte intrínseca ao estudo, pois estará fazendo isso em detrimento da atenção. Por exemplo, faça associações estranhas, ou cante músicas com o assunto do tema ou pesquise mais sobre as aplicações interessantes daquilo que decidiu estudar. Eu fiz isso com Matemática, por exemplo. Quando percebi alguma dificuldade com ela, parei e fui ler alguns livros do Malba Tahan, que apresentavam a matemática de forma divertida. E também utilize a técnica “como se” da PNL: faça de conta que adora o assunto, que seu cérebro começará a segregar mais endorfinas sobre este assunto, até que efetivamente passará a gostar mais dele…
A IMPORTÂNCIA tem a ver com o mecanismo de sobrevivência básica do ser humano. Pensar que algo é vital para nós ativa a base do hipotálamo, e do sistema reticular, do mecanismo de alerta. Imagine então que aquilo que está estudando é vital para você – mas faça isso de forma interessante e divertida, não de forma punitiva… Imagine, por exemplo, que saber esta questão pode lhe dar um grande prêmio em um quiz na televisão… Ou imagine-se ensinando isso no futuro, e sendo muito bem recompensado por isso. Focalize-se em imagens positivas, estimulantes, que possivelmente serão mais úteis do que imagens de medo de fracasso.
Em resumo, estudar com o “cérebro inteiro” é mais fácil do que parece: é incluir mais componentes de outras áreas do cérebro. Visualize o que estudou, para utilizar mais a região occipital, a área responsável pela criação de imagens. Fale mentalmente (ou até em voz alta) o que estudou. Ensine a si mesmo, explicando de outras maneiras. Visualize-se mentalmente dando aulas sobre o assunto do estudo para outras pessoas, e dramatize o processo, até gesticulando. Isto reforça a ulização da área motora e a visualização com os outros sentido até adiciona conexões sensorias tácteis.
Pesquisas na área de Neurociência comprovaram que a memória é uma espécie de “rede neuronal”. Isto é, quanto mais neurônios diferentes, de várias partes do cérebro, estão envolvidos em um complexo de memórias, mais fácil se torna lembrar. Por isso que existe o ditado: “o que ouço, esqueço; o que vejo e ouço, lembro; o que vejo, ouço e faço, aprendo”.
Visualização pode atrair dinheiro?
Recentemente uma pessoa me fez, por e-mail, uma pergunta sobre se é possível utilizar as técnicas de Visualização Criativa para atrair dinheiro.
Pessoalmente não recomendo exercícios mentais específicos para atrair dinheiro. Dinheiro é um sistema virtual de trocas; nele trocamos coisas por demais subjetivas para permitirem serem bem contadas: atendimentos, lazer, viagens, bem como conforto, beleza e alegria. Também utilizamos o dinheiro para facilitar a permuta de coisas que podem ser contáveis, mas que são difíceis de serem permutadas de forma direta, tal como um sanduíche do Bob´s, uma pipoca na esquina ou outras coisas quaisquer.
Porisso, dinheiro, em si, não é algo real. É apenas um número. Algumas pessoas utilizam as técnicas de O Segredo para se visualizarem recebendo notas, muitas notas. Isso é essencial? Não, não é. Também funcionaria com cheques, ou com a visualização de um bom saldo em banco? Provavelmente funcionaria – ou não funcionaria – da mesma maneira.
Então, o segredo (do Segredo) não está aí. Não é “atrair dinheiro” e sim saber exatamente o que se gosta e se quer fazer e transformar isto em algo permutável – e em nossa sociedade se permuta isso através do dinheiro.
Sempre recomendo que se utilize as técnicas de Visualização Criativa para potencializar a busca do Sucesso. No entanto, o primeiro passo para isso é uma auto-reflexão, e não uma visualização.
Devemos refletir o que é o Sucesso para nós e como saberemos quando o tivermos alcançado. Quais são os sentimentos que queremos que ele nos desperte e como exatamente queremos agir, fazer, perceber e reagir nas situações de Sucesso. Escrevamos estas coisas todas e assim teremos uma base sólida sobre a qual lastrear nossas imagens mentais.
Invistam um bom tempo em descobrir o que fazer da vida. Este é o melhor exercício para o sucesso e, por conseguinte, para atrair dinheiro.
Recomendo, para auxiliar nesta reflexão, que tracem um plano detalhado de como quer conseguir o que escolheram para a vida. De que adianta Visualizar sem um Plano? Se visualizarmos sem ter um plano de ação, uma parte de nossa mente poderá duvidar de nossas imagens mentais. Assim, tracem um Plano primeiro.
Podemos seguir esta imagem:

Isto é, primeiro se cria um Sonho, depois elaboramos um Projeto para implementá-lo, depois traçamos um Plano específico e começamos a executá-lo e depois avaliamos a Rrealidade consequente de nossas Ações Diárias, corrigindo o que for necessário no Plano e até no Projeto e em seu Sonho, até conseguir algo satisfatório.
E quando visualizar? Em todas as etapas. Visualize enquanto cria um Sonho, primeiro sonhando que terá um bom Sonho, um bom ideal de vida, e depois sonhando os detalhes do Sonho. Depois visualize o seu Projeto, e detalhe-o o melhor possível. Depois visualize o seu Plano, considere mentalmente se está agindo pelo melhor. E, por último – bem, não exatamente por último, pois a vida não para enquanto você está planejando, e muitas vezes você precisa começar por aqui – visualize os resultados reais do que está desejando, e se imagine corrigindo e acertando o que deu ou pode dar errado, e sentindo muita confiança com isso.
Sobre confiança, sugiro que reflitamos sobre esta imagem:

Esta imagem diz para se começar de dentro para fora. Não adianta querer se sentir realizado – isto é, imaginar-se e acreditar que tem muito dinheiro – se primeiro não se mudou o interior. Comece de dentro, sentindo-se uma pessoa que merece ter dinheiro. Isto é, construa, com imagens mentais, uma boa Auto-Imagem. Depois, trabalhe em seu nível de Fazer, aprendendo a sentir auto-confiança de que é capaz de fazer coisas que vão lhe trazer dinheiro. E, por último, trabalhe no nível do Ter, que é o nível mais externo, visualizando que esta auto-imagem e esta auto-confiança vão se refletir no mundo exterior, em uma verdadeira auto-realização. Você pode usar afirmativas positivas e imagens mentais de sucesso em todas as etapas deste processo. Não adianta muito lhe dar frases ou imagens prontas. É mais útil que crie as suas próprias. O importante é persistir e trabalhar na ordem certa, de dentro para fora.
Também vale a pena lembrar que tudo que conseguimos na vida é através da aplicação de nossos cinco recursos básicos: Tempo, Dinheiro, Esforço, Conhecimento e Atenção.
Se quiserem aprender mais sobre isso, leiam este meu artigo aqui:
Os 5 Recursos da Vida
A visualização nos auxilia a focar a nossa Motivação e a nossa Atenção. Também auxilia na potencialização do uso do Esforço e do Conhecimento. E, até, através das leis insondáveis do Universo, estudadas pelo Segredo, pode reduzir a aplicação do Tempo e do Dinheiro… Mas não é crível que consigamos as coisas de graça. Reflita sobre isso e mãos à obra!
Grande Abraço e Sucesso!
Antonio Azevedo
O que é PNL e sua relação com o Coaching?
Me perguntaram por email sobre a relação da PNL com o Coaching.Coaching é um nome que está sendo utilizado para um trabalho de aconselhamento e orientação mais aprofundado, tanto na área profissional quanto pessoal. Vale a pena visitar e conhecer os dois principais fóruns em português no Yahoogroups, sobre PNL e Coaching, em :
PNL-Brasil:
http://br.groups.yahoo.com/group/pnlbr/
Coaching-Brasil:
http://br.groups.yahoo.com/group/coachingbr/
A PNL é um estudo sobre a experiência subjetiva, que foi desenvolvida e/ou adaptada por Richard Bandler e John Grinder na década de setenta, a partir de estudos da Linguística, Etologia, Neurociência, Hipnoterapia, Gestalterapia, Terapia Familiar e do trabalho sobre Modelagem de Watzlavick, Edmond Hall e outros autores. É uma abordagem pragmática – isto é, voltada para resultados – e que utiliza técnicas de linguística, psicologia, teoria dos sistemas, cibernética e hipnose para obter mudanças rápidas em indivíduos e, também, em organizações.
E porquê a PNL está sendo tão utilizada em treinamento profissional? A PNL estuda a comunicação eficaz, particulamente a persuasiva, a de mudança de percepção e de atitude, a motivadora. E o que é um treinamento, principalmente o treinamento organizacional, do que uma tentativa de mudar comportamentos e atitudes?
Lógico que um conhecimento de PNL pode beneficiar um profissional de treinamento… Mas isto não significa que ele fará as coisas radicalmente diferente: apenas que buscará entender melhor sobre como o que faz modifica a experiência subjetiva de seus alunos. Por isso é que a PNL está sendo cada vez mais estudada na área de Aprendizagem.
Escrever extensamente sobre PNL não cabe aqui, mas remeto você ao ótimo site Golfinho, em http://www.golfinho.com.br . E encontrará centenas de textos interessantíssimos, livros resenhados, um fórum sobre PNL, indicações de cursos e muito mais.
O Coaching seguiu uma trilha paralela, nos últimos quinze anos. A partir do sucesso do Coaching Esportivo – isto é, da cada vez maior influência dos treinadores/aconselhadores junto a atletas em todos os esportes – vários princípios de trabalho em equipe, motivação, liderança foram absorvidos para a área organizacional e, também, para a área pessoal. A influência do “técnico” (a tradução mais literal para “coach”) no aproveitamento do potencial de uma equipe acabou servindo como metáfora para o trabalho dentro das organizações.
Assim, começou a vingar a figura do “Coaching Profissional”, notadamente em termos de “Coaching de Carreira” e “Coaching Executivo”. E também a aparecer a proposta de “Coaching de Vida”, isto é, um trabalho de orientação individual, pessoal.
Malgrado a polêmica sobre a possível zona de confusão sobre o que é coaching e o que é psicoterapia no trabalho individual – e que para mim está bem clara: coaching trata de acompanhamento e seguimento de metas diárias do indivíduo avassalado por problemas de prioridades no mundo moderno, e psicoterapia é um trabalho de autoconhecimento para melhoria de graves dificuldades emocionais – o Coaching tem tudo para se tornar uma profissão reconhecida, talvez em mais de cinco e menos de dez anos.
Mas a conexão entre PNL e Coaching? A PNL é uma ferramenta – ou um conjunto de ferramentas, melhor dizendo – dos quais os profissionais de Coaching se beneficiam. Diria que a PNL é um dos arcabouços teóricos do Coaching. PNL é uma conceituação, e Coaching é um procedimento de ajuda.
Muitos confundem, dizendo que existem “profissionais de PNL”. Não vejo deste modo. A PNL não é uma profissão, e sim uma linha de estudo, para ser utilizada em benefício a qualquer profissão que lide com a comunicação e a motivação humanas. A PNL é uma ferramenta. O Coaching não, é um estilo de profissional de apoio, tal como existem assistentes sociais, psicoterapeutas, consultores e professores. Ainda não é uma profissão regulamentada aqui no Brasil, mas o futuro dirá. Atualmente, nos Estados Unidos, o Coaching, tanto organizacional quanto profissional, virou práticamente uma profissão, apesar de também não ser regulamentada por lá.
Alguns usam títulos específicos, tais como “pnelista” ou “hipnoterapeuta”, para profissionais que utilizam as ferramentas da PNL ou da Hipnose no seu dia a dia, para ajudar pessoas. Apesar de entender que o uso da língua é uma convenção, e que muitas coisas que são potencialmente erradas podem acabar se tornando um padrão comum na linguagem, aproveito este momento para enfatizar que é melhor distinguirmos o que é uma ferramenta, e lembrar que uma ferramenta não deveria sempre se tornar o nome de uma profissão. Por exemplo, não dizemos que um médico que utilize um bisturi no seu dia a dia seja um “bisturólogo”. No máximo acrescentamos uma especialidade: “médico-cirurgião”, ou “médico-anestesista”.
Por isso, vejo com algumas restrições o uso costumeiro de palavras referentes a ferramentas para denominar especializações profissionais. Um psicoterapeuta que faz hipnose é, ainda um psicoterapeuta, e não um hipnoterapeuta…. E um profissional de Coaching que faz hipnose ou PNL continua sendo um profissional de Coaching, não é um “hipnólogo” ou “pnelista”…
Para mim existem profissionais de Psicoterapia, de Coaching, de Treinamento, de Liderança, de Negociação, de Aprendizagem, etc, que aplicam a PNL. Se estão aconselhando alguém individualmente, de acordo com os seus objetivos, nível de aprofundamento e formação, estão ensinando, fazendo coaching ou psicoterapia. São três níveis de aprofundamento:
- informativo – ensino, treinamento e aprendizagem. Básicamente focado em fatos.
- orientação, motivação e apoio – coaching e mentoring. Básicamente focado em motivação.
- analítico e reflexivo/psicoterápico – psicoterapia. Básicamente focado em auto-conhecimento.
Coaching via Skype
Gostaria de receber orientação de Coaching e de PNL de maneira simples e rápida?
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O contato via voz é suficiente para vários tipos de análise e aconselhamento, com conforto e praticidade, e você pode obter orientação personalizada de Coaching e até induções individuais de Meta-Hipnose.
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Antonio Azevedo é Coach e Hipnólogo, residente no Rio de Janeiro, RJ. Atua desde 1990 com PNL (Programação Neurolingüística) e diversas ferramentas comportamentais. Certificado como Trainer em PNL pelo Dr. John Grinder (Quantun Leap), um de seus criadores, como também na SBPNL-SP, Inap, Núcleo e NLPinRio. Instrutor e profissional de Recursos Humanos, participou de vários cursos e seminários internacionais, com Jefrey Zeig, Steve Andreas, Joseph O’Connor, Ernest Rossi e outros nomes da PNL e da Hipnose Ericksoniana. Moderador de grandes grupos online de discussão na área de Recursos Humanos e um dos fundadores do RHGroup-RJ, grupo de profissionais de RH do Rio de Janeiro.
